+55 41 3026.2610

Notícias Central Press

Estudo identifica trabalho escravo no Paraná

Postado no dia: 17 de setembro de 2018
Estudo identifica trabalho escravo no Paraná
  1. Roberto Di Benedetto, diretor da Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da Universidade Positivo, durante apresentação do estudo Crédito: Diego Wladyka
  2. Ulisses Dias Carvalho, procurador do Trabalho (MPT/PE) e coordenador Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT Crédito: Diego Wladyka
  3. Eduardo Faria Silva, coordenador da pesquisa e coordenador-geral dos cursos de Pós-Graduação em Direito Crédito: Diego Wladyka

Uma pesquisa realizada pela Universidade Positivo (UP), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), revelou que o Paraná resgatou 40 estrangeiros em regime de trabalho escravo. Destes, 24 trabalhadores são de Bangladesh e 16 do Paraguai. Além disso, 11 pessoas têm menos de 18 anos. A primeira fase da pesquisa, que foi conduzida pelo Centro de Pesquisa Jurídica e Social (CPJUS) da Universidade Positivo, teve início no último semestre de 2017 e envolveu professores e estudantes de Graduação e Pós-Graduação.

De acordo com o coordenador da pesquisa e coordenador-geral dos cursos de Pós-Graduação em Direito, professor Eduardo Faria Silva, a pesquisa é inédita, já que foi realizado um cruzamento de dados que, até então, nunca tinha sido feito. “Tivemos acesso às ações judicializadas entre 2008 e 2015 no Paraná que, ao todo, envolvem 643 trabalhadores e somaram mais de 15 mil páginas, para analisar a realidade do trabalho escravo”, explica. Segundo o professor, a segunda fase da pesquisa vai envolver a análise dos processos de todo o país. “Será uma pesquisa de cinco anos, já que é um trabalho bem mais complexo e abrangente”, conta.

Segundo o procurador do Trabalho (MPT/PE) e coordenador Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, Ulisses Dias Carvalho, mesmo após 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, as práticas de trabalho escravo ainda são mais comuns e estão mais próximas do que imaginamos. “O setor rural responde pela maior parte dos processos, mas o trabalho com condições análogas à escravidão também está presente nas cidades, como no setor de construção civil, por exemplo”, explica. Dos processos analisados, 76,5% são de atividades desenvolvidas na área rural, frente a 23,5% na área urbana.

Para o diretor da Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas da Universidade Positivo, Roberto Di Benedetto, o levantamento é fundamental, já que pode ser fonte para outras pesquisas. “Temos um banco de dados riquíssimo, que vai muito além do primeiro resultado e permite, por exemplo, olharmos para o fluxo migratório, questões de gênero, família e escolaridade”, esclarece. De acordo com Faria, o resultado das pesquisas vai auxiliar o MPT a organizar as operações de resgate, além de fornecer informações mais concretas. “Além disso, aproxima a universidade de uma política pública importante, como a da erradicação do trabalho escravo no Brasil”, finaliza.

 

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 61 cursos de Graduação presenciais, três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, mais de 150 programas de Especialização e MBA, cinco cursos de idiomas e dezenas de programas de Extensão. A Universidade Positivo conta com sete unidades em Curitiba, uma unidade em Londrina (PR), uma unidade em Joinville (SC), além de polos de Educação à Distância (EAD) em mais de 30 cidades espalhadas pelo Brasil. É considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), a melhor universidade privada do Paraná, pelo sexto ano consecutivo.

Todas as notícias