Car sharing chega aos condomínios residenciais de Curitiba

Startup do Grupo Águia Branca anuncia solução de economia compartilhada que reduz necessidade de vagas de garagem, proporciona economia aos usuários de veículos próprios e promove a mobilidade urbana mais inteligente e acessível por meio de tecnologia

O conceito de economia colaborativa, também conhecida como economia compartilhada, já faz parte do cotidiano dos brasileiros, com serviços consolidados como Airbnb, iFood e Rappi. Inspirada no modelo peer-to-peer ou P2P, essa abordagem impulsionou o surgimento de novos negócios que se tornaram essenciais. No setor da construção civil, a presença das soluções compartilhadas em novos empreendimentos imobiliários vem crescendo alinhada ao conceito de moradia inteligente e multifuncional. Isso se reflete na incorporação de espaços como lavanderias compartilhadas, coworking, bicicletários, entre outros. 

A sociedade contemporânea valoriza cada vez mais a praticidade, a flexibilidade e a preocupação com o meio ambiente. Nesse contexto, surgem alternativas ainda mais inovadoras para o consumo e compartilhamento de diversos bens e serviços, como o car sharing. O V1, aplicativo de mobilidade urbana do Grupo Águia Branca, acaba de lançar a solução “V1 Frota Digital para Condomínios”. Com essa novidade, um automóvel oferecido pelo V1, fica disponível 24 horas e sete dias na semana na garagem do prédio, funcionando como uma estação de locação exclusiva do empreendimento. 

Pelo aplicativo do V1, o condômino habilitado para utilizar o serviço do Frota Digital, pode verificar a disponibilidade do veículo e fazer a reserva. O pagamento é realizado conforme as horas  de uso e os quilômetros percorridos, sendo cobrado na fatura condominial subsequente. “O veículo é alugado pelo condomínio, que cadastra os moradores autorizados a utilizá-lo. Cada condômino acessa o serviço pelo aplicativo V1 e paga pelo uso na próxima fatura do condomínio ou por meio de um boleto separado. Os veículos são exclusivos do condomínio, ou seja, apenas os condôminos cadastrados podem utilizá-los. O contratante também define os modelos da frota, que são sempre zero km e com manutenção preventiva em dia”, explica o gerente de marketing do V1, Vinicius Carneiro. 

Adquirir e manter um carro próprio requer um investimento alto no orçamento, incluindo gastos com manutenção preventiva, seguro, pagamento dos encargos etc. A tendência do mercado de mobilidade com carros compartilhados pode suprir essas despesas. Além de oferecer praticidade, economia e sustentabilidade, o car sharing valoriza o empreendimento, corroborando que a administração se importa com o bem-estar e a qualidade de vida dos seus moradores e está atenta às novidades de mercado. 

“O tempo de locação e a forma de precificar o serviço a ser cobrado do condômino são definidos pelo próprio condomínio e dependem  da finalidade do serviço. Por exemplo, o condomínio pode habilitar um período de locação livre, no qual o morador pode alugar o carro pelo tempo que desejar, ou limites mais curtos para resolver pequenas necessidades do dia a dia, como ir ao mercado ou a um médico. A definição de como o serviço irá funcionar está diretamente ligada ao perfil de uso e ao número de veículos disponíveis na frota particular do empreendimento. Tudo isso é definido em conjunto com um consultor do V1”, detalha Vinicius sobre o funcionamento do serviço. “Cabe destacar, ainda, que a limpeza dos veículos será de responsabilidade do condomínio contratante,  enquanto a manutenção preventiva é realizada pelo V1. A vistoria entre as locações é feita pelos clientes e validada pelo síndico do condomínio. Em caso de alguma avaria ou necessidade de manutenção preventiva, o condomínio deve acionar a central do V1”, complementa. 

Esses recursos ainda permitem que os moradores evitem a compra desses bens, utilizando-os apenas quando necessário e devolvendo-os ao local destinado para esse fim. A economia compartilhada atende especialmente aos anseios de uma população cada vez mais atenta à sustentabilidade dos recursos naturais e à qualidade de vida. Essas soluções promovem um modelo de consumo consciente, maximizando o aproveitamento dos espaços, gerando economia e otimizando o tempo. 

Valores muito inferiores ao mercado

Os valores de locação do car sharing condominial são significativamente inferiores aos valores de mercado. “Proponho uma simples conta: imagine que a locação de um veículo pelo condomínio seja de R$ 3 mil por mês, dividindo esse valor pelo número de horas de um mês (720 horas), o custo é de R$ 4,16 por hora locada. Se a média de locação for de 12 horas por dia, o valor fica em  R$ 8,32. Suponhamos que o condomínio estabeleça um valor fixo de R$ 10,00 a hora para cobrir as despesas fixas e ainda ter uma receita complementar. Mesmo assim, esse valor continua sendo muito acessível para ser um serviço de mobilidade prático e confiável em casa”, detalha o gerente. 

É importante ressaltar que, para utilizar esse serviço, é necessário:

  • possuir carteira de habilitação válida;
  • ter mais de 18 anos; 
  • cumprir corretamente os horários agendados;  
  • entregar o carro em bom estado de limpeza, assim como foi entregue.

Sobre o V1

O V1 é uma plataforma de mobilidade urbana que atua no aluguel e assinatura de carros de forma 100% digital, para uso pessoal e empresarial.  Oferece soluções em gestão de frotas terceirizadas para empresas, fleet service, traslado de pessoas e outras demandas personalizadas. Considerado um dos maiores players do setor no país, o V1 faz parte do Grupo Águia Branca e atua nas cidades de Vitória (ES) e Curitiba (PR). O app está disponível na Apple Store e Google Play.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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