Certificações atualizadas de segurança dos alimentos passam a ser foco do mercado

Castrolanda, cooperativa do Grupo Unium, recebeu reconhecimento internacional FSSC 22.000

 

A busca de grandes multinacionais por parceiros que investem em certificações atualizadas tem crescido e provado a necessidade de normas que garantem a segurança do produto no mercado alimentício. Em março, a Castrolanda Cooperativa Agroindustrial – Unidade Castro, conquistou o certificado FSSC 22.000 (Food Safety System Certification). O reconhecimento é válido para produtos da família do leite e derivados UHT, alimentos enterais UHT, alimentos vegetais UHT e produtos lácteos a granel e seus derivados.
Reconhecido internacionalmente e concedido por empresas especializadas, como a Bureau Veritas (BV), o FSSC 22.000 assegura que as indústrias cumprem com rigor uma série de requisitos legais e estatutários, requisitos de clientes, e normas técnicas das práticas de gestão de segurança de alimentos, que garantem que o consumidor final receba um produto seguro e qualificado. Criada em 2009, a certificação recebeu várias atualizações, sendo a última dela realizada em julho de 2017, passando a valer em janeiro deste ano. A certificação, que é voluntária, é válida por três anos e a empresa se dispõe a passar por auditorias realizadas anualmente.
Investimento em tecnologia e processos produtivos seguros têm se tornado uma tendência no segmento da indústria alimentícia. “A FSSC 22.000 se consolidou como uma das normas mais importantes do mercado e hoje somos uma das poucas indústrias de alimentos no Brasil a receber essa certificação. O objetivo é que, até o início de 2021, a unidade da Castrolanda localizada em Itapetininga e a Frísia também estejam devidamente certificadas”, ressalta Paulo Mauricio, Gerente de Qualidade da área de leite do Unium, que congrega as cooperativas Capal, Castrolanda e Frísia.
Sempre em busca de qualidade
A Castrolanda é mais uma das marcas do grupo Unium que recebeu reconhecimento. Em 2016, a Alegra Foods conquistou o certificado internacional quanto às Práticas de Bem-estar Animal no abate, tornando-se a primeira planta brasileira com essa certificação em bem-estar suíno, fornecida pela WQS. De acordo com o superintendente da Alegra, Ivonei Durigon, essas chancelas fazem toda a diferença. “Reconhecimentos assim são de extrema importância, pois temos percebido que o cliente tem optado por produtos certificados, que dão garantia de controles ambientais, sociais e, principalmente, de saúde”, avalia.
 
Sobre a Unium
A Unium é a marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal e representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. As marcas reunidas pela Unium são reconhecidas pela qualidade e excelência, e entre elas está a Alegra.
A Unium também conta com três marcas de lácteos: Colaso, Colônia Holandesa e Naturalle – esta, de produtos livres de aditivos. No setor de grãos, a Unium conta com a marca Herança Holandesa (farinha de trigo), voltada para o mercado B2B (empresa para empresa). Ela é produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22.000, o que a qualifica com elevados padrões de exigência.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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