Artigo: Quando a sociedade ganha voz na gestão pública

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Por Luís Mário Luchetta, empresário, especialista em governança corporativa, vice-presidente da Federação Assespro e presidente em exercício do ICI – Instituto das Cidades Inteligentes

A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) representa um divisor de águas na gestão pública. Graças ao avanço da informática, os governos conseguiram criar mecanismos que trouxeram eficiência, transparência e economia. Se a situação hoje é delicada, diante da crise, não é difícil imaginar o cenário sem a contribuição da TIC nos diversos órgãos e repartições da administração pública do país. Nesse quesito, as Organizações Sociais (OSs) constituem um marco inovador quando o assunto é a contribuição para a governança dos complexos e difíceis processos de administrar o bem público.
Enfrentar esse desafio começa por quem tem a responsabilidade de trabalhar no setor. Respaldada pela legislação, uma OS reúne condições de promover busca atualizada dos melhores profissionais do mercado. São profissionais que podem atuar sem amarras burocráticas ou sujeitos a pressões políticas demagógicas – situações que atrasam o desenvolvimento e comprometem o atendimento das demandas do cidadão.
Sistemas conectados e operando com o que de melhor existe em termos de softwares proporcionam um retorno incrivelmente rápido às respostas que nossa população, pagadora de altos impostos, procura. Como lida diretamente com os anseios mais justos da população, é da própria natureza de uma Organização Social atuar de forma transparente. Esse ambiente jurídico estabelece um patamar que prevê a entrega de um serviço de qualidade, assim exigido pela mais rigorosa cobrança e fiscalização incessante dos mecanismos vigentes. A legislação que permite a contratação direta, por exemplo, é uma ferramenta que se enquadra nesse contexto. Se contratou, que o responsável faça o serviço, sem ingerências políticas para atender eventuais apadrinhados, como o farto noticiário mostra nos últimos anos.
Em nosso país, existem mais de 1.600 OSs em funcionamento. As Organizações Sociais estão disseminadas em vários setores da sociedade, realizando relevantes e imprescindíveis serviços públicos (frise-se, serviços públicos, e não uma atividade econômica qualquer). No setor de TIC, destacam-se a Sociedade Softex, o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), e o Porto Digital, em Recife (PE). Por outro lado, apesar de prestarem efetivos serviços públicos, essas organizações não titularizam qualquer espécie de prerrogativa de direito público, sem prerrogativas processuais ou prerrogativas de autoridade, respondendo apenas pela execução e regular aplicação dos recursos e bens públicos vinculados ao contrato de gestão que firma com o Poder Público.
O que quero com tudo isso é contestar vozes pessimistas e sem vontade política para admitir como empresas da área de TIC são protagonistas de uma gestão pública eficiente, que contribui de forma decisiva com o desenvolvimento tecnológico e econômico do país. Estamos falando de um setor que emprega mão de obra altamente qualificada. Sei que alguns gestores ainda não acordaram para essa necessidade que um país do tamanho do Brasil tem em sua economia, principalmente em tempos de baixo desenvolvimento. São mentes voltadas à pesquisa com foco na eficiência e rapidez que um setor como o de TIC abriga que farão nosso país voltar aos trilhos novamente.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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