Casos de hepatite A aumentam 85% no Paraná, em 2024

Em Curitiba, três mortes foram confirmadas; prevenção e alerta aos sintomas podem fazer a diferença

Em 2024, em menos de quatro meses, o Paraná já registra aumento de 85% nos casos confirmados de hepatite A, na comparação com todo o ano de 2023. De janeiro até agora, foram 74 casos confirmados da doença no estado. Ao longo de todo ano passado, foram 40 confirmações. Os dados são da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (SESA-PR). A maior parte das notificações é da Região Metropolitana de Curitiba. Foram 68 casos em 2024, contra 26 em 2023.

Em meio a esse cenário, a Prefeitura de Curitiba emitiu alerta aos serviços de saúde para sinais e sintomas da doença. Pelos números da administração municipal, foram 100 casos confirmados até o dia 18 de abril. A média histórica era de dez casos por ano. 62% dos pacientes com a doença precisaram de internamento. 6% deles necessitaram de cuidados intensivos, ou seja, foram encaminhados para UTI. Curitiba registra três mortes por hepatite A no período: uma mulher de 29 anos e dois homens, de 40 e 60 anos. A maior parte dos casos confirmados, 81%, acomete homens jovens, com idade entre 20 e 39 anos.

A empresária Julia Franciosi Gottschild, de 33 anos, ficou internada dois dias em decorrência da doença. “Começou no dia 5 de abril. Tive muita dor de cabeça, indisposição, sensação ruim, como se fosse enxaqueca. Passou alguns dias, procurei atendimento médico e só me deram remédio para dor de cabeça”, explica. Após três dias tentando tratar a dor de cabeça, Julia começou com quadro de febre, muito cansaço, perda de apetite e dor muito forte no abdômen. Além disso, percebeu que seu xixi estava muito amarelo e notou uma coloração amarelada também na pele.

“Na sexta-feira, fui ao Hospital São Marcelino Champagnat. Achei que ia passar apenas por uma consulta, mas fiquei internada. Fiz exames e descobri que estava com hepatite A. Fiquei de sexta a domingo no hospital, acompanhando como o meu corpo reagia à doença, já que não tem remédio específico para hepatite A”, conta a empresária. O marido dela, o empresário João Felipe Gottschild, de 36 anos, ficou internado por uma semana no hospital.

Sintomas e prevenção

Julia fez um alerta a seus seguidores nas redes sociais. Ela orientou que as pessoas façam exame de sangue para descobrir se possuem anticorpos para hepatite A. Caso não, fez um apelo pela vacinação. “A doença é terrível. Tem vacina disponível e, quem não tomou, deveria tomar”, enfatiza a influencer.

O gastroenterologista dos Hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Jean Tafarel, explica que as pessoas podem contrair hepatite A apenas uma vez na vida. Quem já teve a doença, portanto, está imune. Quem não teve, pode procurar imunização.

“A prevenção pode ser feita com a vacina, que hoje é comercializada. São duas doses, com intervalo de seis meses. Para grande parte da população, ela está disponível apenas em Centros de Vacinação. No entanto, faz parte do calendário vacinal do SUS para crianças abaixo de 5 anos, desde 2013, e também é disponibilizada no Centro de Referência Imunobiológicos Especiais para alguns grupos de pessoas imunossuprimidas, como pessoas vivendo com HIV e transplantados”. O médico afirma que é necessário buscar a prevenção. “São cuidados de higiene e de manipulação dos alimentos. A gente deve cuidar da lavagem das mãos, lavagem dos alimentos, buscar ingerir apenas água filtrada”, explica.

A hepatite A é uma inflamação do fígado causada por um vírus, chamado vírus A. Esse vírus A é um dos mais comuns de o ser humano contrair, pois a transmissão é via fecal oral, isto é, a pessoa pode adquirir o vírus por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados ou na relação sexual, quando existe exposição da boca à região anal. Mas a forma mais comum de contaminação é quando a pessoa ingere água e alimentos contaminados. Também é possível haver a ingestão quando a pessoa entra em contato com água de enchente, contaminada com o vírus, que indiretamente respinga na boca.

“Uma vez o vírus dentro do organismo, ele tende a se alojar no fígado, promove a inflamação do órgão porque ele se replica dentro da célula hepática. O sistema imune vai até o fígado, agride essa célula e acaba havendo o dano hepático. Os sintomas vão desde febre, mal-estar geral, náuseas, vômitos e desconforto abdominal que pode predominar no lado direito. Pode aparecer icterícia, que as pessoas chamam de amarelão. É aquela coloração amarelada na pele, nos olhos. A urina também pode ficar mais escura e alguns pacientes podem observar as fezes um pouco mais claras”, esclarece o gastroenterologista.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 1. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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