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Educação: atividades práticas ajudam a fixar o conteúdo

Postado no dia: 10 de setembro de 2018
Educação: atividades práticas ajudam a fixar o conteúdo
  1. Professora Marilda de Souza: \"a matemática é uma disciplina visual\". Créditos: Divulgação
  2. Foguetes de água: terceira Lei de Newton na prática Créditos: Divulgação
  3. Competição de canoas de garrafas PET: aplicação das leis da Física Créditos: Divulgação

Benefícios incluem a formação do pensamento crítico, da autonomia e o incentivo ao debate, à união e à cooperação

Na missão de experimentar a terceira Lei de Newton e como forma de absorver melhor o conteúdo de Física, professores do Colégio Positivo, em Curitiba (PR), decidiram levar os estudantes do Ensino Médio para fora da sala de aula e promoveram um festival de foguetes no gramado da Universidade Positivo (UP). A atividade comprova a teoria que diz que toda ação corresponde a uma reação, com a mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário. Mais de 300 estudantes da primeira série do Ensino Médio foram desafiados a construírem seus próprios foguetes, utilizando materiais recicláveis, como garrafas PET, e lançando no pátio do colégio. A atividade incentiva os estudantes a aplicar conceitos da Física na solução de problemas e estimula a curiosidade e o uso do raciocínio lógico, além de promover o espírito de cooperação e a interação entre os alunos.

De acordo com o professor de Física, Paulo Hansen, colocar em prática os conteúdos teóricos significa extrapolar o rendimento. “Imaginar, visualizar, dar consciência para aquilo que está somente ouvindo, vendo e torná-lo palpável, num primeiro momento, parece ser uma coisa difícil. Mas quando é possível experimentar e vivenciar, aí sim o ganho para o estudante é gigantesco”, afirma. “No ensino da Física, a alternativa de relacionar o teórico ao prático traz uma maior compreensão dos conceitos e também prepara os alunos para novos desafios, estudos e competências que serão fundamentais para resolução de problemas para a vida profissional”, assinala Hansen. Ele também utiliza outras aulas práticas, como uma caça ao tesouro para explicar vetores.

Outra atividade prática, programada para o último bimestre, é a competição de Objetos Flutuadores Não Identificados (OFNIs), para testar o Princípio de Arquimedes e outras leis da Física. Os estudantes são desafiados a projetar e construir uma canoa de garrafas PET para participar da competição que premia, no boletim, a equipe que conseguir atravessar mais rápido a piscina do colégio, sem cair na água e ainda apresentando os cálculos corretos. A estrutura das canoas é construída com base no princípio da hidrostática (pressão hidrostática, densidade e força empuxo) e no conteúdo ensinado durante o ano.

O professor de Física do Colégio Positivo, Fabiano Freitas, explica que o princípio do empuxo é usado em todas as embarcações, como barcos e navios e também em balões, tripulados ou não. “Para tirar do papel um projeto como esse é preciso, além das leis da Física, cooperação e trabalho em equipe”, reforça o professor. Ele vê as aulas ao ar livre como um excelente recurso para que o aluno compreenda o que está acontecendo ao seu redor “Aprender a teoria é experimentar conceitos de Física que estão relacionados no dia a dia. Nós somos Física pura, não tem como contestar isso. Levar o aluno a compreender noções de óptica, ondulatória, mecânica, experimentando, não tem preço”, garante Freitas.

 

Desmistificando a Matemática

A professora Marilda de Souza, que ensina Matemática no Colégio Positivo Júnior, acredita que por meio de atividades que fujam do padrão convencional é possível desmistificar a disciplina e conquistar a atenção e o envolvimento dos alunos. Em suas aulas são comuns abordagens inusitadas como a aula “Mergulho na matemática”, realizada na piscina do colégio, em que são trabalhadas questões de medidas, como comprimento, área e espaço. Outra aula que faz sucesso com os alunos é a “Matemática e Pizza”: a professora reúne a turma – em horário de contraturno – numa pizzaria. Lá, são abordadas todas as questões ligadas à atividade do estabelecimento, como custos, consumo, frações e porcentagens, fazendo os estudantes exercitarem os cálculos.

Para Marilda, é essencial para a disciplina de Matemática que o aluno vivencie o conteúdo, porque por meio da experimentação de conteúdos matemáticos, na prática, “o estudante pode fundamentar, evidenciar e provar que aquilo realmente funciona”, assinala. A intenção de levar o aprendizado para fora da sala de aula é tornar os alunos investigadores, protagonistas do trabalho, afirma a professora. “Essa linha de ensinar matemática é necessária, fundamental. Os alunos criam, elaboram e associam conceitos matemáticos teóricos na prática, atrelando a ideia de investigação com sentimento, emoção, envolvimento. A descoberta é essencial. E eles aprendem”, finaliza.

Na opinião da professora, a matemática é uma disciplina visual. “Cognitivamente, nosso cérebro precisa que vivenciemos e experimentemos situações para que ele consiga desenvolver sinapses do aprendizado”. Sendo assim, a partir do momento em que o aluno experimenta, na prática, alguns conteúdos matemáticos, faz observações e vivencia, tem mais facilidade de aprender e entender o processo. Para Marilda, hoje, o ensino de matemática é totalmente diferente, no qual os alunos são participantes ativos de descobertas. “Quem vive a história tem uma experiência muito mais forte do que aquele que vê ou ouve”, explica.

A professora do Colégio Positivo acentua que existem muitas formas de usar a brincadeira para ensinar e, por meio delas, o professor, sabendo fazer as perguntas certas durante a atividade, consegue resultados gratificantes e de uma forma mais prazerosa. “Tudo o que une emoção – fator primordial para o aprendizado -, envolvimento, que faz mexer com os sentimentos, torna a absorção do conhecimento mais concreta e efetiva”. Ela citou como exemplo a brincadeira de cabo de guerra como maneira de transmitir conceitos de álgebra. “Ao fim dessa atividade, uma aluna me disse, certa vez: ‘agora sim eu me sinto pertencente à matemática’. Isso nos mostra que estamos no caminho certo”.

 

Benefícios para o aprendizado

Segundo a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente Vogel, o conteúdo do material didático levado para fora da sala de aula por meio de experiências práticas, tem inúmeros benefícios. Ela cita alguns:

  1. As aulas práticas desenvolvem o pensamento crítico, incentivando o estudante a não aceitar uma informação sem refletir sobre ela para, dessa forma, percebê-la como verdadeira, a partir de argumentos e comprovações.
  2. Auxilia no processo de desenvolvimento da autonomia dos alunos, reduzindo o papel do professor como centro do conhecimento.
  3. Faz com que os estudantes absorvam a disciplina por meio da observação e da lógica, sem necessidade de recorrer à “decoreba” para se sair bem nas avaliações.
  4. As aulas práticas representam excelentes oportunidades para que a turma se integre, já que essas atividades geralmente envolvem trabalho em equipe e discussões saudáveis que incentivam o debate, a união e a cooperação.
  5. Essas atividades conectam o conteúdo didático com a realidade. Colocando a mão na massa, eles percebem a maneira como o conteúdo dos livros e apostilas está relacionado com o mundo e com o seu próprio cotidiano, passando a entender melhor o assunto – e de forma mais intuitiva.

 

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, nas quais nasceu e se desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foram incorporadas ao Grupo duas novas unidades do Colégio Positivo Joinville, em Santa Catarina e, em 2017, a unidade do Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR).

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