Artigo – Segurança de dados: não há tecnologia que sobreviva sem conscientização

*Cássio Ricardo de Araújo

Bastante citada no mercado de ciência de dados, a frase do matemático Clive Humby, “Data is the new oil” ou “Dados são o novo petróleo”, é autoexplicativa. Cientes disso, as empresas estão cada vez mais conscientes da importância de proteger seus dados sensíveis, e a segurança da informação deixou de ser uma preocupação exclusivamente técnica e passou a ser compreendida como uma peça fundamental e intrínseca à estratégia de negócios de qualquer instituição. Desta forma, investir em medidas robustas de segurança não é apenas uma questão de proteger os interesses da empresa, mas também de manter a reputação da marca. 

Investir é o único caminho, seja devido a exigências regulatórias, por uma reação a incidentes ou, como deveria ser para todas as empresas, por uma abordagem preventiva. Estamos falando de implementar controles planejados e pensados para a realidade de cada área, desenhados não apenas para oferecer a proteção necessária, mas também para garantir a viabilidade do negócio. Isso envolve planos de ação e uma gestão de risco constantes e bem estabelecidos.

Sendo assim, para garantir uma sólida postura de segurança da informação, é necessário adotar uma abordagem abrangente, que inclua  tecnologia, processos e pessoas. As iniciativas não devem ser pautadas somente pelo aspecto técnico, mas também pela humanização e integração das diferentes áreas da empresa. Além de soluções de TI, é essencial realizar treinamentos regulares sobre segurança de dados para todos os colaboradores. 

Algumas estratégias eficazes incluem o uso de ferramentas lúdicas, como jogos, que despertam o interesse e promovem o engajamento. Tais iniciativas incentivam o uso da tecnologia de forma recreativa para reforçar a segurança, demonstrando que as soluções são desenvolvidas considerando tanto as características específicas  da empresa quanto as necessidades individuais de seus colaboradores. 

Nenhum esforço será suficiente sem o comprometimento integral de todos os envolvidos em cada setor da empresa. A engenharia social está aí para nos provar que não há tecnologia que sobreviva sem a devida conscientização. É crucial engajar e assegurar que cada colaborador se sinta valorizado e responsável pelo seu papel. Embora o desafio pareça grande, é justamente essa união que nos fortalece em direção a um objetivo comum.

*Cássio Ricardo de Araújo é diretor nas áreas de Segurança da Informação e Governança de TecnoIogia da Informação do Grupo Marista

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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