Artigo: A transformação digital do setor supermercadista: foco na experiência do cliente

Por Maurício Trezub, diretor de e-commerce da TOTVS

O segmento supermercadista passou por uma intensa estruturação até chegar aos formatos que mais fizessem sentido para diferentes públicos. Do varejo de vizinhança ao atacarejo, o mercado se movimentou para adequar um modelo que fosse lucrativo e, ao mesmo tempo, atraísse o seu consumidor final. A questão é que o setor precisa viver uma nova fase: a transformação digital dos seus negócios. E quando isso vai acontecer? Ontem, hoje, a todo instante.

O foco tem que ser no cliente e em como ele quer ter as suas experiências de consumo. Quando pensamos em todo o processo de compras em um supermercado, nos deparamos com um cenário em que o cliente não tem comodidades: ele sai de casa, dirige, estaciona, procura pelos produtos, coloca-os no carrinho, retira, passa pela esteira, empacota, guarda no carrinho, retira, coloca no carro, retira, leva para casa. É uma dinâmica, no mínimo, cansativa e um período longo dedicado a essa tarefa. O e-commerce veio para eliminar quase todas essas etapas, mas há muito mais que a plataforma de comércio digital pode proporcionar. E não é no futuro, é hoje!

Vivemos a era do omnichannel – múltiplos canais para o consumidor ser atendido como quer e no momento que decidir. Do ponto de vista prático, quem permite essa multicanalidade é o comportamento digital do cliente – só falta o mercado entender que essa evolução é definitiva e que quem estiver à frente ganhará pontos importantes no quesito fidelização de público.

O consumidor moderno está começando a se acostumar com experiências mais inteligentes, baseadas no comportamento, com mais conforto e agilidade. Os mercados express, por exemplo, atendem bem às compras pequenas de bairro, contudo, por que não fazer desse meio de conveniência apenas o espaço físico para os produtos que o cliente faz questão de escolher pessoalmente e abrir um canal de compra mensal dos artigos mais pesados, por exemplo, via e-commerce? Uma entrega programada e ajustável de acordo com a necessidade mensal, em que o cliente recebe em casa e só tem o trabalho de guardar as suas compras. Criamos uma experiência bastante agradável e viável do ponto de vista de negócios e tecnológico – todas as ferramentas já estão disponíveis.

Para os que não querem esperar por uma entrega e querem sair com os produtos de imediato e, ao mesmo tempo, querem uma experiência melhor nos supermercados, podemos importar das redes de fast food o conceito de drive-thru. É isso mesmo – drive-thru de supermercado. Pela Internet, que pode ser via portal online ou mesmo por um app no celular, você realiza a sua compra. Sai de casa e dirige até o ponto de coleta. Ao entrar com o carro, a tecnologia reconhece a placa e envia a mensagem para a retirada do seu pedido. Um funcionário abastece o porta-malas e pronto – compra realizada! Agora imagine o custo de se manter um supermercado tradicional, com todos os funcionários e dinâmicas de funcionamento. Reduza essa operação a um centro de distribuição com pontos de coleta e some uma experiência incomparável para os seus clientes. O resultado é satisfação, fidelidade e bons negócios.

O varejo internacional já aderiu à era digital. A americana Amazon anunciou recentemente o Amazon Go, um novo conceito de self service, da compra ao pagamento, totalmente automatizado. Mesmo que isso pareça um futuro distante para o Brasil, há outros mecanismos que farão da experiência de compra algo inovador. Já estão disponíveis os dash buttons para a compra de produtos específicos. Basta colar o botão em cima da máquina de lavar, por exemplo, e, com um único toque, receber o sabão em pó em casa. A ferramenta é responsável por acionar a rota do centro de distribuição à porta do consumidor.

O segmento supermercadista tem que olhar para o seu cliente pelos olhos da transformação digital, pois muitas mudanças estão em curso e tudo já é viável. As empresas de software têm o desafio de implementar essas tecnologias e o mercado nacional o de perceber que há uma nova direção para os seus negócios. As gerações estão se renovando e, para a nova leva que está chegando, o mundo digital será, apenas, o natural. 

Sobre a TOTVS

Provedora de soluções de negócios para empresas de todos os portes, atua com softwares de gestão, plataformas de produtividade e colaboração, hardware e consultoria, com liderança absoluta no mercado SMB na América Latina. Com mais de 50% de marketshare no Brasil, ocupa a 20ª posição de marca mais valiosa do país no ranking da Interbrand. A TOTVS está presente em 41 países com uma receita líquida de mais de R$ 2 bilhões. No Brasil, conta com 15 filiais, 52 franquias, 5 mil canais de distribuição e 10 centros de desenvolvimento. No exterior, conta com mais 7 filiais e 5 centros de desenvolvimento (Estados Unidos, México, China e Taiwan). Para mais informações, acesse o website www.totvs.com 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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