Cooperativas levam informação e diversão para comunidade de Curitiba

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Realizado no Parque dos Tropeiros, na Cidade Industrial de Curitiba, no último sábado (30/6), Dia de Cooperar teve apresentações artísticas, oficina de educação financeira e orientações sobre saúde

O Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C, reuniu centenas de famílias que aproveitaram o sábado de sol para se divertir, cuidar da saúde e ainda aprender um pouco mais sobre educação financeira. O evento realizado no Parque dos Tropeiros, na Cidade Industrial de Curitiba, contou com a ajuda de 350 voluntários que trabalharam para demonstrar como pequenas atitudes podem ser transformadoras.
Apresentações artísticas, aulas de dança e muita música animaram o público durante todo o dia. Enquanto as crianças se divertiam, os adultos aproveitaram para cuidar da saúde com a realização de exames preventivos.
No estande do Sicredi – primeira instituição financeira cooperativa do Brasil – os visitantes receberam informações sobre como controlar os gastos e evitar dívidas. Com um jogo de tabuleiro montado no gramado do parque, as crianças brincaram e aprenderam sobre a importância de poupar. Os participantes também ganharam um cofrinho para colocar em prática tudo que descobriram sobre educação financeira.
As crianças ainda receberam um gibi especial da Turma da Mônica. Presente que Gabriel Antônio dos Santos aproveitou na hora: “estou lendo aqui que a gente precisa pensar antes de gastar o dinheiro, escolher o que vai comprar”. Acompanhado pelo pai, o estudante de 9 anos não largou a revista em quadrinhos até terminar a história. “Ele sempre gostou de ler e essa iniciativa de falar com as crianças sobre como lidar com o dinheiro é muito importante. No meu tempo a gente não tinha. Não aprendi [sobre educação financeira] nem na escola”, comentou Marcos Antônio dos Santos, pai de Gabriel.
O taxista, morador da Cidade Industrial, levou a família para aproveitar o Dia C. “Minha esposa ficou sabendo do evento e, como moramos aqui perto, resolvemos participar. Quando cheguei me surpreendi com as atividades oferecidas”, concluiu.
Para o presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, iniciativas como essa representam os valores do cooperativismo de crédito. “Nós acreditamos que a cidadania pode ser reforçada com ações de inclusão e educação financeira. Com atitudes muito simples, alinhadas aos nossos valores, pudemos colaborar e impactar comunidades de todo o Estado. Todas as cooperativas filiadas à Central Sicredi PR/SP/RJ realizaram diversas ações transformadoras”, analisou.
A iniciativa fez parte das celebrações do Dia Internacional do Cooperativismo, promovido pelo Sistema Ocepar em parceria com a Aurora, Central Sicredi PR/SP/RJ, Sicredi Integração PR/SC, Sicredi Campos Gerais PR/SP, Dental Uni, Sicoob Sul, Unimed Curitiba e Unimed Paraná e com o apoio da Unicic – União das Associações dos Moradores da Cidade Industrial de Curitiba, Sanepar e Prefeitura de Curitiba.
Dia C
O Dia de Cooperar, também conhecido como Dia C, foi realizado pela primeira vez em 2009, no estado de Minas Gerais. Com o apoio do sistema OCB, a iniciativa foi levada para outros estados a partir de 2013. O programa de responsabilidade social, promovido por cooperativas de todo o Brasil e realizado por meio de voluntariado, já beneficiou mais de 2 milhões de pessoas desde que foi nacionalizado.
 
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis emwww.sicredi.com.br.  
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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