Estação Natureza Pantanal encerra atividades em Corumbá (MS)

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Na cidade desde 2006, projeto sensibilizou milhares de pessoas sobre a importância da maior área alagada do mundo

Nos meses de outubro e novembro, a Mostra e Oficina sobre Reciclagem e Boas Práticas de Conservação marcará o encerramento das atividades da Estação Natureza Pantanal na cidade de Corumbá (MS). Instalado há 12 anos no local, o projeto mantido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza teve como principal marco a disseminação da cultura pantaneira para o Brasil e para o mundo.
A Estação Natureza serviu como espaço didático para cerca de 113 mil alunos de 150 instituições de ensino públicas e particulares. As visitas no espaço para explorar o bioma pantaneiro faziam parte do cronograma anual escolar e impactaram 100% das escolas da região. “Ao criarmos o espaço, nosso intuito era justamente esse: sensibilizar e trazer conhecimento de uma área tão importante para o meio ambiente brasileiro. Nesses anos todos, fomos além da conservação e usamos as mostras para disseminar a cultura, tanto para os estudantes quanto para os demais visitantes”, declara a diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.
Desde a sua criação, a Estação Natureza Pantanal esteve localizada em um prédio histórico tombado de Corumbá. O sucesso do projeto fez com que ele fosse inserido na rota turística da cidade. Além disso, a iniciativa serviu como modelo e inspiração para outras instituições – nacionais e estrangeiras – que também promovem ações de conservação da natureza, como a WWF Bolívia. “Temos orgulho de termos atraído e sensibilizado, nesses 12 anos de história, cerca de 170 mil pessoas de todos os estados do Brasil e de 50 países sobre a importância do Pantanal e da conservação desta imensa planície alagável. Fica a certeza do legado que deixamos para os moradores da região e para todos que conheceram nosso trabalho”, comemora Malu, explicando que a decisão pela descontinuidade do projeto veio a partir da revisão da estratégia da instituição.
Última mostra
A Mostra e Oficina sobre Reciclagem e Boas Práticas de Conservação iniciará em 1º de outubro e seguirá até 30 de novembro, quando a exposição permanente será desmontada e a Estação Natureza Pantanal fechará ao público. A mostra será promovida em parceria com a Fundação de Meio Ambiente de Corumbá e trará oficinas de educação ambiental, palestras e visitas em campo para valorizar a conservação da planície pantaneira. Neste período, uma linha do tempo trará as principais iniciativas da Estação Natureza. Confira algumas delas:
– Parceria com cerca de 20 entidades públicas e privadas para realização de atividades e eventos;
– Criação e fortalecimento de um programa de voluntariado, sustentado durante os 12 anos, com mais de 100 voluntários no total;
– Realização de 66 eventos sobre conservação e cultura do povo pantaneiro, como semanas acadêmicas, mostras de artes, exposições temporárias, ações em eventos de parceiros etc. Entre as exposições estão: Ariranhas, Tatus, Aves Migratórias, Morcegos, Homem Pantaneiro, Anfíbios, Serpentes, Lendas e Contos Pantaneiros, e Queimadas.
 
Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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