Reino Unido celebra legado de Shakespeare

Por Lorena Nogaroli

 

O Dia Nacional de Shakespeare, também conhecido como Shakespeare’s Day, é celebrado em 23 de abril, data que também coincide com o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor das Nações Unidas. Essa coincidência faz dela uma escolha natural para prestar uma homenagem mundial a um dos maiores poetas e dramaturgos da Inglaterra e do mundo. Acredita-se que Shakespeare, o “bard de Avon”, tenha nascido e morrido em 23 de abril, em Stratford-upon-Avon, na Inglaterra, embora nenhuma literatura confirme as datas exatas.

Isso se deve ao fato de não haver registros precisos de 1554, quando William Shakespeare nasceu, exceto pelo batismo do poeta, que está registrado na paróquia da Igreja da Santíssima Trindade, em Stratford-upon-Avon, na data de 26 de abril de 1564, uma quarta-feira. Os batismos geralmente ocorriam três dias após o nascimento, e os pais eram instruídos pelo Livro de Orações a garantir que seus filhos fossem batizados até o primeiro domingo após o nascimento. Isso sugere que é improvável que Shakespeare tenha nascido antes do domingo anterior, 23 de abril. Como um intervalo de três dias seria razoável entre o nascimento e o batismo naquela época, o dia 23 de abril passou a ser comemorado como o aniversário do bard.

A morte dele também é um mistério, mas isso vai além da data. No monumento de Shakespeare, ainda de pé dentro da Igreja da Santíssima Trindade, em Stratford-upon-Avon, lê-se que ele morreu mesmo em 23 de abril. O enterro está no registro paroquial do dia 25 de abril de 1616. Ele tinha 52 anos – uma idade avançada quando a expectativa de vida média dos ingleses, na época, era de cerca de 30 anos. Mas ninguém sabe ao certo a causa da morte. Existem rumores de que ele tenha contraído uma doença depois de uma bebedeira com amigos, em casa, mas não há provas.

Ele fez um testamento em 25 de março, quase um mês antes de morrer, no qual se descreve como “em perfeita saúde e memória, Deus seja orado”. Essa era uma frase típica e não significa necessariamente que ele já não estivesse apresentando sintomas de uma doença que mais tarde se revelou fatal. Esta versão do testamento é, aparentemente, uma reformulação de uma feita em janeiro anterior, o que poderia ser interpretado como uma indicação de doença durante um período mais longo. No podcast Como Shakespeare morreu?, da Shakespeare Birthplace Trust, uma instituição de caridade independente que cuida dos maiores patrimônios de Shakespeare do mundo em Stratford-upon-Avon e promove o prazer e a compreensão de suas obras, vida e época em todo o mundo, é possível ouvir, em inglês, especialistas discutirem os rumores e histórias que cercam a morte do poeta.

No site da Shakespeare Birthplace Trust, também é possível acompanhar a programação das atividades previstas para a semana comemorativa.

 

Leia a matéria completa na coluna da Lorena no Paraná Portal 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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