Chuveiro quente e cama confortável? Clientes passam a exigir mais que isso dos hotéis

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Rede Deville investe na reforma de fitness centers e lança programa Mais Saúde para atender demanda dos hóspedes

Até pouco tempo, o nível de exigência das pessoas que viajavam a trabalho era uma boa cama e um chuveiro quente. Outras consideravam ainda itens como atendimento, localização, qualidade do café da manhã e velocidade de internet. No entanto, de dois anos para cá, a Rede de Hotéis Deville notou um comportamento diferente por parte dos hóspedes das unidades espalhadas nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste: a preocupação com o bem-estar e a qualidade de vida.
Por isso, a academia e as opções saudáveis no cardápio passaram a ser fatores determinantes na escolha do hotel. “As pesquisas nos apontaram esse caminho e já adotamos novas práticas para atender a essa necessidade”, explica José Mário Espíndola, diretor de operações da Rede de Hotéis Deville, que acaba de investir R$ 1,5 milhão na reforma dos fitness centers das nove unidades do grupo.
Outra novidade é o lançamento do programa Mais Saúde, que contempla opções saudáveis de alimentação no café da manhã, sem custos extras. “O objetivo é atender às pessoas que desejam manter os hábitos alimentares, ou a dieta, mesmo fora de casa”, explica a nutricionista da Rede Deville, Elisângela Casagrande.
Lançado em outubro, o projeto, implantado em praticamente todos os hotéis da marca (exceto Guaíra/PR), prevê a utilização de ingredientes frescos e crus, preservando os nutrientes e vitaminas dos alimentos. No café da manhã são disponibilizadas frutas da estação, diversos tipos de castanhas, grãos, sucos naturais funcionais e opções não gordurosas de queijos, frios e pães, entre outras opções.
No cardápio fixo e no room service existem opções light para almoço e jantar, como carnes e peixes grelhados, além de legumes preparados de maneira diferenciada, que preservam a qualidade dos nutrientes, sem perder o sabor de uma boa refeição. “Não é uma viagem ou uma reunião de trabalho que vão fazer a pessoa desistir da dieta ou desviar de seus objetivos. O Programa Mais Saúde prova que é possível comer bem e de maneira saudável mesmo fora de casa”, reforça Elisângela.
De acordo com ela, os itens variam de acordo com a bandeira do hotel: Prime oferece diversas opções, Business um pouco menos e o Express apenas algumas. Já os alimentos sem glúten e sem lactose também estão à disposição dos hóspedes. Em caso de restrição alimentar, a indicação deve ser feita no momento da reserva e o hotel providenciará, com fornecedores credenciados, os alimentos necessários para atender à demanda.
Logo nos primeiros meses do programa, a Rede Deville já colheu bons resultados. “Vários hóspedes elogiaram a iniciativa e percebemos, também, a adesão de novos clientes por causa dessa novidade. A ampliação e reforma das academias (fitness center) também contribuiu, provando que, a cada dia, as pessoas estão mais preocupadas com a saúde e o bem estar”, finaliza Espíndola.
Sobre a Rede Deville
A Rede Deville começou suas atividades com o Hotel Deville Colonial, no centro de Curitiba, na década de 70. Desde então, vem crescendo e se consolidando como um dos principais grupos hoteleiros do país. Atualmente, atua como operador e investidor nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste, com nove hotéis, aproximadamente 1.500 acomodações e mais de 1.100 funcionários. Administra o São Paulo Airport Marriott Hotel (SP), Deville Prime Salvador (BA), Deville Prime Cuiabá (MT), Deville Prime Porto Alegre (RS), Deville Business Curitiba (PR), Deville Business Maringá (PR), Deville Express Cascavel, Deville Express Guaíra (PR) e o novo Deville Prime Campo Grande (MS).
Para reservas, entre em contato com a Central de Reservas Deville pelo 0800 703 1866 (ligação gratuita) ou pelo www.deville.com.br.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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