Com crescimento de 50% em vendas, carros elétricos avançam no setor automotivo brasileiro

O mercado brasileiro de veículos eletrificados tem batido recordes de vendas nos últimos anos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). No primeiro trimestre de 2023, obteve-se o melhor resultado da série, com 14.787 carros elétricos e híbridos vendidos no país. Isso representa um crescimento superior a 50% em comparação com o mesmo período do ano passado, que registrou a venda de 9.844 unidades. A participação dos veículos eletrificados tem se consolidado cada vez mais, o que aumenta a procura dos consumidores por esses modelos.

Mantendo o padrão de dirigibilidade e conforto dos sedãs e SUVs, sem abrir mão da robustez e versatilidade esperadas em uma picape, a Ford lançou a primeira picape híbrida do Brasil, a Maverick Hybrid. “Somos a primeira marca a lançar uma picape totalmente híbrida, reforçando o pioneirismo e a liderança da montadora no segmento. A Maverick é o primeiro passo para o plano de eletrificação que teremos ao longo do ano. Ainda em 2023, chegará o Mustang Mach-E e a E-Transit para atender aos diferentes segmentos do mercado”, conta o gerente comercial da Ford Slaviero, Rogerio Novaki  – concessionária mais tradicional da marca em Curitiba.

A picape foi testada e validada em mais de 10 milhões de quilômetros, rodando em  condições extremas e diferentes tipos de terreno. “Sua construção monobloco incorpora a caçamba conectada ao pilar C, o que contribui para a alta rigidez torcional. A princípio, teremos disponível na loja a versão Lariat”, adianta Rogerio.

Motor

A picape é equipada com motor Atkinson 2.5 a gasolina e um motor elétrico, fortalecendo sua proposta de uso urbano. Esse conjunto gera uma potência combinada de 194 cv e possibilita ao veículo ter um consumo médio de 15,7 km/l na cidade e de 13,6 km/l na estrada, com uma autonomia de mais de 800 km. Além disso, oferece um torque de 210 Nm, acoplado a uma transmissão e-CVT de última geração, onde estão integrados o motor de tração elétrico e também um gerador. 

“Ela tem um desempenho de carro esportivo, com aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos, torque instantâneo e um rodar silencioso, tornando a experiência de direção ainda mais refinada”, explica Novaki. Ele também destaca que, em comparação com as picapes e SUVs concorrentes a diesel, a Maverick Hybrid Lariat é cerca de 30% mais econômica no consumo, além de oferecer melhor performance, autonomia, espaço interno, conforto, silêncio, versatilidade e experiência única ao motorista.

A avançada transmissão utiliza engrenagens planetárias e possui função reduzida para subidas e descidas íngremes. Os dois motores, elétrico e a combustão, trabalham de forma isolada ou em conjunto no acionamento da tração dianteira. Essa seleção é feita automaticamente, sem ação do motorista, para oferecer o melhor desempenho e rendimento com base na demanda de torque, potência e nível de carga da bateria.

Conforto

O design da Maverick, com suas linhas retas e proporções icônicas, é uma característica marcante da família de picapes da Ford. Comparada a outras picapes da mesma categoria, ela se destaca em tamanho, com 5.110 mm de comprimento e 1.733 mm de altura, além de possuir uma distância entre os eixos de 3.076 mm, oferecendo mais espaço e conforto aos passageiros. Essa diferença é especialmente perceptível nas medidas de joelhos, cabeça e ombros dos passageiros que ocupam o banco traseiro.

A cabine também chama atenção pelo acabamento moderno e pelas soluções inteligentes de espaço. Os bancos possuem revestimento premium ActiveX, com regulagem elétrica em oito posições para o motorista e ajuste manual em seis posições para o passageiro. O volante revestido em couro conta com ajuste de altura e profundidade. Já o seletor rotativo de marchas e o freio de estacionamento elétrico liberam espaço no console e facilitam o acesso aos diversos porta-objetos.

O compartimento localizado sob o banco traseiro é outra grande novidade. Com a abertura do banco a 90º, o acesso a essa parte é fácil e ideal para acomodar itens como mochilas e equipamentos esportivos. As portas são bem aproveitadas, com espaço para garrafas de até 1,5 litro, guarda-chuva e até mesmo encaixes para transportar uma bike. O para-brisa acústico contribui para o surpreendente silêncio interno.

