O “bom dia” no WhatsApp precisa de complemento!

Por Iara Maggioni*

Em 2024, o WhatsApp completará 15 anos de existência, consolidando-se como a rede social mais usada no Brasil. É raro encontrar alguém que não a utilize – a estimativa é de 93,4% dos brasileiros com contas no aplicativo. Porém, mesmo com tanta popularidade, nem todos usam o comunicador da maneira mais eficiente, mas essa é minha avaliação pessoal e você tem todo o direito de discordar.

O primeiro erro é achar que WhatsApp é uma ligação telefônica. Eu sei que sou de uma geração que pagava por cada SMS enviado e, portanto, precisava dizer tudo em uma única mensagem, com um limite de caracteres – acho que isso me ensinou a ser direta. No entanto, o que percebo hoje é a falta de habilidade para iniciar uma conversa,  especialmente no ambiente de trabalho.

Não são raras as vezes em que recebo mensagens do tipo: “Oi, tudo bem?”, e suas variações como “Bom dia, como vai?”, ou “Boa tarde, pode falar?”. “Oi, aqui é o fulano de tal.” Não há problema com essas  abordagens em si. O problema surge quando muitas vezes elas não têm complemento. E aí, eu acho que isso não faz sentido, pois o WhatsApp não é uma ligação telefônica em que a pessoa responde imediatamente porque está conversando diretamente com você.

É perfeitamente possível iniciar com um “Bom dia, como vai?”, e logo em seguida completar com o que precisa, de fato, ser dito. Não sejamos hipócritas, queridos leitores, grande parte das perguntas “Tudo bem?” não tem, de fato, o objetivo de saber como a outra pessoa está. O propósito é iniciar o assunto mais importante a ser dito, e tá tudo bem!

Para mim, a expressão “Oi, tudo bem?” é como verbo transitivo. Aos que não lembram dessa parte da sintaxe da língua portuguesa, explico: verbos transitivos exigem complemento, ou seja, não podem ser utilizados sozinhos. Quando você inicia uma frase e diz “Eu gosto”, é preciso que seja dito do que você gosta para que a mensagem seja compreendida. Ou quando você simplesmente diz “Eu quebrei”. Se não há complemento indicando o que foi quebrado, a outra pessoa fica sem entender sobre o que você está falando.

Ser direto nas mensagens de “Bom dia, Boa tarde, Boa noite” e suas variáveis otimiza o tempo de quem fala e de quem responde. Se você, logo depois da saudação, já diz o assunto que precisa tratar, receberá, além do bom dia, a resposta de que precisa e poderá ir para próxima demanda de trabalho tranquilamente. 

Claro, como disse no início do texto, essa é a minha avaliação sobre como é possível utilizar o WhatsApp de forma mais ágil no trabalho. Se você pensa diferente, não há problema nenhum. Só sugiro que você saiba como pensa a outra pessoa com quem você conversa. Na dúvida, mande a mensagem completa, com o que precisa resolver. Até hoje, não conheci ninguém que tenha ficado incomodado por não ter recebido uma resposta ao “Bom dia”. Já o contrário, é fácil encontrar…

*Iara Maggioni é assessora de imprensa na Central Press e apresentadora do podcast Tem Conversa.

Share:

Latest posts

Créditos: Freepik
Universidade Positivo recebe feira de adoção de cães nesta quarta-feira (12)
Crédito: Marcos Vinícius
Às vésperas do Dia dos Namorados, shopping promove encontro para solteiros
Foto: divulgação
Caminhada melhora saúde, fortalece vínculos sociais e promove solidariedade

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Créditos: Freepik
Universidade Positivo recebe feira de adoção de cães nesta quarta-feira (12)
Evento tem animais do Complexo Penitenciário de Piraquara disponíveis para adoção A Universidade Positivo...
Saiba mais >
Crédito: Marcos Vinícius
Às vésperas do Dia dos Namorados, shopping promove encontro para solteiros
Com música, cardápio especial de bebidas e comidas, cinema e decoração romântica, a 9.ª edição da Sessão...
Saiba mais >
Foto: divulgação
Caminhada melhora saúde, fortalece vínculos sociais e promove solidariedade
Exercício é capaz de combater doenças, melhorar a saúde mental e até contribuir com a economia A caminhada...
Saiba mais >
mice
Revista MICE Curitiba chega à terceira edição
Publicação bilíngue destaca conquistas da cidade mais inteligente do mundo e o crescimento do turismo...
Saiba mais >