Artigo: Cooperativismo: sinônimo de desenvolvimento sustentável

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Por Márcio Lopes de Freitas, Presidente do Sistema OCB

O movimento cooperativista é feito por pessoas que trabalham umas pelas outras e, como resultado, tem ampliado sua visão acerca das questões sociais, levando em conta as mudanças do mercado e da sociedade. Fez isso, unicamente para se transformar em um modelo que combina empreendedorismo e inovação em benefício das comunidades e, também, para gerar desenvolvimento socioeconômico contínuo. É por este motivo que a palavra sustentabilidade é tão utilizada no universo cooperativista. Afinal, nosso movimento se preocupa com as condições do planeta que vamos deixar para os nossos filhos e netos.
E se um mundo melhor e mais sustentável é o objetivo de todos, é preciso ampliar o debate sobre como potencializar os resultados dos cooperados, sem que isso resulte na degradação de recursos naturais, por exemplo. E neste quesito, as cooperativas brasileiras têm feito sua lição de casa e dado exemplo ao país, já que estão sempre atentas às inovações, que pautam suas iniciativas em busca de um mundo mais equilibrado.
Para se ter uma ideia, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou recentemente uma nova agenda para a superação das crises ambientais e sociais do planeta, com forte amparo em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS. E as cooperativas ao redor do país já sinalizaram a incorporação desses objetivos em seu jeito de produzir ou de prestar seus serviços valorizando sempre suas três dimensões: econômica, social e ambiental.
A Aliança Cooperativa Internacional (ACI), importante organismo de representação do movimento cooperativista no âmbito global, também é outra grande entusiasta da sustentabilidade nos negócios cooperativos. Exatamente por isso, e, ainda, em consonância com a nova agenda mundial da ONU, anunciou o tema da celebração do Dia Internacional do Cooperativismo deste ano: “Cooperativas, o poder de agir para um futuro sustentável”.
O tema reflete a preocupação do movimento cooperativista global com seu desenvolvimento contínuo, sustentável e responsável, sempre atentos às necessidades locais. Dessa forma, o cooperativismo planta as sementes para que, no futuro, possa colher frutos de um trabalho pautado na ética, transparência e atenção às pessoas.
Uma dessas sementes foi plantada, ainda em 2013, quando iniciamos um projeto que transformou as diretrizes das ações voluntárias desenvolvidas pelas cooperativas. Estamos falando do Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C, um programa de responsabilidade social que o estimula a realização de projetos que transformam a realidade das comunidades em que estão inseridas. A novidade deste ano é o esforço para que as ações dessa rede cooperativista de voluntariado contribuam para alcançar os ODS.
Nossa intenção é, diante dos bons resultados do Dia C, evidenciar a importância do cooperativismo para as comunidades e reforçar sua capacidade de ser sinônimo de sustentabilidade e preocupação com a sociedade. A respeito disso, vale ressaltar que, somente em 2015, mais de 1,2 mil cooperativas se empenharam em desenvolver ações de cidadania e saúde em benefício de cerca de 2,5 milhões de pessoas. E para este ano, o desafio é ainda maior: tornar o Dia C um compromisso nacional das cooperativas brasileiras, apoiado pelas organizações estaduais do Sistema OCB.
Aliás, o Brasil precisa de gente que se preocupe com os seus semelhantes e o cooperativismo surge como um instrumento capaz de estimular o trabalho conjunto a fim de que, unidas, as pessoas realizem sonhos, mudem suas realidades e sejam mais felizes. E para isso, nossa meta é sensibilizar cada cooperativa para o engajamento perene em projetos que cuidem das pessoas, promovendo-as como indivíduos capazes de lutar e de realizar.
Nós temos orgulho de ser cooperativistas, afinal, pertencemos a um movimento diferenciado, ético, responsável e sustentável. E é com ações pautadas no respeito às pessoas e ao meio ambiente que o cooperativismo se firmará como um dos caminhos mais promissores no sentido de conduzir o país ao futuro que tanto deseja ver: um Brasil mais justo, forte e feliz.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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