As lojas não querem que você economize

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Especialista dá dicas para não cair nas armadilhas do consumo

Você já deve ter percebido que todos os dias somos bombardeados com ofertas, lançamentos e novas necessidades. Muitas vezes compramos mais do que podemos e acabamos endividados, ou apertados em outras necessidades do orçamento. “O planejamento é a chave do sucesso, mas mesmo pessoas planejadas costumam cair em tentação, pois é difícil resistir aos encantos de uma vitrine, de um lançamento ou de uma promoção”, afirma a economista Leide Albergoni, professora do curso de Economia da Universidade Positivo (UP) e autora do livro Introdução à Economia – Aplicações no Cotidiano.

Segundo ela, essas são as principais formas de perder o controle dos gastos. “Precisamos nos preparar racionalmente para as compras e não comprar movidos pela emoção. As empresas têm profissionais para desenvolver embalagens criativas, para arrumar vitrines de forma a nos atrair para dentro da loja e produzir comerciais com pessoas bonitas e felizes ao consumir o produto. Precisamos ser espertos para não cair nessas armadilhas”, alerta. A especialista lista 12 dicas para quem deseja manter o controle sobre seus gastos e não cair na tentação do consumismo:

  • Evite fazer compras com amigos, pois a empolgação nos faz comprar algo que não precisamos. Se for ajudar alguém a escolher alguma coisa, é preciso se preparar para não comprar nada e, de preferência, não leve dinheiro para evitar a tentação.

  • Antes de comprar um produto, pergunte: “eu preciso disso?”.

  • Decida em casa o que precisa comprar, longe das tentações apresentadas nas lojas.

  • Se gostar de um produto em alguma loja por um bom preço, não compre imediatamente e analise se realmente precisa dele e se cabe no seu orçamento.

  • Evite comprar o produto na primeira loja. Deixe claro ao vendedor que não é porque gostou do produto que vai levá-lo. Faça pesquisa de preço, pois é possível economizar comprando o mesmo produto em uma loja diferente.

  • Os vendedores estão preparados para tirar informações de nós, a partir de conversas amigáveis. Ou eles usam essas informações para nos convencer a comprar o que não é necessário, ou usam seu dom de comunicar-se e estabelecer uma conversa amigável para conquistar nossa simpatia e dificultar nossa recusa em comprar o produto. É preciso tomar cuidado: seja educado com os vendedores, mas evite conversas que possam se transformar em armadilhas para você mesmo. Um sorriso ou um comentário empolgado e pode se dar por perdido!

  • Depois de ter uma lista de preços em diferentes lojas, é hora de negociar. Vá às lojas que mais gostou do produto ou do atendimento e comece a fazer propostas de preços a partir do que encontrou nas outras lojas. Se a primeira loja não aceitar descontos, tente outra e mais outra. Muitas lojas estabelecem seu preço já com uma margem para descontos, então não podemos perder essa oportunidade de gastar menos. Sabia que em algumas culturas é ofensa não pechinchar?

  • Se a compra for à vista e em dinheiro, a negociação deve ser ainda mais vantajosa, pois a empresa não terá o risco de calote e não pagará taxa à administradora do cartão sobre suas compras. No pagamento com cartão de débito ou crédito, as empresas pagam aluguel pelas máquinas de cartão e taxa de administração que podem chegar a 6% do valor das compras. Podemos aproveitar essa informação a nosso favor. Por isso, tente fazer compras em dinheiro, pois já é um ponto de negociação.

  • Seja realista nos pedidos de desconto. Nenhuma empresa vai reduzir seu preço em 70%. O ideal é perguntar qual é o desconto, propor 20% e ver onde se pode chegar.

  • Na hora de negociar, podemos usar a possibilidade de fidelidade à loja em nosso favor. É claro, se a loja tem produtos de qualidade e preços bons, é razoável que voltemos a comprar lá.

  • Quem não é bom em negociar, pode levar alguém junto que tenha essa facilidade. Muitas vezes até queremos negociar, mas amolecemos diante dos argumentos dos vendedores e da emoção de ter o produto.

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 58 cursos de Graduação presenciais (31 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 27 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. A UP conta com sete unidades em Curitiba, além de polos de Educação à Distância (EAD) em 22 cidades espalhadas pelo Brasil. É considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a melhor universidade privada do Paraná, pelo quinto ano consecutivo.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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