Campanha “O Amor Contagia” recebe doações do Instituto Positivo

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Instituição se une a setores público e privado para viabilizar recursos e materiais para saúde e assistência social do Paraná

O Instituto Positivo anunciou doação de recursos para a campanha “O Amor Contagia” que, por meio da união de instituições paranaenses, busca captar e destinar recursos para auxiliar hospitais públicos e filantrópicos que estão atuando no enfrentamento do Covid-19, além de organizações sociais, como casas lares e asilos. As instituições têm sido impactadas pelo baixo volume de doações, em alguns casos quase inviabilizando o atendimento.

Em uma pesquisa realizada pelo Programa Impulso, em março de 2020, cerca de 70% das organizações sociais do estado apontaram que, se o cenário permanecesse inalterado, teriam que fechar as portas em poucos meses. Por isso, os recursos doados pelo instituto Positivo, que totalizam R$ 300 mil, serão destinados integralmente ao suporte às organizações sociais e suas necessidades.

Segundo a diretora do Instituto Positivo, Eliziane Gorniak, o grupo – genuinamente paranaense – tem assumido um forte compromisso frente à campanha “O Amor Contagia”, não só doando recursos financeiros por meio do seu Instituto, mas, participando ativamente do grupo que coordena a campanha, além de mobilizar e incentivar seus parceiros, fornecedores e pais de alunos a conhecerem e a contribuírem também. “Ou seja, o grupo todo está se engajando em um esforço para que a população paranaense, em maior risco em função da pandemia, receba o atendimento que necessita”, ressalta.

A maior campanha de arrecadação vigente no Estado do Paraná nasceu da união das promotorias de Justiça do Ministério Público do Paraná e Ministério Público do Trabalho que firmaram uma parceria com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a Funpar (Fundação de Apoio da UFPR). Logo em seguida se uniram ao grupo Instituto GRPCOM, Grupo Marista, PUCPR, Instituto Positivo, comissão do Terceiro Setor da OAB-PR e associações da sociedade civil organizadas com sede no Estado.

A expectativa é que mais organizações integrem o grupo e ajudem a fortalecer ainda mais a iniciativa, intitulada como “O Amor Contagia” para reforçar a mensagem e o potencial de arrecadações. A campanha conta com o apoio do Instituto Oportunidade Social, Instituto Renault, Facop, JCS Group, Instituto Purunã, Instituto Robert Bosch e das agências de comunicação 433, Vivas, Páprica, Página 1 Comunicação e Central Press.

As doações, que já somam cerca de R$ 4,3 milhões, em dinheiro e materiais, já beneficiaram cerca de 20 instituições. Apesar do resultado, o grupo que conduz a iniciativa reforça que as demandas continuam crescendo. 

Doações que fazem a diferença 

As primeiras arrecadações de equipamentos hospitalares já foram destinadas para o Hospital de Clínicas e Hospital do Trabalhador, ambos em Curitiba, e para a Casa de Misericórdia de Jacarezinho. Comunidades de Guaraqueçaba, no litoral paranaense, e diversos asilos do município também foram beneficiados com doações de cestas básicas, máscaras, itens de higiene e álcool em gel.

Os municípios que têm mais instituições inscritas no edital “O Amor Contagia”, desde o início na campanha, em 28 de maio, são Curitiba, Ponta Grossa, Piraquara e Umuarama. Entre as causas, 43% estão relacionadas a crianças, 14% a pessoas com deficiência, 14% também ligadas a pessoas idosas, 10% a atendimento de famílias, 9% dependência química, 3% doenças crônicas e 7% outras instituições.

Como doar

Empresas, pessoas físicas e organizações podem fazer suas contribuições via depósito bancário – tanto para o fundo de apoio à área da saúde, quanto para o de iniciativas sociais. As doações são feitas de forma direta e não podem ser abatidas do cálculo do Imposto de Renda. Aqueles que quiserem contribuir podem fazer depósito ou transferência para as seguintes contas:

Quero doar para a área Social

FUNPAR – CNPJ 78.350.188.0001-95

Banco ITAÚ – 341

Agência: 4012

Conta Corrente: 43151-8

Quero doar para a área de saúde

FUNPAR – CNPJ 78.350.188.0001-95

Banco ITAÚ – 341

Agência: 4012

Conta Corrente: 43150-0

Os recursos dos fundos são administrados por um comitê gestor que fiscaliza a destinação das doações. A prestação de contas para a sociedade é feita em tempo real e com fácil acesso pelo site da Funpar. Para saber mais detalhes sobre a campanha acesse http://www.funpar.ufpr.br/oamorcontagia/ .

Para receber os recursos

A inscrição de novas instituições que desejam receber recursos pode ser feita por meio do página oficial da campanha, no site da Funpar, pelo endereço: http://www.funpar.ufpr.br/oamorcontagia/. Todas as solicitações enviadas são analisadas por um comitê técnico.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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