Alerta: mudanças nos hábitos são medidas urgentes para saúde dos brasileiros

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Obesidade e sedentarismo estão entre as principais causas do aumento da incidência de doenças na população

 

Em 7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Saúde, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de manter a mente e o corpo saudáveis. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR) aproveita a data para alertar sobre o aumento da incidência de doenças endócrinas e metabólicas. Hoje, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose, segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). Já a Pesquisa Nacional de Saúde de 2014 identificou 18,4 milhões de brasileiros com colesterol alto (cerca de 12,5% da população) e, na última década, o número de casos de diabetes no Brasil subiu 61,8%.
Na mesma direção, entre 2007 e 2016, a obesidade aumentou 60% no Brasil. Também, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, seis em cada dez brasileiros acima de 15 anos não praticam esporte ou atividade física – dados que justificam o aumento da prevalência de diversas doenças, como o diabetes por exemplo. “Os recentes avanços no conhecimento, terapia e tecnologia aumentaram as possibilidades de cuidados com o paciente portador de diabetes, porém, a modificação comportamental é necessária para o controle efetivo da doença”, alerta Silmara Leite, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR). “Dieta e atividade física são recomendações tão importantes quanto o uso correto dos medicamentos e o auto monitoramento da glicemia”, complementa.
A dupla dieta e atividade física também é fundamental quando o assunto é prevenção. A literatura médica mostra que é possível reduzir o risco de desenvolver diabetes em 42% a 63% dos casos de pacientes pré-diabéticos, quando há prática de atividade física regular e redução de peso corporal. Exercícios também colaboram com a redução dos níveis de colesterol, pois podem alterar a produção das enzimas que controlam os níveis de gordura no sangue.
Já a osteoporose, doença que aparece quando o corpo não possui mais cálcio suficiente, tem na atividade física uma grande aliada. A pressão que os tendões exercem nos ossos durante os exercícios fazem com que estes se adaptem e se fortaleçam aumentando a massa óssea com maior absorção de minerais.
E até quem sofre com o hipotireoidismo, doença que aumenta o cansaço e desacelera o metabolismo, pode se beneficiar da atividade física, que ajuda a evitar o ganho de peso. “Essa é a fórmula mais simples e mais capaz de tratar e prevenir a maioria das doenças. Quem ainda não segue uma dieta saudável e não pratica atividades físicas precisa mudar de hábitos urgentemente”, alerta Dra. Silmara. “Independente dos avanços da medicina, essa dupla sempre será essencial na manutenção da saúde”, finaliza.
 
Sobre a SBEM-PR
Fundada em setembro de 1957, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná tem como objetivo promover a expansão da endocrinologia no Estado, valorizar a especialidade médica e esclarecer à população sobre as diversas doenças endócrinas e metabólicas. Com unidades em Curitiba, Cascavel, Maringá e Londrina, a instituição conta hoje com cerca de 200 sócios. Mais informações: www.sbempr.org.br/.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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