Domínio de outro idioma pode elevar salários

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Apesar disso, apenas 5% da população brasileira fala uma segunda língua. Palestra discute como promover o ensino do inglês nas escolas com excelência internacional

Dominar uma segunda língua – em especial o inglês, atualmente utilizado entre falantes de outros idiomas para se comunicarem no mundo – traz amplos benefícios ligados ao cérebro e a habilidades essenciais do século XXI: pensamento crítico, competências comunicativas, colaborativas, criativas e diversidade cognitiva. Transitar por duas línguas, além de dispensar intérpretes, tem efeito profundo no modo como as pessoas pensam e agem. O aprimoramento cognitivo é apenas o primeiro passo. Memórias, valores e até a personalidade podem se modificar dependendo da língua que usamos, como se o cérebro bilíngue abrigasse duas mentes autônomas. Apesar de tamanha importância, segundo pesquisa da Catho, portal com mais de 7 milhões de currículos cadastrados, apenas 5% da população brasileira fala uma segunda língua – e menos de 3% têm fluência em inglês. O mesmo levantamento aponta os efeitos positivos que o domínio de um idioma estrangeiro pode proporcionar para as carreiras: falar uma segunda língua pode elevar o salário em até 52%.
Apesar disso, durante muito tempo o ensino do inglês não recebeu a atenção merecida. Para o diretor da Positivo English Solution School (PES) e gestor de Idiomas da Editora Positivo, Luiz Fernando Schibelbain, apenas recentemente pais, estudantes e educadores começaram a encarar o ensino de um segundo idioma como algo realmente relevante e indispensável para o desenvolvimento do indivíduo. Schibelbain falou sobre o assunto durante palestra para gestores de escolas conveniadas ao Sistema Positivo de Ensino, em Belém. O diretor do PES defende que para se obter sucesso no aprendizado de um idioma estrangeiro o ensino da língua deve ser de excelência. “É preciso trabalhar as quatro habilidades – fala, compreensão, leitura e escrita – utilizando o contexto escolar e o currículo das diversas disciplinas ofertadas ao longo da vida estudantil”, explica Schibelbain.
De acordo com o diretor, a abordagem do idioma deve ser natural e comunicativa, para que os alunos adquiram a fala, compreensão, leitura e escrita na língua em questão ao longo de sua vida escolar e possam ampliar esse aprendizado para outras áreas do conhecimento. “Dessa forma, os estudantes têm condições de se tornar cidadãos bilíngues, aptos a utilizar o inglês em situações de lazer, acadêmicas e profissionais”, ressalta Schibelbain. Para ele, é preciso fazer do inglês a língua franca das escolas, fortalecendo essa disciplina e permitindo que os alunos se tornem bilíngues. Muitos pesquisadores expõem as vantagens de um bilíngue em comparação a um monolíngue, como o adiamento de futuras demências, maior compreensão de culturas diversas e a oportunidade de expor ideias de outras formas.
Outra vantagem – talvez a mais óbvia – são as oportunidades que se tem ao dominar um outro idioma. Em mercados de trabalho cada vez mais concorridos, é imprescindível ter um excelente domínio de uma língua adicional para se destacar da concorrência. E a avaliação dessa habilidade pode ser feita por meio de certificados de proficiência, análise de histórico escolar com mais horas de aulas em inglês ou por testes e entrevistas práticas para atestar se o domínio de fato existe. Schibelbain destaca ainda que falar um segundo idioma também expande as formas de se conectar com o mundo, permitindo a interação com outras pessoas numa era totalmente interconectada. “Em conjunto com as habilidades essenciais exigidas no século XXI é a chave para o que o futuro apresenta, ampliando as escolhas pessoais e profissionais”, finaliza.
 
Sobre a Editora Positivo
Fundada em 1979, a Editora Positivo tem a missão de construir um mundo melhor por meio da educação. Tendo as boas práticas de ensino como seu DNA, a Editora especializou-se ao longo dos anos e tornou-se referência no segmento educacional, desenvolvendo livros didáticos, literatura infantil e juvenil, sistemas de ensino e dicionários. A Editora Positivo está presente em milhares de escolas públicas e particulares com os seus sistemas de ensino. Amplamente recomendados pela área pedagógica e reconhecidos pelos seus resultados, os sistemas foram criados de modo a atender a realidade de cada unidade escolar. Mais de 800 mil alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão.
 
Sobre o Sistema Positivo de Ensino
É o maior e mais tradicional sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversas disciplinas, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação. Presente em 1.890 escolas e atendendo mais de 500 mil alunos em 950 municípios do território nacional, o Sistema Positivo de Ensino está presente em 43 escolas do Pará, atendendo quase 17 mil alunos do Estado. Na capital, são 9 escolas conveniadas e mais de 4 mil alunos atendidos.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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