Artigo: Seis erros de quem estuda online

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Por Josemary Morastoni, coordenadora da Graduação em Pedagogia da Universidade Positivo (UP)

Hoje em dia tudo acontece online, por meio de computadores, tablets e celulares. Você se comunica, compra, vende, se informa. Então, por que estudar online não pode ser também uma opção? O Ensino a Distância cresce cada vez mais e os resultados do último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) mostraram que os alunos que estudam à distância tiveram um desempenho mais alto em 7 de 13 áreas de ensino. Mas além de barreiras, como o desconhecimento e a descrença, é preciso driblar alguns comuns de quem estuda online.

Achar que tudo é muito fácil é a primeira e mais comum falha de quem estuda à distância. O fato de não ser presencial não reduz a dificuldade da matéria a ser aprendida e nem o nível de atenção que você deve dedicar à aula, muito pelo contrário. A exigência nos cursos EAD é a mesma que alunos presenciais experimentam, com o agravante de que o professor não está de olho em você e não pode chamar a sua atenção.
A flexibilidade é outro fator importante a ser considerado. Escolher a hora em que vai estudar pode ser a melhor ou a pior coisa para o seu aprendizado. É crucial ter autoconhecimento e responsabilidade para não cair em armadilhas, pois essa história de deixar sempre para depois, acaba virando nunca e aí seu investimento vai por água abaixo e, em vez de conhecimento, você ganha frustração.
A falta de organização, de tempo ou de planejamento também pode prejudicar no andamento do curso, ainda mais se não existe uma hora específica para o estudo. A flexibilidade de horário é uma das maiores vantagens do mundo EAD, mas é preciso que o aluno reserve um momento do dia para aquela atividade e se dedique a isso. Ou seja, dedicação e comprometimento são palavras-chave na Educação a Distância.
Aprender é algo que leva tempo. Não importa como o conhecimento está sendo repassado (com o uso de tecnologia ou de um quadro negro), as informações devem ser absorvidas e sintetizadas – e isso não pode ser apressado. Então, não adianta pular etapas ou deixar de fazer exercícios e trabalhos.
Estudar com redes sociais e outras distrações por perto não é um erro exclusivo do mundo EAD. Mesmo em salas de aula convencionais, existem mil e uma distrações prontas para roubar a atenção de um momento valioso, mas o aluno é o próprio motivador para focar durante a aula e aproveitar os momentos de interação que o curso oferece.
Achar que um curso EAD é necessariamente algo solitário é outra falha comum. Se uma sala de aula comporta 30 ou 40 alunos, com aulas online, o número de pessoas que podem participar ao mesmo tempo do curso é infinitamente maior. Alunos de todo o país (e até do exterior) podem estudar juntos e isso deve ser aproveitado. Trocas e discussões são uma importante maneira de aprendizado.
 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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