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Estudantes curitibanos na final da Febrace

Postado no dia: 10 de Março de 2016
Estudantes curitibanos na final da Febrace

  1. As alunas Maria Eduarda Valotto e Luíza Bastos Bianco desenvolveram o Instrumento Endoscópico Imantado(Crédito: Daniel Derevecki)
  2. Os estudantes criaram um sistema de aquecimento inteligente para evitar o desperdício de água(Crédito: Daniel Derevecki)
  3. Os alunos Mateus Pizzatto Fagundes e Paulo Guilherme Araújo com o professor orientador, Fernando Dimas Souza(Crédito: Daniel Derevecki)
  4. O instrumento é capaz de magnetizar objetos de metal do interior do organismo(Crédito: Daniel Derevecki)

Maior evento científico para alunos pré-universitários do país conta com dois projetos do Colégio Positivo entre os finalistas

Estudantes curitibanos vão representar o Colégio Positivo na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), de 15 a 17 de março. Realizado na Universidade de São Paulo (USP), o evento, que acontece de forma ininterrupta desde 2003, é considerado o maior do Brasil para alunos não universitários no mundo científico.

Dois projetos foram selecionados na Mostra de Soluções do Colégio Positivo e tratam de dois temas importantes: atendimento emergencial em pronto-socorro e o combate ao desperdício de água. “A grande riqueza das ações está no processo: alunos de Ensino Médio envolvidos em pesquisa científica e preocupados em resolver problemas antigos do cotidiano de várias áreas”, afirma a coordenadora da Mostra de Soluções do Colégio Positivo, Irinéia Ines Scota, explicando a filosofia da iniciativa.

Além disso, o evento permite aos estudantes sentirem na pele algumas experiências que terão ao longo da vida acadêmica e profissional, como apresentar projetos a uma banca avaliadora. “Eles são os protagonistas das ideias e vão lá para defendê-las”, diz Irinéia.

Medicina

Enquanto os grandes municípios do país têm mais estrutura para atender casos de emergência em crianças, o mesmo não se pode afirmar nas pequenas cidades. Foi pensando nessa realidade que surgiu a ideia de criar um instrumento médico barato, que pode ser usado em situações de pronto-socorro a crianças que engoliram objetos metálicos (exceto os pontiagudos), como moedas.

As alunas Maria Eduarda Valotto e Luíza Bastos Bianco desenvolveram o Instrumento Endoscópico Imantado. Trata-se de uma pinça usada para biópsias, cuja ponta foi adaptada para receber um poderoso imã. Ele é capaz de magnetizar objetos de metal do interior do organismo, sem o risco de soltá-los durante a remoção.

Para que pudesse ser viável e se adaptar à realidade financeira de pequenos municípios do interior, o projeto tinha que se diferenciar na hora da compra. Por isso, o preço entre os equipamentos comuns e o criado pelas alunas chama a atenção. Enquanto um moderno sai em média por R$ 3.500,00, a pinça inovadora custa R$ 150,00.

O preço baixo é um atrativo para que unidades de saúde de pequenos municípios possam contar com esse tipo de equipamento para casos de emergência. “A nova pinça busca atingir regiões sem acesso à estrutura básica de saúde. Estudamos casos em que o aparelho teve que vir da capital para tirar a moeda que um menino havia engolido em cidade do interior”, afirma Luíza.

Para Maria Eduarda, o concurso é uma chance para ampliar o conhecimento. “Mais do que ganhar prêmios, queremos ganhar experiência e conseguir aprimorar nossos conhecimentos”. O projeto teve a orientação dos professores Guilherme Rodrigo Teitge e Paulo Cesar Bega.

Engenharia

A crise hídrica enfrentada pelo Estado de São Paulo chamou a atenção de dois estudantes do Colégio Positivo. Era preciso encontrar meios práticos de fazer economia em um dos locais em que mais consome água dentro de casa ou em estabelecimentos comerciais: o chuveiro. Os estudantes Mateus Pizzatto Fagundes e Paulo Guilherme Araújo dos Santos Gihorn criaram um sistema de aquecimento inteligente capaz de evitar que aquela água inicial do chuveiro de aquecimento a gás, bastante fria, não tivesse a única função de ir para o ralo.

O projeto foi desenvolvido para chuveiros que funcionam com aquecedores a gás, que precisam de água corrente para serem acionados. Por meio de um sensor criado pelos estudantes para medir a temperatura, a água é retida na tubulação e desviada para um receptor semelhante a uma caixa de água, podendo assim ser reutilizada depois. “A ideia é inovadora. O usuário programa a temperatura da água, por exemplo, a 30 graus. Enquanto a água não atingir essa temperatura, ela é desviada para o reservatório”, afirma o estudante Paulo. O projeto recebeu a orientação do professor Fernando Dimas Souza.

“Assistimos a uma reportagem sobre o problema do abastecimento de água em São Paulo e decidimos escolher o tema, que está sempre em foco na vida das pessoas”, afirma o estudante Mateus. Para chegar ao protótipo, os autores também foram a campo para entender a realidade que pretendem mudar. Eles realizaram uma pesquisa com moradores do bairro Bigorrilho, em Curitiba, para saber como são os hábitos de banho e o tempo médio gasto para aquecer o chuveiro a gás. Eles visitaram também empresas fabricantes de aquecedores e falaram com especialistas da área de Física para compreender o tamanho do desperdício que agora tem condições de evitar.

A Febrace

Os projetos podem ser apresentados por estudantes matriculados nos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e alunos do Ensino Médio e Técnico de escolas públicas e particulares de todo o país. Cada grupo pode ser composto por três alunos e um adulto orientador, além de se encaixar em uma das categorias avaliadas. Neste ano, foram enviados mais de 2,2 mil trabalhos para serem julgados. Destes, foram selecionados 341 projetos de 752 estudantes de todo o Brasil.

Na mostra, os trabalhos serão avaliados por pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento. O público visitante também poderá eleger o projeto mais popular, postando seu voto no site da FEBRACE (www.febrace.org.br). Os autores dos melhores trabalhos ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 200 prêmios. Também concorrerão a uma das nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, na cidade de Phoenix, Arizona, EUA.

A Febrace é aberta ao público das 14h às 19h, no estacionamento da Escola Politécnica da USP, em São Paulo. A entrada é franca. Mais informações:www.febrace.org.br.

 

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende quatro unidades na cidade de Curitiba, nas quais nasceu e se desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental e o Colégio Positivo – Ângelo Sampaio atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, assim como aulas de Língua Inglesa diferenciadas. Em 2013, foi lançado o Colégio Positivo Internacional, que atende alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, com uma proposta de aprendizado internacional.

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