Costa Rica 5 x 0 Brasil

[flgallery id=1618 /]

Apesar do favoritismo no futebol, Brasil perde de goleada em quesitos fundamentais, como educação, saúde, economia, meio ambiente e segurança

 

Depois do empate contra a Suíça, começaram os bolões para ver quem acerta o resultado do jogo do Brasil contra a Costa Rica, na próxima sexta-feira (22 de junho). Dentro de campo será difícil derrubar o Brasil de Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus. Mas, fora dos gramados, a Costa Rica está vencendo de goleada.
 
Educação – Costa Rica 1×0 Brasil
De acordo com a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente, a Costa Rica ganha do Brasil no quesito educação – e isso pode ser explicado pelo próprio investimento dos países na área. Segundo dados do Banco Mundial (2013), o Brasil investe 5,8% do PIB em educação, enquanto a Costa Rica investe 6,87% do PIB. A taxa de analfabetismo também é favorável à Costa Rica, que possui o menor índice da América Central: 3,2% da população acima de 15 anos, segundo o Banco Centroamericano de Integración Económica (BCIE). Enquanto o Brasil ainda tem mais de 8% da população analfabeta (Banco Mundial, 2013). No quesito literacia, a Costa Rica ocupa a 43a posição no ranking mundial, enquanto o Brasil ocupa a 76a posição, atrás inclusive dos vizinhos Paraguai (57a), Argentina (37a) e Uruguai (32a).
 
Saúde – Costa Rica 2×0 Brasil
Quando os países se enfrentam no campo da saúde, os resultados não ficam melhores para o Brasil. Começando pela expectativa de vida que, segundo o relatório de Desenvolvimento Humano de 2015, apresenta uma média de 79,4 anos na Costa Rica e apenas 74,5 anos de idade no Brasil. Esse índice é um reflexo da precariedade do país na estrutura de saúde. A Costa Rica está em 36ono ranking mundial da Organização Mundial de Saúde, que coloca o Brasil em 125o. “O Brasil, uma nação de investimento médio, fica entre os últimos colocados em razão dos elevados desembolsos que a população destina para cobrir gastos com saúde”, diz o relatório.
Outro fator relevante para a saúde de um país é a qualidade do saneamento básico, outro ponto fraco do Brasil. A Enciclopédia Britannica enfatiza que, no Brasil, “condições sanitárias e habitacionais precárias exacerbam os riscos à saúde”, principalmente entre a população mais pobre. Já sobre a Costa Rica, a Enciclopédia expõe que o país conseguiu praticamente eliminar as doenças mais comuns de climas tropicais, tendo seu sistema de saúde “considerado um modelo para outros países latino-americanos”. De acordo com o relatório de Desenvolvimento Humano de 2015, apenas 83% da população brasileira tem acesso à rede sanitária, enquanto na Costa Rica esse número sobe para 95%.
 
Segurança – Costa Rica 3×0 Brasil
Dados de 2013 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) colocam o Brasil no 13o lugar no ranking dos países com maior número de homicídios, com 26,5 mortes intencionais para cada 100 mil habitantes. Neste mesmo ranking, a Costa Rica aparece na 53a posição, com 8,4 homicídios a cada 100 mil habitantes. O Atlas da Violência 2018 do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra dados mais recentes e ainda mais alarmantes do Brasil: o país alcançou, em 2016, a marca histórica de 62.517 mortes intencionais, registrando uma taxa de 30,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, superando, pela primeira vez na história, o patamar de 30 mortes intencionais a cada 100 mil habitantes. Segundo o estudo, o indicador corresponde a 30 vezes a taxa de assassinatos da Europa. Por outro lado, há 65 anos, a Costa Rica aboliu as forças armadas e substituiu as bases militares por escolas – e hoje se orgulha de ter mais professores que soldados.
 
Meio Ambiente – Costa Rica 4×0 Brasil
O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo, ficando atrás apenas da Rússia. Porém, o desmatamento está reduzindo de forma significativa a área verde do território brasileiro. De acordo com o membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, o pesquisador Carlos Nobre, o desmatamento da Amazônia brasileira está perto de 20% de sua vegetação nos últimos 50 anos – e o limite de 20% a 25% seria o abismo climático irreversível para a manutenção de grande parte da floresta. Além disso, a Mata Atlântica já perdeu aproximadamente 88% da sua cobertura vegetal e hoje é considerada a quinta área mais ameaçada do planeta. Conforme estudos do Ministério do Meio Ambiente, 67% do Cerrado também sofreu modificação e a Caatinga teve sua vegetação reduzida pela metade devido ao desmatamento. São aproximadamente 500 mil hectares devastados por ano.
Enquanto isso, a Costa Rica é o primeiro país tropical em todo o mundo a conseguir reverter o desmatamento. Atualmente, a nação tem mais da metade de seu território coberta por florestas. Em 1983, as áreas remanescentes eram apenas 26% do total. A Costa Rica é o país com maior variedade de flora e fauna de toda a América Central. Apesar de responder por apenas 0,03% do território da superfície da terra, o país reúne, segundo cientistas, 4% de toda a biodiversidade do planeta. A Costa Rica ocupa o quinto lugar do mundo na classificação do Índice de Desempenho Ambiental de 2012 e o primeiro lugar entre os países do continente americano.
 
Economia – Costa Rica 5×0 Brasil
De acordo com o economista e reitor da Universidade Positivo (UP), José Pio Martins, a renda por habitante da Costa Rica fica entre 25% e 30% superior à do Brasil, o que possibilita aos costa-riquenhos um padrão de vida médio melhor que o padrão brasileiro. “Embora tenha passado por períodos de recessão econômica, nos últimos anos, a Costa Rica tem enfrentado bem a instabilidade mundial e mantido taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima do Brasil, razão por que a taxa de desemprego lá é menor”, explica.
Quando se compara o crescimento econômico, o Brasil está em processo de recuperação. Depois que queda de 7% em 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,5%), na maior recessão da história recente do país, o PIB deu sinais de recuperação e cresceu 1,0% em 2017, segundo o IBGE – número insuficiente para repor as perdas da atividade econômica na crise. Enquanto isso, a Costa Rica registrou um crescimento do PIB de 69,5% entre 2013 e 2017, a maior expansão de toda a América Latina, de acordo com a Comissão Econômica Para América Latina (Cepal). “Em matéria de economia e situação social, a Costa Rica é melhor que no futebol, esporte em que fica bem abaixo do padrão técnico dos brasileiros. Mas isso não significa que o Brasil ganhará automaticamente o jogo. É esperar para ver”, afirma o economista.

Share:

Latest posts

LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >
Dr. Geninho Thomé, fundador da Neodent.
Paranaense Geninho Thomé é reconhecido entre os 100 Mais Influentes da Saúde na categoria Empresário
Trajetória marcada pela inovação e pela ampliação do acesso à saúde bucal coloca o fundador da Neodent...
Saiba mais >