Contas de começo de ano mostram dificuldade do brasileiro em poupar

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil mostra que só 9% dos brasileiros dizem conseguir bancar despesas de início de ano; controle de gastos e produtos financeiros adequados podem auxiliar nesta tarefa

Apenas 9% dos brasileiros alegam ter condições de pagar as despesas sazonais do início de ano, caso do Imposto Predial e Território Urbano (IPTU), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), material escolar, além das despesas fixas, como luz, água, condomínio, entre outras. Os dados são de um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Pior: 11% das pessoas não fizeram qualquer planejamento para arcar com esses compromissos já conhecidos.
De acordo com o estudo, houve um aumento no número de pessoas que juntaram dinheiro para não sofrer com as despesas sazonais: saindo de 21% no levantamento de 2018 para 31% em 2019. Além disso, 31% dos entrevistados afirmam ter guardado parte do décimo terceiro salário para cobrir esse tipo de gasto, 24% abriram mão de compras do Natal para sobrar recursos e 19% fizeram algum bico ou trabalho extra para aumentar a renda para o período. A gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adriana Zandoná França, afirma que esses números mostram como o planejamento financeiro deveria ser um tema importante para o brasileiro.
“O primeiro passo para fazer um bom planejamento financeiro é saber o quanto se ganha e se gasta. Isso pode ser colocado em uma planilha simples. Ao ter essa informação disponível, fica fácil identificar o que é supérfluo”, explica Adriana. De acordo com ela, com esses dados em mãos, é possível estimar os gastos sazonais ao longo do ano (além das despesas de início de ano, de datas comemorativas, como Dia dos Pais, das Mães, das Crianças, Natal, gastos com férias, entre outros). “Sabendo que existe esse compromisso financeiro e guardando todo mês um pouquinho para ter uma reserva financeira, evita-se entrar em dívidas, especialmente no início do ano”, sugere.
Dessa maneira, além de ter o controle financeiro, garante-se que a pessoa não necessite de algum tipo de empréstimo e até mesmo possa priorizar o pagamento dessas contas. “Em geral, nesse tipo de despesa de início de ano, é possível obter descontos, como o pagamento à vista”, diz Adriana. Outra sugestão é de, caso não seja possível quitar em uma parcela, incluir o valor do parcelamento na planilha financeira, de modo a contar com essas despesas nos meses seguintes.
Produtos financeiros
Alguns produtos oferecidos podem auxiliar os brasileiros a pouparem os recursos ao longo do ano e darem alívio em janeiro. No caso das pessoas com menos disciplina, a Poupança Programada é uma opção. “Todos os meses, existe uma programação para debitar uma quantia em uma data específica, normalmente no recebimento do salário, assim não há risco de gastar este dinheiro. O ideal não é fazer uma reserva financeira apenas quando sobra. Nesse caso, torna-se uma espécie de obrigação”, esclarece Adriana, completando que o serviço é oferecido pela instituição financeira cooperativa.
No caso de pessoas que estão acostumadas a investir e contam com um volume de recursos maior, o Sicredi oferece um portfólio como RDC/Sicredinvest, LCA, fundos de investimento de renda fixa e mais agressivos, como os atrelados ao mercado de ações. “Para os perfis de investidores moderados e arrojados, que buscam uma rentabilidade maior e por isso estão dispostos a correr maiores riscos, oferecemos fundos multimercado e de ações. Existe um portfólio completo para atender o investidor, tanto o que quer começar a poupar quanto o que busca diversificar seus investimentos”, ressalta a gerente de Desenvolvimento de Negócios do Central Sicredi PR/SP/RJ.
Educação financeira
Não há idade para ter mais cuidado com o dinheiro. “No mundo ideal, a educação financeira faria parte do Ensino Fundamental. Quando se sabe lidar com o dinheiro, há tendência de ter mais tranquilidade na vida adulta. Mas, se não houve essa base lá atrás, nunca é tarde para começar a fazer um planejamento financeiro”, ensina Adriana. De acordo com ela, não é nada complexo: basta ter disciplina para acompanhar a entrada e saída de recursos; cuidado para anotar os gastos; e avaliar o uso do dinheiro.
Nesse contexto, o Sicredi conta com duas ações voltadas a perfis diferentes. O projeto “Cooperaração na Ponta do Lápis”, que leva educação financeira para adultos e jovens. Em todas as agências do Sicredi, existem ao menos dois colaboradores capacitados para realizar oficinas com um conjunto de didáticas que ajudam os participantes a planejarem gastos, controlarem o desperdício e mostra a importância do planejamento financeiro para realizar sonhos.
No ano passado, a instituição financeira cooperativa lançou uma série especial de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica sobre o tema. Ao todo, serão seis edições de gibis, cujo conteúdo se baseia no Caderno de Educação Financeira do Banco Central: Nossa Relação com o Dinheiro; Orçamento Pessoal ou Familiar; Uso do Crédito e Administração das Dívidas; Consumo Planejado e Consciente; Poupança e Investimento; e Prevenção e Proteção. As primeiras três edições circularam no ano passado, atingindo cerca de 2,1 milhões de pessoas, sendo que as três restantes serão lançadas em 2019.
 
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
 

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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