Curitiba recebe líderes do setor de energia a partir desta segunda-feira

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Duas mil lideranças do setor de distribuição de energia elétrica são esperadas para o SENDI 2016 – XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, que acontece de 7 a 10 de novembro, no ExpoTrade, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A cerimônia de abertura acontece nesta segunda-feira (7), às 19h30, com a presença do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, do presidente da Copel, Luiz Fernando Leoni Vianna, do presidente da ANEEL, Romeu Rufino, do presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, do governador Beto Richa, e representantes das principais concessionárias de energia do país.

Considerado o maior evento do segmento na América Latina, o SENDI 2016 é palco da apresentação de novas tecnologias, relacionamento de negócios, debate sobre novas tendências e integração de lideranças nacionais e internacionais. Composto por painéis com debates e apresentação de trabalhos técnicos, o encontro promovido pela Abradee e coordenado pela Copel centraliza a programação em quatro eixos: inovação, ética, gestão regulatória e clientes. O debate passa também pela diversificação de fontes de geração de energia frente à crescente demanda nacional por energia, por meio de fontes alternativas e renováveis, como a geração eólica. Nesta edição, 776 trabalhos técnicos também foram inscritos, dos quais 200 foramselecionados para serem apresentados em sessões técnicas e 80 em formato de pôster.
Na terça-feira (8), os debates iniciam com o painel de Gestão Regulatória, às 8h30. O ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Ruffino, e o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, discorrem sobre os mecanismos para estimular investimentos no setor de distribuição de energia, com a moderação da presidente do Grupo Neoenergia, Solange Ribeiro, e o apoio do gerente de Regulação da Copel Distribuição, Vicente Loiacono Neto.
O tema é particularmente espinhoso e sensível e, com certeza, gera muita polêmica e debates acirrados. Na visão dos analistas do mercado, a revisão do modelo regulatório do setor elétrico é essencial sob o risco de se voltar a vivenciar um racionamento de energia em dez anos. O setor exige alteração nas regras, em virtude da crescente introdução de fontes de energia, como a eólica e a solar, e o desenvolvimento da geração distribuída, entre outras transformações. Outro assunto que deve nortear os debates do painel envolve a questão da forte migração para o mercado livre de consumidores especiais.
No mesmo dia, a partir das 10h45, a discussão sobre inovação é mediada pelo vice-presidente de Assuntos Regulatórios da AES Brasil, Sidney Simonaggio, que aborda o tema com o vice-presidente da Silverspring Networks, Erik Dresswlhuys, o vice-presidente da Landys Gir do Japão, Steve Jenks, e Gualter Crisóstomo, diretor de Sustentabilidade da CEiiA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automotiva), um projeto português de referencia internacional em mobilidade urbana. O superintendente de Projetos Especiais da Copel e professor da Universidade Positivo, Júlio Shigeaki Omori, atua como  secretário do painel, apresentando a evolução tecnológica como fator de oportunidades de negócios para as distribuidoras.
Na quarta-feira (9), o evento inicia com o painel de Ética, às 8h30. A importância dos princípios éticos para a sustentabilidade empresarial é abordada pelo procurador do Ministério Público Federal, Deltan Martinazzo Dallagnol, o presidente da OAB/PR, José Augusto Araújo de Noronha, e o Coordenador do Comitê de Ética da Copel, Antônio Raimundo dos Santos. O painel é mediado pelo reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel, com o apoio do superintendente de gestão da Copel Distribuição, Maximiliano Andres Orfali.
Como identificar e satisfazer as expectativas dos clientes num ambiente regulado e em transformação é o tema central do debate mediado pelo presidente da Copel Distribuição, Antonio Sérgio de Souza Guetter, com a participação do superintendente da Aneel, Marcos Bragato, do presidente da Innovare Pesquisa, Milton Marques, e do presidente do Grupo Positivo, Hélio Rotenberg. O superintendente comercial da Copel Distribuição, Hemerson Pedroso, atua como secretário do painel, que acontece na quarta-feira, às 10h45.
Para o presidente da Copel, Luiz Fernando Leone Vianna, o Seminário tem uma importância que vai muito além do setor elétrico. “Mais que debater a nossa área de atuação, é fundamental a discussão sobre ética, inovação e excelência no atendimento ao cliente”, avalia. Segundo Vianna, a sustentabilidade empresarial será abordada nos três pilares: econômico, ambiental e social. “Não é mais possível pensar uma empresa sem foco em projetos com rentabilidade adequada, que permitam sua solidez financeira e perenidade, conciliada com o respeito aos públicos com quem se relaciona e com a promoção do desenvolvimento socioambiental onde quer que se faça presente”, afirma.
As inscrições para o XXII SENDI estão abertas e podem ser realizadas pelo site www.sendi.org.br. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail sendi2016@copel.com ou no telefone (51) 3061-3000.
 
SENDI 2016 – XXII Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica
Data: 7 a 10 de novembro de 2016
Local: Expotrade – Curitiba – PR
 
Sobre o SENDIrealizado desde 1962, o SENDI – Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica é considerado o maior evento do setor na América Latina. Ao longo de 21 edições, realizadas em 12 cidades diferentes, já reuniu mais de 22 mil participantes, além de presidentes da República, governadores, ministros de Estado e representantes das maiores distribuidoras públicas e privadas do País. Parâmetro no processo de modernização do setor e na apresentação de inovações da área, o SENDI já teve ao longo de sua história a exposição de mais de 3 mil contribuições técnicas e mais de 200 diferentes temas abordados.
Sobre a Copel – é responsável pela distribuição de energia para cerca de 4,5 milhões de clientes de 393 municípios do Paraná – além de Porto União, em Santa Catarina. Eleita a melhor distribuidora de energia do Brasil na Pesquisa Abradee 2015, a Copel administra 190 mil km de redes de distribuição, possui 2,8 milhões de postes e 361 subestações, com potência instalada de 10,5 mil megavolt-ampère (MVA). A empresa conta com postos de atendimento espalhados por todos os municípios da área de concessão. Para a comodidade do cliente, a Copel oferece uma grande variedade de canais de atendimento, como aplicativo para smartphones e tablets, agência virtual, e-mail, chat e call center (0800 51 00 116).
Sobre a Abradee – a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) é uma sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos. A história da Associação teve início com a criação do Comitê de Distribuição (CODI), em agosto de 1975 e, posteriormente em 1995, com a constituição jurídica da instituição. São 40 anos de dedicação ao desenvolvimento do setor de distribuição de energia elétrica brasileiro. A Abradee reúne 51 concessionárias de distribuição de energia elétrica – estatais e privadas – atuantes em todas as regiões do país e que juntas são responsáveis pelo atendimento de 99,6% dos consumidores brasileiros. Sediada em Brasília, presta serviços de apoio às suas associadas nas áreas técnica, comercial, econômico-financeira e institucional.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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