Por Luana De Paula
Sabemos que, quando o assunto é ambiente de trabalho, muitos desafios surgem diariamente. Ter preparo para lidar com essas situações faz toda a diferença — afinal, trabalhamos todos os dias com pessoas.
A Psicologia, que é a minha formação, contribuiu muito para o meu amadurecimento e para a forma como passei a lidar com o contexto corporativo.
Logo que me formei, enfrentei um grande desafio: atuar na minha área. E não vou negar: o RH não era a minha primeira opção — minha ideia inicial era seguir na clínica. Por isso, me esforcei e comecei a atender alguns pacientes, o que contribuiu significativamente para o desenvolvimento da minha escuta e para o meu crescimento profissional.
Em paralelo, surgiu a oportunidade de conhecer o universo do RH, e eu aceitei. Afinal, o início da carreira, após a formação, costuma vir acompanhado de desafios — principalmente financeiros.
Comecei do básico e fui evoluindo dentro do RH. Minha trajetória evoluiu de forma consistente, e, do recrutamento operacional, passei a atuar no estratégico — que, convenhamos, é bastante interessante.
Hoje, com mais experiência, atuo de forma mais generalista, próxima da diretoria e envolvida nas tomadas de decisão. Foi assim que desenvolvi um olhar mais amplo sobre o ambiente corporativo e passei a compreender melhor como tudo funciona dos dois lados da moeda: o da empresa e o do colaborador. Um olhar que nem sempre tive — e que nem todos têm a oportunidade de desenvolver.
A Psicologia, o contato com as pessoas e o tempo de experiência continuam me permitindo gerar valor para a organização, seja no desenvolvimento de estratégias, na melhoria do ambiente de trabalho, na mediação de conflitos ou, principalmente, na promoção da saúde mental dos colaboradores.
E, embora o RH não tenha sido a minha primeira escolha, ele me trouxe muitas oportunidades e aprendizados. O melhor de tudo é que continuo colocando em prática aquilo que me fez escolher a Psicologia: ajudar pessoas.