Congresso jurídico digital aborda Agenda 2030 e impacto nos negócios em meio à pandemia

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Evento online acontece até o dia 31 de julho, com realização da OAB e da ESA Nacional

Com o objetivo de debater os impactos no Direito, na Justiça e na sociedade provocados pela pandemia do novo coronavírus, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Escola Superior de Advocacia Nacional (ESA Nacional) vão realizar o I Congresso Digital Covid-19: Repercussões Jurídicas e Sociais da Pandemia. O evento online acontece até o dia 31 julho e já conta com mais de 100 mil inscritos. 

Nos cinco dias de congresso, serão apresentados mais de 140 painéis, abordando os mais variados campos do Direito, com a participação de cerca de 400 palestrantes. Entre eles está o painel “Pacto Global – Questões jurídicas dos negócios, investimento e Agenda 2030”, que será realizado no dia 29 de julho, às 11h20. 

Um dos nomes confirmados para a palestra é da advogada Rachel Avellar Sotomaior Karam, que é coordenadora do Grupo Jurídico do Sistema B Brasil e integrante do Comitê da Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto (ENIMPACTO) do Ministério da Economia. “Nunca a discussão desses temas foi tão urgente. Precisamos analisar quais são os conceitos jurídicos e econômicos que precisamos desafiar para que todos os negócios possam ser parte das soluções sociais e ambientais que o nosso país tanto precisa. É necessário discutir qual é o papel do advogado na promoção de uma economia mais inclusiva, equitativa e regenerativa”, afirma Karam, que é especialista em direito societário, com LLM em análise econômica do direito e sócia do escritório Tesk Advogados. 

O painel também contará com a participação da presidente da Comissão Especial do Pacto Global da OAB Nacional, Luciane Maria Trippia; do desembargador do TRF1, Carlos Brandão; e do presidente do Instituto Legado de Empreendedorismo Social, James Marins.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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