5.º Summit Mulher do Sicredi destaca potencial feminino com presença de palestrantes nacionais e internacionais

Para refletir sobre o potencial feminino em diferentes áreas de atuação, na esfera familiar, profissional e na sociedade, a Central Sicredi PR/SP/RJ realizou, nos dias 10 e 11 de novembro, o 5.º Summit Mulher. O evento on-line contou com a participação de associadas e integrantes dos Comitês Mulher desenvolvidos em 25 cooperativas que atuam nos  estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. 

Logo na abertura, o evento propôs uma reflexão sobre a importância de cada mulher reconhecer as histórias, potências e jornadas de sucesso para a liderança. Um dos principais incentivadores dos Comitês Mulher, o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, falou sobre o movimento He for She e o valor de fomentar lideranças femininas no cooperativismo de crédito.  “Conseguimos perceber como estamos evoluindo no quadro interno de executivas, diretoras e mulheres que estão assumindo posições nos Conselhos de Administração e como coordenadoras de núcleo, e isso é resultado de um trabalho realizado há alguns anos e que vem se consolidando”, afirmou o presidente, convidando mais mulheres para integrarem as chapas nos processos eleitorais das cooperativas durante as assembleias.

Representando a potência de líderes mulheres no Sicredi e no cooperativismo de crédito, a diretora de Negócios da Sicredi Campos Gerais PR/SP, Leila Grik e a diretora de Operações da cooperativa, Tilene Farina, contaram sobre as trajetórias profissionais e papéis múltiplos que desempenham no dia a dia. “A liderança é uma conquista pelo que você é, suas competências e pelo que você faz, a sua essência. É preciso também amar muito o que você faz para que os desafios enfrentados possam fluir normalmente”, declarou Leila em sua mensagem para as participantes do evento. 

Painel internacional 

A presença feminina na alta liderança do cooperativismo de crédito mundial foi tratada no painel com a participação da presidente e CEO do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU, na sigla em inglês), Elissa McCarter LaBorde e da diretora do Programa Global Women’s Leadership Network (GWLN) do WOCCU, Eleni Giakoumopoulos. 

Durante o bloco internacional mediado pela embaixadora do GWLN no Brasil, Gisele Gomes, as convidadas falaram sobre os desafios e a importância de uma rede conectando mulheres. A presidente do WOCCU também refletiu sobre o pioneirismo no cargo.  “Acho que é importante celebrar essa realização, mas, simplesmente, para trazer a consciência de que ainda estamos pouco representadas na economia, na política e na vida social como líderes. E o desafio é saber como podemos utilizar as posições de poder, a voz que temos para podermos preparar o caminho e tornar normal as mulheres na liderança”, afirmou. 

Potência feminina

Os avanços conquistados por iniciativas que buscam a equidade de gênero a partir do quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU também foram lembrados durante o evento. A  fundadora da Verte Consulting  e consultora da ONU Mulheres Brasil, Claudia Cavalcanti, apresentou um panorama sobre diversidade, liderança inclusiva e o potencial feminino no contexto global. 

Além da perspectiva mundial, o Summit trouxe, durante todo evento, o quadro “Mulheres que São”, com a perspectiva de associadas das cooperativas Sicredi e integrantes dos Comitês Mulher que vivem e atuam nas comunidades.

Histórias e pluralidade 

Com objetivo de identificar histórias de mulheres inspiradoras no cotidiano, o segundo dia de evento  começou com um desafio: refletir e reconhecer aquelas que foram referência e inspiração para cada uma das participantes em diferentes etapas da vida. Após essa provocação, as associadas foram convidadas a conhecer a história da empreendedora Verônica Oliveira, ex-faxineira e dona do perfil @faxinaboa que transformou a limpeza em  um negócio de sucesso.

Para reconhecer e discutir sobre a pluralidade feminina, o Summit Mulher ainda promoveu um bloco com a participação de mulheres com diferentes origens e áreas de atuação como a influenciadora, nutricionista e artista, We ‘e’ na Tikuna, a jornalista, mãe e fundadora do Papo de Empreendedora, Gabriela Anastácia e a fundadora da Transcendemos Consultoria, Gabriela Augusto.

Com mediação da jornalista, ativista e palestrante Flávia Cintra, as convidadas contaram sobre suas vivências e se conectaram a partir das humanidades e similaridades entre as diferenças. “Quando falamos em inclusão não podemos falar de culpa, mas de responsabilidade, um papel de todos. Um primeiro passo é multiplicar essa ideia, como tantas que vimos aqui hoje. Assim a gente pode criar uma rede muito poderosa capaz de promover uma mudança e um mundo mais justo e igualitário”, analisou Gabriela Augusto.  

A atriz, autora e fundadora do Instituto Donas de Si, Suzana Pires, fechou o segundo dia de evento trazendo um pouco sobre a sua história de trabalho na vida pública e o empreendedorismo nas artes. “Se você quer ser protagonista da sua vida, você pode e isso não quer dizer egoísmo, solidão ou que você não vai ter relacionamentos ou uma família. E para ser dona de si também não é preciso ter nascido em um lugar exato, ser uma mulher conhecida ou rica. Nós somos donas do nosso próprio caminho contanto que a gente faça escolhas”, refletiu. 

A edição 2021 do Summit ainda preparou uma surpresa para as participantes, um momento cultural com a apresentação do musical Elza, que celebra a vida e obra da artista Elza Soares.  

 

Sobre o Sicredi 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br)

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Legenda: Lideranças do Sicredi contaram sobre as trajetórias profissionais no cooperativismo de crédito. Créditos: divulgação

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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