A caçamba, com capacidade de 943 litros e suporte para até 659 kg, é totalmente funcional. Com 1.344 mm de comprimento e uma largura padrão para acomodar um pallet (1.353 mm), a Maverick oferece flexibilidade para transportar diversos tipos de carga. “A caçamba é revestida com material resistente e possui compartimentos inteligentes nas laterais, oito pontos de fixação e encaixes para divisores. A tampa pode ser aberta em posição intermediária para transportar objetos maiores e a preparação de engate permite rebocar até 400 kg”, completa o gerente da Ford Slaviero.

Esportiva e econômica

A Maverick Hybrid oferece um desempenho dinâmico que surpreende quem está acostumado a dirigir picapes convencionais. A combinação de desempenho e controle traz muita confiança ao motorista tanto em condições de carga máxima quanto vazia. 

O freio regenerativo com assistência em rampas, a grade aerodinâmica ativa, o sistema Auto Start-Stop e os pneus de alta eficiência contribuem para que a picape alcance um consumo combinado de 14,6 km/l. O tanque de combustível comporta 57 litros. A bateria de tração, de células de íons de lítio, tem capacidade de 1,1 kWh e potência máxima de 27 kW. Pesando 27 kg, essa bateria é extremamente compacta e conta com um sistema de arrefecimento líquido, permitindo sua instalação sob o assoalho sem interferir no espaço da cabine.

A suspensão dianteira independente, do tipo McPherson, possui amortecedores com “stop” hidráulico, enquanto a suspensão traseira é formada por eixo de torção e molas de força vetorizada. Ambas garantem um rodar macio e controlam com eficiência a rolagem da carroceria. “A  Maverick vem com cinco modos de condução: normal, rebocar, escorregadio, eco e esportivo, que ajustam automaticamente a sensibilidade do controle de estabilidade, do acelerador e da direção para otimizar o desempenho e a segurança em diferentes condições de rodagem”, complementa Rogerio.

Tecnologia e conectividade

Com o aplicativo FordPass, os clientes podem agendar serviços – inclusive com retirada e entrega em casa –, conferir os preços on-line, acompanhar em tempo real a execução dos serviços e contar com suporte técnico 24 horas. Além disso, é possível fazer uso do “exclusivo acompanhamento preventivo inteligente”, pelo qual uma equipe de especialistas monitora mais de 3.000 alertas de funcionamento do carro e, ao identificar uma condição crítica, orienta prontamente o cliente. “O aplicativo também permite o travamento e destravamento remoto do veículo, partida remota com climatização, recebimento de alertas de funcionamento e acionamento do alarme, localização do veículo e verificação da  autonomia, odômetro e pressão dos pneus”, finaliza.

Uma função introduzida agora é o monitoramento da vida útil do óleo com revisões inteligentes. As revisões são realizadas com base no monitoramento das condições reais de uso do veículo, reduzindo o desperdício de óleo e proporcionando mais transparência no controle das revisões, além dos benefícios ambientais.

As tecnologias avançadas de conveniência e segurança  proporcionam uma interação altamente intuitiva e facilitam o dia a dia do usuário. A Maverick Hybrid possui um painel de tela digital de 6,5 polegadas, multimídia SYNC com tela de 8 polegadas e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto. Além de chave com sensor de presença e botão de partida, abertura da porta por teclado, alarme com imobilizador e ar-condicionado digital dual-zone.

E junto com as facilidades, a tecnologia dá mais segurança ao incluir sete airbags com detecção inteligente de ocupantes, assistente de frenagem com detecção de pedestres e ciclistas, controle eletrônico de estabilidade e tração, faróis de LED com acendimento e luz alta automáticos, câmera de ré, assistente de partida em rampa, assistente de frenagem pós-colisão e monitoramento de pressão dos pneus.

Outra inovação é o recurso que faz o câmbio retornar automaticamente à posição de estacionamento sempre que a porta é aberta, uma medida adicional de proteção aos ocupantes. Há também quatro entradas USB, sendo duas do tipo A e duas do tipo C, e tomadas 12 V na parte traseira.

A Ford também oferece uma linha completa de acessórios para personalização da picape, composta por itens como capota rígida elétrica e manual, capota marítima, “santantônio”, estribos, alargador de paralama, entrada de ar do capô e aerofólio da cabine. Além desses, há itens funcionais, como sensor de estacionamento, ponteira de engate, suporte para bicicleta, extensor/divisor de caçamba e caixas organizadoras.

Sobre a Ford Slaviero

Há quase 80 anos no mercado automotivo, a Ford Slaviero é uma das concessionárias de veículos mais tradicionais e sólidas do mercado, sendo revenda Ford com maior tempo de mercado em Curitiba. Os clientes podem contar com as facilidades oferecidas no comércio de veículos 0km, seminovos multimarcas, peças e serviços especializados. Mais informações: fordslaviero.com.br.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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