Volta às aulas: é preciso estar preparado física e psicologicamente para o retorno

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Especialistas alertam que os alunos devem retomar a rotina do período escolar pelo menos uma semana antes do reinício das aulas para evitar mudanças bruscas

 

Depois de um longo período de férias, o reinício das aulas costuma trazer, para pais e alunos, ansiedade e agitação – seja por conta da perspectiva de conhecer novos professores, amigos e até uma nova escola ou porque o fim do descanso está próximo. Sem precisar acordar cedo nem fazer lição de casa, o estudante, durante as férias, entra num outro ritmo e, à medida que o retorno à escola se aproxima, é preciso restabelecer a antiga rotina para que ele esteja, de fato, preparado para o reinício das atividades escolares. A diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Sandi, afirma que é preciso atenção a esse período pré volta às aulas. “Muitos pais acabam subestimando essa transição das férias para o retorno à escola, mas os primeiros dias de aula são muito importantes para que os alunos se situem dentro dessa nova realidade e encarem, sem resistências, essa nova etapa. E isso só acontece quando estão física e psicologicamente preparados para tal”, explica Acedriana.

Segundo a diretora, mesmo quando o estudante retorna para a antiga escola, sempre existem novidades. É preciso atenção e cuidado para envolver a criança ou adolescente nessa fase de preparativos. “Leve o filho junto para escolher o material escolar, peça que ele ajude a organizar todo os itens. Se ele estiver mudando de escola, é importante, antes das aulas começarem, levá-lo para conhecer o novo ambiente e começar, aos poucos, a inserir conversas que o estimulem a pensar sobre o que irá encontrar e quais experiências irá viver neste novo espaço”, completa Acedriana.

Para o diretor do Colégio Positivo, Celso Hartmann, uma maneira eficaz de fazer o estudante encarar com entusiasmo o retorno às aulas é fazê-lo se lembrar de tudo o que a escola tem de bom. “Os pais devem falar dos colegas, dos antigos professores e destacar bons momentos vividos em sala de aula. Mostre a importância da escola, que estudar pode ser divertido e muito interessante. Dessa forma, ele terá vontade de voltar às aulas”, reforça Celso. Para ele, a parceria entre pais e escola – desde o início do ano – também é fundamental. “Quando os pais participam ativamente da vida escolar dos filhos, os alunos se sentem mais apoiados e estimulados e se dedicam mais. Os pais devem se lembrar disso desde já e não apenas no fim do ano”, afirma.

Retorno gradual

Mudanças bruscas são difíceis de serem absorvidas e podem comprometer o retorno às atividades escolares. Segundo o professor de Neuropediatria da Universidade Positivo, Antonio Carlos de Farias, os pais devem cuidar para, uma semana antes do reinício das aulas, restabelecer os horários para acordar, se alimentar e dormir. “O ritmo biológico do ser humano leva de 3 a 5 dias para se readaptar. Durante as férias, os hábitos, horários e atividades dos estudantes variam muito. É preciso voltar tudo no lugar para que o organismo se readapte como um todo. E é importante que isso seja feito antecipadamente para evitar desgastes desnecessários”, alerta Farias.

O professor reforça que “a demanda de sono de uma criança, dependendo da faixa etária, ainda é muito grande, assim como a dos adolescentes, que estão numa fase de pico de desenvolvimento e ritmo energético. Isso tudo deve ser considerado a fim de evitar mudanças de comportamento, irritabilidade, sonolência e até alterações somáticas, como dor de cabeça.” Portanto, se o estudante dormiu muito durante as férias ou ficou muito tempo na frente da televisão, é importante começar a rever, aos poucos, essa rotina desde já. “Dessa maneira, ele sentirá menos e não vai achar que parou de se divertir, de uma hora para outra, apenas porque as aulas recomeçaram”, reforça Farias.

Sobre a Editora Positivo

Fundada há 37 anos, a Editora Positivo tem a missão de construir um mundo melhor por meio da educação. Tendo as boas práticas de ensino como seu DNA, a Editora especializou-se ao longo dos anos e tornou-se referência no segmento educacional, desenvolvendo livros didáticos, literatura infantil e juvenil, sistemas de ensino e dicionários. A Editora Positivo está presente em milhares de escolas públicas e particulares com os seus sistemas de ensino. Amplamente recomendados pela área pedagógica e reconhecidos pelos seus resultados, os sistemas foram criados de modo a atender a realidade de cada unidade escolar. Para a rede pública a editora disponibiliza o Sistema de Ensino Aprende Brasil. Já as escolas particulares contam com o Sistema Positivo de Ensino. Mais de 800 mil alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão.

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, nas quais nasceu e se desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foram incorporadas ao Grupo duas novas unidades do Colégio Positivo Joinville, em Santa Catarina e, em 2017, a unidade do Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR).

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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