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Postado no dia: 20 outubro 2021

Onde ficam as pessoas na comunicação corporativa?

Por Carolina Gomes, diretora de atendimento da Central Press

 

Números, feitos e fatos. Será que é disso que é feita a comunicação corporativa? Balanços e resultados de uma empresa podem nos levar a esse caminho. Mas devemos ir muito além. Contar as histórias por trás desses reports é parte do papel essencial da comunicação também nas organizações. Se isso não estava claro até agora, a pandemia escancarou para quem não conseguia enxergar.

O impacto deixado pela covid-19 é tão grande porque cada um dos números de mortos e infectados tem um rosto, um nome e uma história. É o que humaniza tanto os dramas quanto as conquistas que contamos. Isso vale para uma pandemia que muda a história da humanidade e também para os pequenos detalhes do dia a dia.

É no relato do auxiliar de produção recém-contratado que estará a verdadeira importância das novas vagas abertas. Na trajetória de dedicação do gestor que demonstraremos a maturidade de um projeto. Na mudança de vida de um paciente, o trabalho incansável de toda uma equipe hospitalar. Na conquista de um aluno, a qualidade didática de uma universidade.

Cabe a cada um envolvido com o dia a dia da empresa estar atento a isso. Tropeçamos em boas histórias todos os dias. Elas estão escondidas – ou nem tanto – no refeitório, na linha de produção, numa reunião rotineira ou até durante uma gestão de crise. E é da comunicação – interna e externa – a grande responsabilidade de trazer à tona esses exemplos da “alma corporativa”, transformá-los em um release ou sugestão de pauta e fazer com que esse conteúdo chegue ao maior número de pessoas a partir dos veículos de imprensa.

Não podemos nos esquecer que jornalismo se faz com gente. Gente que conta, escreve, se emociona, se mobiliza. Nos “dois lados do balcão” – comunicação corporativa ou veículo de comunicação -, o processo e o princípio devem ser os mesmos. O questionamento em looping deve ser sempre: há uma história que merece ser contada aqui ou estaremos falando para nós mesmos?

Quando respondemos a essa pergunta, encontraremos o tão falado “gancho”, que fisga a atenção e traz consigo o reforço da marca. A cultura e o potencial de uma empresa se fazem a partir do coletivo de bons exemplos. Quando conseguimos identificar esses “recortes da realidade” de uma organização, traduzimos os números, feitos e fatos para que não só o contato no veículo de comunicação visualize a pauta, mas também a comunidade como um todo enxergue na empresa o seu valor.

A comunicação corporativa precisa entender sua versatilidade e seu papel dentro da comunicação como um todo. Estamos diante de uma pandemia que colocou no “mesmo barco” pessoas de continentes diferentes. Por que seria diferente com a comunicação? Somos todos movidos a boas histórias bem contadas.

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