Ansiedade pós-Enem

Agora é hora de relaxar, recomenda especialista

Para muitos estudantes, a ansiedade não termina com o encerramento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com a psicóloga do Vila Olímpia Bilingual School, em Florianópolis (SC), Maria Luisa Graciosa Birro, a ansiedade é uma resposta natural do corpo que, em doses moderadas, pode ser benéfica. “A ansiedade atua como um mecanismo de proteção, nos ‘alertando’ para entrar em ação e nos preparando para enfrentar situações desafiadoras. No caso de provas avaliativas, como o Enem, é esperado sentir certo grau de ansiedade, pois estamos diante de um momento importante e decisivo”, explica. 

Segundo ela, o problema surge quando a ansiedade se torna excessiva e começa a causar sofrimento, sendo fundamental adotar estratégias para gerenciar esse sentimento. A psicóloga do Colégio Positivo – Londrina, em Londrina (PR), Renata Moraes Constante aconselha que os candidatos evitem conferir os gabaritos logo após a prova, pois isso pode aumentar o estresse. “Depois da prova, é hora de relaxar. É importante entender que o estudante fez o melhor que podia e, agora, precisa descansar e se dedicar a atividades prazerosas. A tentação de verificar os resultados imediatamente pode intensificar a ansiedade”, alerta.

Maria Luisa acrescenta que, após o exame, é essencial adotar uma visão equilibrada do processo seletivo. “Essas provas ocorrem todos os anos, e diversos fatores influenciam o desempenho. É importante lembrar que, independentemente do resultado, sempre é possível tentar novamente ou explorar outras oportunidades”, conclui.

O gabarito oficial será divulgado no portal do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) no dia 20 de novembro. Os resultados finais estarão disponíveis no dia 13 de janeiro de 2025 na página do participante, mediante acesso individual. Sessenta dias após a divulgação dos resultados, o estudante poderá consultar sua prova de redação na mesma página.

Sobre o Colégio Vila Olímpia

Localizado no bairro Jurerê, na capital catarinense, o Colégio Vila Olímpia combina tecnologia aplicada à Educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes, solidários e preparados para os novos desafios globais. O Colégio Vila Olímpia oferece ensino bilíngue da Educação Infantil ao Ensino Médio. Além disso, os alunos têm à disposição, nos 22 mil metros quadrados de área, uma estrutura moderna para aulas criativas e diferenciadas, com atividades complementares esportivas e culturais e incentivo ao empreendedorismo. Foi incorporado à rede de colégios do Grupo Positivo em 2020.

Sobre o Colégio Positivo  Londrina

O Colégio Positivo – Londrina foi incorporado à rede de colégios do Grupo Positivo em 2017 e, desde então, combina tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Localizado em Londrina (PR), o Colégio Positivo – Londrina tem turmas de Educação Infantil, Ensino Fundamental – Anos Iniciais e Finais e Ensino Médio. Além disso, os alunos têm à disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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