Áreas de tecnologia são ilhas de emprego em meio à crise

TOTVS Curitiba participa de Feira de Carreiras da UFPR em busca de novos talentos

Quase meio milhão de profissionais. Esse é o déficit de trabalhadores estimado até 2019 na área de Tecnologia da Informação em toda a América Latina. O estudo foi desenvolvido pela consultoria IDC a pedido da multinacional Cisco. E o Brasil tem a maior lacuna de mão de obra da região. Só em 2015, faltaram 195 mil pessoas capacitadas para ocupar os postos que se abriram no país.

O setor de TI segue em crescimento mesmo com as turbulências políticas e econômicas que o Brasil atravessa. A explicação talvez esteja no fato de que, com crise ou sem crise, as empresas precisam apostar em inovação para continuarem competitivas. Mas como ter pessoal capacitado num mercado em constante mutação? Como buscar profissionais para desempenhar funções que até pouco tempo atrás não existiam?
A resposta muitas vezes está nas universidades. É preciso investir na aproximação do ambiente acadêmico com o mundo corporativo. E a formação de um bom banco de talentos é um dos objetivos da TOTVS Curitiba que participa na quinta (23) e sexta-feira (24) do evento Trajetória da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na feira de carreiras, alunos de todos os cursos de graduação podem conhecer oportunidades de estágio e inserção no mercado de trabalho. O evento, que está na 8ª edição, é organizado pelas 23 empresas que compõem o Núcleo de Empresas Juniores da UFPR.
A TOTVS montará um estande na feira para tirar dúvidas dos estudantes e oferecer treinamentos, apresentando as ferramentas desenvolvidas pela empresa. “Nossa intenção principal é nos aproximar dessa nova geração e captar talentos para futuras oportunidades”, conta Márcio Viana, CEO da TOTVS Curitiba. Os visitantes da feira poderão cadastrar seus currículos em um banco de dados ao qual todas as empresas participantes têm acesso. “Nós acreditamos que esta inserção no mercado de trabalho seja uma ótima maneira de fomentar a aprendizagem na prática e promover uma experiência educacional completa”, relata a estudante Carolina de Souza D’Errico, integrante da ECOS, Empresa Junior de Biologia, e coordenadora de comunicação do evento.
O Trajetória será realizado no Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR para alunos de todas as universidades. Não é necessário realizar inscrição prévia e a entrada é gratuita.

TOTVS Curitiba no Trajetória

Data: 23 e 24 de março

Horário: 9h até 21h

Local: Setor de Educação Profissional e Tecnológica da UFPR (SEPT)

Endereço: Rua Dr. Alcides Vieira Arcoverde 1225, Jd. das Américas – Curitiba PR

Sobre a TOTVS

Provedora de soluções de negócios para empresas de todos os portes, atua com softwares de gestão, plataformas de produtividade e colaboração, hardware e consultoria, com liderança absoluta no mercado SMB na América Latina. Com mais de 50% de marketshare no Brasil, ocupa a 20ª posição de marca mais valiosa do país no ranking da Interbrand. A TOTVS está presente em 41 países com uma receita líquida de mais de R$ 2 bilhões. No Brasil, conta com 15 filiais, 52 franquias, 5 mil canais de distribuição e 10 centros de desenvolvimento. No exterior, conta com mais 7 filiais e 5 centros de desenvolvimento (Estados Unidos, México, China e Taiwan).

Para mais informações, acesse o website https://www.totvs.com/

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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