Artigo: Cartão de crédito pode ser um aliado das finanças?

[flgallery id=562 /]

Por Ana Paula Figueiredo Cossermelli, gerente de Produtos da Administradora de Cartões Sicredi

Final de ano, festas, amigo-secreto, viagens, presentes e, quando você menos espera, extrapolou o uso que havia planejado para o cartão de crédito e começar o próximo ano com o pé direito fica bem mais complicado. Segundo dados mais recentes do Banco Central (BC), em agosto, as operações no cartão de crédito parceladas (sem juros) e à vista somaram R$ 62,9 bilhões. O valor corresponde a um crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda segundo o BC, atualmente, o cartão de crédito representa 42,3% dos empréstimos pessoais. Em agosto de 2015, o índice era de 39,4%.  Mas será que o cartão de crédito é de fato um vilão? O maior exercício para os que ainda não encontraram um ponto de equilíbrio nas finanças é fazer do cartão um aliado. A velha máxima de gastar menos do que se recebe não deve ser deixada de lado.
O primeiro passo é identificar todos os gastos realizados, especialmente aqueles com valores mais baixos, que, quando somados, podem pesar no orçamento mensal. Um ponto positivo do cartão de crédito é que ele permite consultar em tempo real todos os gastos realizados. Esse detalhe pode ajudar a entender que o hábito de consumo não pode ser algo automático. Além disso, a prática auxilia o portador do cartão a buscar alternativas, como, por exemplo, se a data do recebimento do salário é dia 10 e o vencimento da fatura é no dia 8, é possível alterar a data para que não seja necessário o pagamento de dois dias de juros.
Em geral, o pagamento à vista é mais barato do que o parcelado. Saber o momento de fazer uma compra pode render benefícios. O recomendado é planejar o consumo, economizar dinheiro e gastar somente quando necessário. Quando você se planeja, consegue comprar mais e melhor, muitas vezes com preço mais baixo, além de conseguir economizar. Já o devedor nunca está em uma situação favorável: paga mais juros, tem menos dinheiro e não consegue poupar. É preciso analisar a motivação em adquirir determinado produto e identificar se é uma necessidade ou um desejo.
Quando colocamos na balança as vantagens e desvantagens do cartão, observamos que é um produto bastante vantajoso. Um dos facilitadores na correria do dia a dia é não precisar carregar dinheiro em espécie. Com o avanço da tecnologia, já é possível fazer uma corrida de táxi sem uma moeda sequer no bolso. A operação totalmente realizada por meio de aplicativo finaliza o processo com o pagamento no cartão de crédito previamente cadastrado. Outro atrativo que ainda anima muitas pessoas é a recompensa nos programas de milhagens. As compras viram pontos e podem ser revertidas em produtos ou serviços, além de passagens aéreas.
Um bom planejamento faz toda a diferença. As instituições financeiras cooperativas, que oferecem relacionamentos mais próximos aos associados, podem orientar de maneira personalizada como equilibrar as dívidas e usar as facilidades do cartão de forma a manter o orçamento mensal em dia. Além disso, as cooperativas de crédito têm se mantido mais competitivas quando o assunto são as taxas: a anuidade é cerca de 30% menor quando comparada com a média do mercado e os juros 8,5% mais baixos. O Sicredi, por exemplo, é uma prova de que é possível trabalhar com taxas mais baixas e, ainda assim, manter um resultado positivo. Afinal, o objetivo do Sicredi é o desenvolvimento da comunidade como um todo ao mesmo tempo em que é proporcionada toda a comodidade dos cartões.
 

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >