Como criar comunidades? Lições que podemos aprender com Star Wars

Por Cassia Maffei

Quando Star Wars chegou aos cinemas, em 1977, nem George Lucas imaginava que tinha criado o próximo grande marco da cultura pop. Star Wars ultrapassou as barreiras dos filmes infanto-juvenis e de ficção científica para chegar a todos os públicos. E fez isso com números que ainda hoje impressionam: está entre as cinco franquias de entretenimento mais valiosas e lucrativas do mundo; Darth Vader figura entre os personagens mais populares de todos os tempos; o Episódio VII, lançado em 2015, ainda é detentor do recorde de bilheteria nos Estados Unidos (e está entre as cinco maiores arrecadações do mundo). 

A legião de fãs que faz filas para assistir aos filmes, séries e animações da franquia só parece crescer. E mesmo que alguns produtos não sejam recebidos com tanto entusiasmo – como o filme Han Solo: Uma História Star Wars e o Episódio IX: A Ascensão Skywalker -, o amor pela saga parece não ter data para acabar.

O sucesso de Star Wars é uma somatória de acertos, oportunidades e sorte: a história alcançou o seu público em um momento oportuno, as estratégias de divulgação deram certo e as pontas soltas abriram espaço para sequências, livros e uma narrativa multiplataforma. A franquia é reconhecida por muitos como a precursora da cultura pop que temos hoje, com grupos de fãs e grandes convenções. 

Star Wars e criação de comunidades

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Criar comunidades é hoje uma das principais estratégias de marketing, mas Star Wars tira proveito disso desde antes de seu lançamento. Inclusive, um dos grandes trunfos de Star Wars foi sempre estar próximo de seus fãs. Em 1976, apresentou o conceito do primeiro filme na sétima edição da San Diego Comic Con, hoje uma das principais convenções de cultura pop no mundo. No mesmo ano, também participou da 34.ª Convenção Mundial de Ficção Científica. 

Ainda, sempre apoiou o envolvimento da comunidade com a franquia. Em 1977, Star Wars teve seu primeiro presidente de relacionamento com os fãs e foi das mãos dele que surgiu uma política para “fanzines”. Dezenas de filmes paródias foram lançados e eram apoiados por George Lucas. A Lucasfilm, inclusive, criou o Prêmio Oficial de Filmes de Fã de Star Wars.

Dentre as dezenas de organizações de fãs espalhadas pelo mundo, duas se destacam pelo relacionamento com a marca: a Legião 501st e o Clube de Montadores R2.

A Legião 501st é reconhecida como uma das maiores organizações de fantasiados do mundo. Seus integrantes usam os figurinos dos stormtroopers, os soldados da história. Fundada em 1997, tem cerca de 14 mil membros e é ativa nos seis continentes. Seus integrantes chegaram a atuar como seguranças em eventos de Star Wars, e até mesmo desfilaram ao lado de George Lucas em uma das aparições públicas do diretor. A Legião foi homenageada no quarto filme da franquia, com seu nome aparecendo no roteiro e, depois, nas caixas de bonecos stormtroopers. 

Já o clube de montadores foi fundado em 1999 e dedica-se a catalogar partes e facilitar a montagem de réplicas do personagem R2-D2. A maior honra veio com os novos filmes lançados a partir de 2015. Dois dos integrantes do grupo foram promovidos a criadores de Star Wars: nos longas, o R2-D2 usado foi criado por esses fãs. 

A atenção que os fãs recebem em forma de consideração por sua dedicação à franquia é um exemplo do bom relacionamento que as marcas podem e devem ter com seus consumidores. 

A comunidade global de fãs de Star Wars criou histórias, livros, filmes, réplicas de figurinos e robôs, convenções e cresceu ao redor do mundo. E a existência e dedicação desses fãs foram essenciais para a longevidade da franquia. Quando houve o lançamento dos três primeiros filmes, o mundo acompanhava animado as histórias de Star Wars, mas longe dos cinemas, muitos acreditavam que seria questão de tempo para a franquia virar apenas uma história dos anos 70 e 80. 

E, claramente, não foi o que aconteceu. Entre os anos 80 e 90, quando Star Wars não teve novos lançamentos nos cinemas, foram os livros, games e outros produtos que continuaram a história, mas grande parte dessas narrativas não foi um sucesso com o grande público. O que também aconteceu entre os lançamentos da segunda trilogia, no final dos anos 90, e da terceira trilogia, a partir de 2015. Nesses anos todos, Star Wars manteve-se viva e ativa por meio de seus fãs.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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