Carnaval 2024: Salgueiro resgata história do povo Yanomami

O Salgueiro será a terceira escola a desfilar no domingo de carnaval, 11 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Com o enredo intitulado “Hutukara”, traz como mensagem central a defesa dos povos originários por meio da mitologia Yanomami. Na língua Yanomami, “hutukara” significa “o céu originou a partir do qual se formou a terra”.

O enredo é uma homenagem impactante e significativa ao povo Yanomami, uma das comunidades indígenas mais emblemáticas e resilientes do Brasil. A escola de samba carioca escolheu destacar as contribuições significativas dos Yanomamis para a história e cultura do país, reconhecendo a riqueza de sua herança e a importância de preservar suas tradições.

Segundo o especialista em Gestão de Teorias Educacionais e coordenador pedagógico da Conquista Solução Educacional, Ivo Erthal, os Yanomamis, antes de tudo, destacam-se pela resistência e sobrevivência frente ao avanço das ocupações da agropecuária que promovem o desmatamento. “Esses povos são retratados como guardiões da biodiversidade presente na região amazônica. A preservação desse povo está diretamente relacionada à sobrevivência da floresta e seu ecossistema”, ressalta.

Há dados estatísticos importantes sobre o número de povos, aldeias e membros. E a cada avanço dos estudos demográficos aparecem números comprometedores e alarmantes. Segundo o Ministério dos Povos Indígenas, 570 crianças Yanomami morreram de fome e contaminadas por mercúrio. “O principal responsável por essa crise é o garimpo ilegal na região. As principais causas de internação dos indígenas Yanomami são diarréias, desnutrição grave, pneumonia, malária e acidentes com cobras”, alerta Erthal.

O conhecimento ancestral sobre plantas e animais, a cultura estética e o modo de vida representam fases específicas do desenvolvimento humano. Essas informações, guardadas na cultura e história Yanomami, podem oferecer pontos importantes sobre o desenvolvimento das sociedades e a integração do ser humano com a natureza. “Seus costumes e tradições resistem ao avanço da civilização, sendo que influenciam mais do que são influenciados. Possuem um conhecimento natural sobre botânica e fenômenos da natureza que servem de estudo para grupos científicos”, pontua o especialista.

Segundo ele, os Yanomamis, que iniciaram contatos mais intensos a partir da década de 40 do século XX, agora são trazidos à luz, tirando-os da invisibilidade e oferecendo-lhes um merecido lugar no samba enredo de uma das mais importantes escolas de samba do Rio de Janeiro. “Essa escolha destaca não apenas a beleza e a riqueza cultural dos povos Yanomamis, mas também a urgência de preservar suas tradições e garantir o respeito aos seus direitos e territórios”, finaliza.

Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação e futuro que integra a família, a escola e a comunidade. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 1.700 escolas de todo o Brasil utilizam a solução.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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