6 livros para surpreender e encantar as crianças no Natal

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A aproximação do Natal traz, para muitos, a preocupação com a lista de presentes para essa época e é bastante comum encontrar pais, avós, tios e padrinhos em busca do melhor presente para as crianças. O senso comum faz com que a maioria acabe optando por comprar um brinquedo, mas presentear com um livro pode surpreender e encantar quem recebe. De acordo com a editora de Literatura da Positivo Soluções Didáticas, Cristiane Mateus, existem inúmeros motivos para que as pessoas optem por dar livros às crianças, seja no Natal ou em qualquer outra época do ano. “Além de colaborarem com o aprendizado e o desenvolvimento infantil, os livros, por meio das histórias, permitem às crianças exercitarem a imaginação, a capacidade de se colocar no lugar dos personagens e aprenderem a lidar com diferentes emoções e situações que são apresentadas”, destaca a editora. 

Segundo ela, as histórias representam lugares seguros e, em muitos casos, a condição ideal para que as crianças se deparem com questões que podem parecer para os adultos complicadas de explicar, mas que durante a leitura são assimiladas naturalmente. “Além disso, um bom livro pode representar momentos de diversão e carinho em família ou ainda a chance de embarcar em uma viagem de descobertas e aventuras para conhecer outras culturas e costumes. De um jeito ou de outro a leitura de um livro trará uma experiência rica para a criança”, enfatiza.

Para ajudar na escolha de um livro para presentear uma criança neste Natal, a editora preparou uma lista de 6 títulos com os mais variados temas e para diferentes faixas etárias.

O leão e o pássaro, de Marianne Dubuc

(a partir de 3 anos)

Em um dia de trabalho em seu jardim, o leão encontra um pássaro ferido e o leva para sua casa, enquanto o bando do qual o pequeno fazia parte continua sua viagem. Os cuidados com o bichinho, dia a dia, durante um longo inverno, se transformam em uma terna amizade entre os dois, que juntos enfrentam os dias frios. Mas seguindo sua natureza, chega o momento em que o pássaro precisa se despedir do amigo e retomar seu caminho. Contada com silenciosas palavras e imagens que dizem muito aos leitores, em um convite de leitura que exige tempo dilatado, a história de amizade entre o leão e o pássaro é um elogio à delicadeza e à liberdade.


Fui à fonte buscar água, de Maurício Veneza

(a partir de 6 anos)

A pedido da mãe, uma menina sai de casa em busca de uma fonte, onde deve pegar água. O que era para ser uma simples tarefa doméstica, se torna uma envolvente aventura, cujos convites aos pequenos leitores já se apresentam no alerta da mãe: que a menina tome cuidado no caminho… Que perigos ou histórias oferecem um gigante que procura por um menino chamado João e uma galinha encantada ou um lobo à caça de três porquinhos, muito malvados, segundo ele. Em suas tentativas de encontrar a fonte, a menina se encontra com personagens que povoam as infâncias das crianças de muitos lugares do mundo, reunindo-as em uma divertida história.


Natal com lua cheia, chuva miúda e perfume de jasmim, de Sonia Robatto

(a partir de 6 anos)

Uma menina narra suas lembranças de infância, guardadas em uma caixinha de fósforos, e elege como a mais preciosa delas a de uma noite de Natal. Depois de observar a avó embalando cuidadosamente lenços bordados, centros de mesa e toalhas de bandeja, tudo feito por ela, e a mãe chegando da rua com os presentes comprados, a pequena pensa em quais seriam os presentes possíveis para uma menina como ela. A encantadora solução encontrada – sonhos e coisas bonitas de sua imaginação, escritos, desenhados e guardados em caixinhas de fósforo – faz daquele o Natal mais inesquecível da família. 


O tamanho da felicidade, de Angélica Bevilacqua

(a partir de 9 anos)

A felicidade pode se apresentar ou ser percebida de diferentes maneiras. Nas três histórias que compõem esse livro, ela se mostra em pequenas coisas, algumas reais, outras sonhadas. Na primeira narrativa, um cachorro expulso de dentro de casa encontra a companhia de um bêbado e juntos eles vivem curiosas aventuras, até o cão descobrir que estava sonhando… A segunda é sobre um dia de tempestade, com ruas transformadas em rio, observado por uma menina dentro de casa, embalada por boas lembranças da avó, ao som do latido de seu cachorro. O terceiro conto narra um episódio engraçado vivido por uma família e sonhado por seu cachorro. Em todas elas, um cachorro, muita chuva e imaginação.


O natal de Marguerite, de India Desjardins

(a partir de 11 anos)

Já bem velhinha e frágil, Marguerite evita sair de casa, pois tem medo de se machucar ou adoecer, de ser atropelada ou assaltada. Um restaurante entrega comida congelada em sua casa, uma cabelereira aparece uma vez por semana para lavar seus cabelos, uma faxineira faz a limpeza, um gentil vizinho cuida da retirada da neve de sua porta e às vezes os filhos a visitam. Em mais uma noite de Natal sozinha, em frente à televisão, como tem sido nos últimos anos, ela ouve a campainha tocar e, apesar do medo, se sente no dever de abrir a porta. Esse acontecimento acaba se tornando um delicado presente para Marguerite.

A rede florida, de Graziela Bozano

(a partir de 11 anos)

Maria Rosa é uma adorável menina que vive uma vida tranquila com os pais. Como toda criança, frequenta a escola, gosta de brincar, de ler e de ouvir histórias. Mas a data de seu aniversário chega trazendo, com a festa, algumas surpresas: a menina recebe da mãe e do pai uma dolorosa notícia, que aos poucos se acomoda em seu coração e se transforma em mais um espaço de afeto. Como a irmãzinha de sua colega Natália, Maria Rosa descobre que é filha adotiva de seus pais e que essa condição não quer dizer menos amor.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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