Artigo: Em que investir com a Selic baixa?

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Por Felipe de Oliveira Azevedo*

 

Desde outubro de 2016, temos observado uma sequência de redução da taxa básica de juros, a Selic, quando passou de 14,25% a.a. (ao ano) para os atuais 6,5% a.a. O ciclo de quedas tem como principal objetivo estimular a retomada da economia. Considerando que houve dois anos consecutivos de queda, percebemos que mesmo que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha voltado a crescer em 2017, essa recuperação ainda é lenta.
Para os investidores, a redução nos juros representa uma queda nos retornos (nominais) das aplicações em renda fixa, pois essas acompanham a Selic Meta fixada pelo Banco Central do Brasil.  Diante desse cenário, a poupança continua sendo uma boa alternativa para aqueles recursos que serão utilizados nos curto e médio prazos, especialmente pela alta liquidez e isenção de Imposto de Renda para Pessoas Físicas. Vale destacar que os produtos de renda fixa também podem ser vantajosos para os investidores, pois já é possível negociar um prazo mais longo para as operações e, com isso, esperar uma rentabilidade mais atrativa.
A partir do início de 2017, a captação líquida em produtos de diversificação, que buscam um retorno superior à renda fixa tradicional, aumentou de forma significativa. Neste contexto, os fundos multimercado têm se destacado por representar uma alternativa interessante aos investidores, pois como o nome diz, podem atuar em diversos mercados, como juros, crédito privado, moedas e renda variável. Em geral, a exposição ao risco nesses fundos é inferior aos fundos que aplicam a maior parte do patrimônio em ações, por exemplo.
É importante reforçar que os investimentos sempre oferecem uma relação risco versus retorno. Ou seja, quanto mais disposto a assumir risco, maior será o potencial retorno que o investidor terá. Por isso, é sempre importante avaliar adequadamente o perfil do investidor antes de se fazer qualquer recomendação de investimento. Nesse sentido, a poupança e os produtos de renda fixa são adequados para todos os perfis, em especial para aqueles mais conservadores. Já os fundos multimercado ou os produtos de renda variável são recomendados para investidores que sabem das variações e aceitam retornos inferiores ou até negativos no curto prazo com o objetivo de ganhos mais expressivos no médio e longo prazo.
O Sicredi, instituição financeira cooperativa com 3,7 milhões de associados e presente em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, oferece um amplo portfólio de produtos de investimentos que atende, desde o perfil mais conservador, até o investidor mais arrojado. Entre eles estão: Poupança, Renda Fixa, LCA e fundos de investimentos variados e com taxas de administração extremamente competitivas.
É relevante que o investidor saiba que não há mágica no mercado financeiro. Ou seja, expectativas de ganhos muito acima da renda fixa provavelmente embutem um alto risco. Por isso, é preciso que o investidor conheça seu perfil e esteja ciente dos riscos envolvidos em cada tipo ou produto de investimento e, nesse aspecto, torna-se cada vez mais relevante o papel do profissional que presta o atendimento/consultoria financeira ao investidor.
Para 2018, é esperado que o mercado ainda apresente alta volatilidade, principalmente nos investimentos nos mercados de câmbio e ações, em função de incertezas de natureza externas, como a dinâmica de juros dos EUA e principalmente internas, capitaneadas pelas eleições de outubro. Com isso, o mais recomendado é ficar de olho no andamento do cenário econômico e investir de acordo com o seu perfil.
 
* Felipe de Oliveira Azevedo é gerente de Produtos de Investimento do Banco Cooperativo Sicredi.

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