Adaptações feitas no setor industrial devem continuar após a pandemia

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Empresa investiu R$ 3 milhões para preparar estrutura para o que deve ser a nova realidade no transporte, refeitório e rotina de colaboradores

Número reduzido de funcionários nos ônibus das empresas, suspensão de buffet nos refeitórios e uso constante de álcool em gel. Essa é a nova realidade de grande parte das indústrias. De acordo com Matthias Rainer Tigges, superintendente da Alegra, a empresa de produtos suínos investiu mais de R$ 3 milhões em adaptações e cuidados com a Covid-19. A maior parte desse valor foi para contratações para inspecionar o cumprimento de novas normas sanitárias.  “Na média, foram contratadas 300 pessoas para expandir e suprir as necessidades da empresa, como colaboradores para verificar a temperatura de funcionários, e aqueles que foram contratados temporariamente para cobrir o posto de 130 funcionários afastados por serem grupo de risco, como grávidas, idosos, pessoas com doenças crônicas e menores aprendizes”, diz Matthias. Ainda foram contratadas cerca de 20 pessoas para atuarem como monitores dentro da indústria e refeitório sendo seu principal objetivo assegurar a eficácia e comprimento das ações preventivas.

Além das alterações no quadro de colaboradores, a empresa precisou aumentar a frota de ônibus para garantir a segurança de todos. “A segurança dos nossos funcionários sempre esteve em primeiro lugar. Por isso, tivemos o cuidado de reduzir pela metade o número de colaboradores dentro dos ônibus que fazem o transporte até a empresa, além de fixar faixas para distanciamento social e dobrar a quantidade de ônibus disponíveis”, comenta Matthias. 

Os refeitórios da empresa também mudaram o funcionamento e aderiram às normas de segurança. Segundo Matthias, esse novo formato veio para ficar. “Nós suspendemos o buffet dos restaurantes, então não é mais o colaborador que monta seu prato, a refeição é servida por um atendente, devidamente equipado com EPI’s e seguindo todas as medidas preventivas. E isso eu acredito que não vai mudar depois da pandemia. É algo que tanto a empresa quanto os funcionários já se adaptaram. É uma mudança permanente que foi motivada pelo cenário de pandemia”, afirma. 

Os cuidados com a saúde e a higiene, o distanciamento social e o uso constante de álcool em gel também devem se tornar parte da rotina das indústrias após a pandemia.

Sobre a Alegra

A indústria de alimentos Alegra é a união das cooperativas de origem holandesa, Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium. Uma empresa que combina condições de trabalho ideais aliando tecnologia, equipamentos de última geração, preocupação com o bem-estar dos animais e sustentabilidade em seu parque industrial, sempre primando pela excelência em seu produto final, que utiliza as melhores carnes suínas.

Em 2017, a marca conquistou o reconhecimento internacional quanto às Práticas de Bem- estar Animal no abate, tornando-se a primeira planta brasileira a receber essa certificação em bem-estar suíno, pela WQS. Mais informações em www.alegrafoods.com.br.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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