16 livros para crianças e adolescentes largarem o celular nas férias

Professores indicam leituras para todas as idades

As férias escolares são o período mais aguardado pelos jovens. O desafio de muitos pais, no entanto, é manter os filhos entretidos longe das telas. Por isso, essa época de descanso é uma excelente oportunidade para desenvolver um hábito divertido e construtivo: a leitura. Professores da Educação Básica recomendam 16 livros para todas as idades, desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental – Anos Finais:

Educação Infantil (zero a 5 anos)

  • Este livro comeu meu cão!, de Richard Bryne

A divertida narrativa utiliza a fisicalidade do livro para entreter os pequenos do início ao fim. O cão de Bella desaparece na dobra do livro enquanto ela o levava para um passeio. E agora, o que fazer?

  • O caso do bolinho, de Tatiana Belinky

Um conto tradicional reescrito com a experiência de quem entende de criança. Baseado na repetição das ações, o enredo possui um humor natural e cativa as crianças pequenas. A assessora de formação docente da Educação Infantil dos Colégios Positivo, Maria Cristina Metzger Branco, garante que “essa é uma ótima oportunidade para um momento em família, misturando a culinária com a literatura.”

  • Sábado, de Oge Mora

Todas as semanas, mãe e filha aguardam ansiosamente o sábado, o dia que aproveitam juntas. Neste sábado em particular, haverá um espetáculo de marionetes, mas toda a programação dá errado. O que parecia ser um dia perdido revela que o mais importante é estar juntos.

  • 111 poemas para crianças, de Sérgio Capparelli

 Que tal ler um poema por noite para as crianças? O livro ilustrado aborda temas do universo infantil, desde animais até situações cotidianas, criando uma rotina divertida e leve.

  • O Polvocão, de Martin McKenna

Uma história engraçada sobre Lucas e seu polvo de estimação, Jarvis. Lucas está determinado a treinar seu novo filhote. Nada poderia dar errado. Mas deu, por uma simples razão: o cachorro de Lucas é um polvo!

  • O lobo voltou!, de Geoffroy de Pennart

A história, bem-humorada, traz diversas referências ao clássico vilão dos contos de fadas: o Lobo Mau. Com um texto direto e recursos gráficos, o livro reforça o suspense e o humor, encantando os pequenos leitores.

Anos Iniciais (6 a 10 anos)

  • Achando a chave, de Álvaro Faleiros

Este livro convida as crianças em fase de alfabetização a um jogo de adivinhação muito divertido. Além de brincar com as palavras, os pequenos ampliam o vocabulário de forma lúdica.

  • Minhas fábulas de Esopo, de Michael Morpurgo e Emma Clark

Dentre todas as fábulas atribuídas a Esopo, o autor infantil Michael Morpurgo selecionou 21 de suas preferidas e as recontou com uma linguagem acessível. A professora Liliani A. da Rosa, assessora de Língua Portuguesa dos Colégios Positivo, afirma: “É uma excelente opção para crianças de todas as idades, inclusive adultos. Além de reunir histórias conhecidas de várias gerações, o livro traz ilustrações divertidas e textos de fácil compreensão.”

  • O Mágico de Oz, de L. Frank Baum

Para os leitores mais experientes, uma aventura clássica como “O Mágico de Oz” vai divertir e introduzir uma literatura mais desafiadora. Os pais podem aproveitar a leitura e preparar uma sessão de cinema em casa, assistindo juntos às diversas adaptações da obra.

  • Saga Animal, da Índigo

Em “Saga Animal”, o leitor mergulha na imaginação de um menino inconformado com as proibições que lhe são impostas para ter um animal de estimação. Com poucos recursos e muita criatividade, ele se envolve em situações inusitadas, difíceis e engraçadas.

  • Gargarria, de Cris Rochavetz

O livro conta a história de seu Euzébio, um senhor que vive na cidade mágica da montanha azul, onde a alegria é contagiante – exceto para ele. Seu neto, Luquinha, decide fazer cócegas no avô para arrancar dele uma risada. A professora Liliani promete: “É a escolha perfeita para espantar o mau-humor.”

Anos Finais (11 a 14 anos)

  • Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak

Um livro que desperta reflexões sobre a relação entre humanidade e natureza, essencial para os jovens que querem repensar o mundo ao seu redor.

  • Nós: O Atlântico em solitário, de Tamara Klink

A obra narra a jornada corajosa de Tamara, que atravessa o Atlântico sozinha, em uma história inspiradora de superação e determinação. O assessor de formação continuada dos Colégios Positivo, Alexandre Passoni Ferreira, comenta: “É uma leitura que prova como sonhos audaciosos podem ser alcançados com coragem e planejamento, inspirando jovens leitores a ousarem mais.”

  • Sapiens (Edição em quadrinhos): O nascimento da humanidade, de Yuval Noah Harari

Uma adaptação ilustrada e envolvente do famoso Sapiens. O livro apresenta, de forma visual e acessível, a história do surgimento da humanidade, tornando-se uma leitura fascinante para os adolescentes.

  • O perigo de uma história única, de Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda explora como estereótipos podem limitar nossa compreensão do outro e do mundo. Uma obra capaz de provocar discussões sobre identidade, cultura e respeito.

  • A incrível viagem de Shackleton: A mais extraordinária aventura de todos os tempos, de Alfred Lansing

Baseado em fatos reais, o livro narra a expedição de Ernest Shackleton e sua tripulação na Antártica. Alexandre destaca: “Essa história de resistência e trabalho em equipe mostra como a liderança e o espírito coletivo podem vencer até os maiores desafios.”

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende sete unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu há mais de 50 anos e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país. Com o passar dos anos, adquiriu escolas nos estados de Santa Catarina e São Paulo. Atualmente possui 20 unidades de ensino em oito cidades, no Sul e Sudeste do Brasil, que atendem, juntas, aproximadamente 18,5 mil alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio, combinando tecnologia aplicada à educação e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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