Com novos formatos de trabalho, empresas investem em educação corporativa para fortalecer cultura organizacional

Treinamento e desenvolvimento fazem parte do investimento de 86% das empresas brasileiras que querem conectar funcionários com propósito da marca

Colaboradores engajados vendem 20% a mais, são 17% mais produtivos e têm 40% a menos de faltas no trabalho, segundo um estudo da Gallup. Mas, para alcançar esses resultados, o investimento de empresas deve passar pela educação corporativa e cultura organizacional. Muitas empresas brasileiras já sabem disso e 86% delas têm um orçamento anual destinado ao treinamento e desenvolvimento dos funcionários, como mostra uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD).

Capacitar os colaboradores é um investimento estratégico. A publicação internacional Harvard Business Review aponta que trabalhar em um local que possibilita crescer profissionalmente e adquirir novos conhecimentos é o fator número um para que os funcionários se sintam felizes. Para o analista de implantação sênior na TOTVS Curitiba, Renê Franco, a busca por desenvolvimento profissional é uma necessidade imposta pelo próprio mercado que está sempre em movimento. “Atualmente, o conhecimento tem um valor enorme e precisamos estar preparados para executar as mais diversas atividades. Por isso, quando empresas abrem as portas para treinamentos, é preciso abraçar essa oportunidade”, analisa.

O mercado de trabalho se tornou ainda mais desafiador para empresas do mundo inteiro. As mudanças, causadas principalmente pela pandemia, resultaram em uma nova forma de trabalho, em que o tempo se transformou num recurso escasso e a capacidade de se reinventar passou a ser fundamental. Em meio a esse cenário, algumas empresas têm buscado promover a cultura da aprendizagem. “É preciso implementar ações e práticas para desenvolver os colaboradores por meio do aprendizado dentro do próprio ambiente de trabalho”, afirma Márcio Viana, diretor-executivo da TOTVS Curitiba, empresa que também vem desenvolvendo o público interno por meio de treinamentos e eventos.

Propósitos alinhados

O estudo feito pela Accenture identificou que apenas uma em cada seis pessoas se sente realmente conectada ao trabalho. Para resolver essa questão, as empresas encaram o desafio de transmitir seu propósito para cada funcionário, ao mesmo tempo em que investem em capacitação. Segundo Márcio Viana, os colaboradores só estarão dispostos a experimentar novos formatos de trabalho quando entenderem como tudo está relacionado aos valores da corporação. “Sem um objetivo bem delineado, as empresas terão dificuldades para engajar suas equipes e suprir as demandas do mercado. E, para isso, é preciso se conectar aos funcionários e comunicar essa cultura empresarial, que tem de estar aberta para mudanças”, explica.

“Quando ficam claras as metas e a visão da empresa, é muito mais fácil se sentir impulsionada a projetar melhores resultados e alcançar mais produtividade”, declara Samira Gonçalves de Amaral, analista administrativa da TOTVS Curitiba. Para despertar a motivação dos colaboradores e aprimorar os relacionamentos interpessoais entre os times da empresa, eventos corporativos são ferramentas essenciais que impactam na cultura organizacional e alavancam o potencial do negócio. “Eventos proporcionam motivação e engajamento não só entre equipes, mas também da empresa como um todo. Ao final de cada encontro, o sentimento é de pertencimento e, também, aumenta a vontade de continuar a evoluir como profissional”, acrescenta.

Profissionais do futuro

Nove em cada 10 gerentes não possuem as habilidades necessárias para exercer suas profissões. Os dados são de um relatório da consultoria McKinsey & Company, que mostra ainda que 87% das empresas não possuem hoje o talento que precisarão no futuro. Para corrigir isso, companhias têm preparado os times para a transformação digital com treinamento e qualificação. “Ao aliar o crescimento do negócio com o desenvolvimento de colaboradores é possível atrair e reter talentos. Além disso, profissionais habilitados são a chave para transformar crises em experiência de fortalecimento e aprendizado”, reitera o diretor- executivo da TOTVS Curitiba.

O sucesso das empresas está cada vez mais ligado às pessoas, e elas são o ativo mais importante de qualquer companhia. Para Charllon Trauer Farias, arquiteto de soluções da TOTVS Curitiba, é essencial que exista uma comunicação transparente entre colaboradores e gestores para que o profissional vista a camisa da empresa e entregue uma solução acertada ao cliente. “O funcionário precisa entender que o seu papel é de extrema importância no processo como um todo, pois só assim ele terá força motriz para fazer acontecer na ponta”, reforça.

Implementar uma nova agenda, com foco nos seres humanos, utilizando ações disruptivas. Esse precisa ser o objetivo de empresas que queiram criar um ambiente em que as pessoas se sintam protagonistas e, assim, possam colocar em prática seus conhecimentos. “Mais do que nunca, líderes de negócios e executivos de recursos humanos devem repensar regras para o futuro do trabalho, colocando o colaborador no centro das decisões e garantindo que ele seja livre para explorar o melhor de seu potencial”, finaliza Márcio Viana.

Sobre a TOTVS  

Líder absoluta em sistemas e plataformas para gestão de empresas, a TOTVS entrega produtividade para 70 mil clientes por meio da digitalização dos negócios. Indo muito além do ERP, oferece serviços financeiros e soluções de business performance, investindo R$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento nos últimos cinco anos para atender as exigências de 12 setores da economia. Como uma empresa originalmente brasileira, a TOTVS acredita no “Brasil que Faz” e apoia o crescimento e a sustentabilidade de milhares de negócios e empreendedores, de norte a sul do país, por meio de sua tecnologia. Para mais informações, acesse o site.  

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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