Com vendas de carros novos em alta, startups veem oportunidade de modernização do setor

O mercado de carros usados vive um momento de aquecimento. Com alta de 10,9% sobre julho, as transações desse tipo de veículo, em agosto, tiveram o melhor resultado de 2022. Foram mais de 1,3 milhão de veículos que trocaram de titularidade no mês, com todos os segmentos automotivos registrando altas superiores a 9% sobre o resultado do mês anterior. São dados recentes da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os números são reflexos do aumento da produção de veículos e animam empresas que têm metas arrojadas para o mercado automotivo.

“São dois meses seguidos de aumento, nos quais as transações de usados tiveram seus melhores números até agora. Isso demonstra que o setor automotivo vem reforçando o movimento de recuperação, após um início de ano desafiador”, analisa Marcos Pavesi, head comercial da startup Dealersites, que atua como laboratório de inovação para a digitalização do mercado automotivo. “Com certeza, a retomada das importações de semicondutores influenciou no número extra de carros nos pátios das montadoras e, consequentemente, está refletindo na guinada das vendas”, complementa.

Seguindo a tendência de crescimento, o emplacamento registrou alta de 12,6% em agosto, totalizando 346,5 mil unidades. No início de 2022, o setor chegou a apresentar retração superior a 15%, enquanto no último mês o resultado foi apenas 0,03% menor que em 2021. Para o head comercial, os passos contrários à retração permitem a consolidação da recuperação e neutralização da queda em relação ao mesmo período do ano passado. “Junto com esse aquecimento, vem novidades que prometem um novo jeito de consumir e andar de automóvel”, prevê o head comercial da startup que atua na digitalização de concessionárias.

Futuro é elétrico

A indústria veicular se transforma muito rapidamente e abre novos caminhos para a mobilidade urbana. Com isso, os meios de transporte movidos a gasolina ou a diesel estão, aos poucos, sendo substituídos por carros, motos, patinetes e até mesmo ônibus abastecidos por meio de uma tomada. Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e pela consultoria Boston Consulting Group (BCG) indica que a mudança das frotas para carros elétricos já é significativa nos Estados Unidos, China e em todo o território europeu. Até 2035, a expectativa é que os Estados Unidos vejam a presença de carros movidos a gasolina reduzir de 88% para 2%.

De uma forma bem mais tímida, empresas brasileiras também entram, aos poucos, na corrida da eletromobilidade. Embora ainda seja um nicho com 4,2% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves, há mais de 70 modelos eletrificados disponíveis no Brasil, podendo chegar a 100 até o fim do ano. “Os modelos elétricos e híbridos têm conquistado os consumidores que querem um carro mais econômico, menos poluente ou simplesmente estão curiosos para testar a nova tecnologia”, avalia Marcos Pavesi.

Novidades no setor

Com soluções inovadoras voltadas para digitalizar concessionárias e facilitar a venda on-line, a Dealersites acompanha o cenário favorável do mercado automotivo e deve trazer novidades para a ExpoFenabrave 2022. Além de lançar o rebranding da marca, a startup irá apresentar as novas funcionalidades do Digital Experience (DXP), solução criada para aumentar a visibilidade de lojas em um raio de atendimento maior do que o espaço físico consegue alcançar.

Para contribuir na recuperação do mercado, a Dealersites aposta em competitividade e inovação. Segundo o head comercial da startup, Marcos Pavesi, o foco deve estar na experiência dos usuários, ajudando o cliente final em sua jornada de compra. “É preciso acompanhar as novas demandas do mercado e, nelas, identificar oportunidades para criar novos modelos de negócios”, explica. A criação de soluções digitais resulta em tecnologias adequadas para aprimorar operações, reduzir custos e aumentar o retorno financeiro de empresas.

O maior encontro do setor de distribuição de automóveis da América Lartina, deve reunir mais de 5 mil pessoas em São Paulo, nos dias 21 e 22 de setembro. “A ExpoFenabrave é um dos mais importantes eventos do setor, onde estarão presentes todos os principais players da cadeia produtiva e de distribuição automotiva do país”, comenta Pavesi. “Como líderes de mercado no segmento de plataformas digitais e sites para concessionárias é importante apresentarmos o nosso trabalho inovador”, conclui.

Sobre a Dealersites

A Dealersites é uma startup paranaense que atua na digitalização do mercado automotivo. Criada em 2015, a startup tem mais de mil clientes em todo o país. O foco da empresa é atuar na experiência do consumidor, investindo em estratégias de marketing digital para gerar maior conversão para as concessionárias. Para isso, desenvolve plataformas digitais 100% voltadas ao setor automotivo, à performance de vendas e a análises e integração de dados, além de realizar um trabalho de SEO para manter os clientes bem ranqueados nos mecanismos de busca e oferecer indicadores de marketing digital – como métricas de analytics – que ajudam nas estratégias e tomadas de decisões.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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