Com mais de 11 mil km percorridos mensalmente, farmacêutica investe em logística para garantir entregas em 24h

Demanda crescente faz empresa implantar novos centros de distribuição e sistema de gerenciamento e expansão das filiais

Conforme apontado por um levantamento do IQVIA, líder global em utilização de informações, tecnologia, análises avançadas e conhecimento especializado, o setor varejista farmacêutico estima crescimento de 10,5% em 2023 se comparado a 2022, quando movimentou R$ 162 bilhões no ano. A perspectiva é que a indústria farmacêutica brasileira figure entre as cinco primeiras posições no ranking mundial do setor até 2025. Na América Latina, o país já é o principal mercado, à frente de México, Colômbia e Argentina. Com o casamento entre o progresso no desenvolvimento de produtos pelas indústrias e a rápida abertura de novas farmácias no país, a eficiência logística faz diferença.

Esta é uma área de forte investimento para a indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, com o objetivo de assumir a gestão completa da logística de fornecimento de seus produtos nos próximos dois anos. Hoje, dos 35 centros de distribuição que utiliza para atender 5.570 municípios brasileiros, 19 possuem toda a cadeia sob sua administração.

“Em outubro, inauguramos um centro de distribuição em Campo Grande (MS). Nesses locais, toda a gestão estará sob nossa responsabilidade. Para o ano que vem, também está previsto investimento de R$ 4 milhões para implantação do sistema de gerenciamento e expansão das filiais”, explica o diretor-adjunto de logística da Prati-Donaduzzi, Everton Especiato.

Entregas mais rápidas

Em 2010, a Prati-Donaduzzi deu início ao seu processo de expansão. Dois anos depois, já contava com dois centros de distribuição próprios, um localizado no Paraná e outro em Goiás. Após pouco mais de treze anos, a empresa comanda uma frota composta por 44 caminhões, que percorrem mais de 11 mil quilômetros todos os meses, transportando mais de 350 mil volumes. A intenção é que todas as entregas sejam feitas em até 24 horas.

“Nossa logística é muito mais complexa do que apenas a entrega no ponto de venda. O recebimento de insumos de diversos países, além do gerenciamento de embalagens, é também um aspecto essencial. Atualmente, 77% de nossas entregas são realizadas em 24 horas. Se considerarmos os municípios em que a Prati-Donaduzzi faz toda a gestão, esse índice aumenta para 80%. As questões geográficas têm um impacto significativo e representam um importante fator desafiador”, afirma Especiato.

Sobre a Prati-Donaduzzi

A Prati-Donaduzzi, indústria farmacêutica 100% nacional, é especializada no desenvolvimento e produção de medicamentos. Com sede em Toledo, Oeste do Paraná, produz aproximadamente 13 bilhões de doses terapêuticas por ano e gera mais de 5 mil empregos. A indústria possui um dos maiores portfólios de medicamentos genéricos do Brasil e desde 2019 vem atuando na área de Prescrição Médica, sendo a primeira farmacêutica a produzir e comercializar o Canabidiol no Brasil.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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