Curitiba recebe violinista norte-americana para festival de música erudita

6º Festival Orquestra Jovem Alegro oferece série de concertos gratuitos de 2 a 6 de novembro

Curitiba se transforma na capital da música clássica no mês de novembro. A Associação Musical Alegro e o Ministério da Cultura promovem o 6º Festival Orquestra Jovem Alegro, que reúne importantes nomes da música erudita, como a violinista americana Elizabeth Fayete. De 2 a 4 de novembro, às 20h, e dia 5, às 18h30, o Teatro UP Experience (TUX) recebe diferentes apresentações de música de câmara. O concerto de encerramento, na segunda-feira, dia 6, une jovens músicos do Brasil com a Orquestra Infantil Alegro no maior teatro do Paraná. Sob a regência do maestro Roberto Ramos, O Grande Espetáculo de Encerramento tem início às 20h, no Teatro Positivo e espera um público de 2.400 pessoas.

Reconhecida pelo New York Times pelo “som sedutor, brilhante e virtuosismo experiente”, a violinista Elizabeth Fayette se apresenta durante o festival. A solista já se apresentou com a Sinfônica de Houston e conquistou o Segundo Prêmio nas Audições Internacionais da Young Concert Artists. Além de tocar, a artista também participa como preparadora dos concertos com os participantes do festival, 30 jovens músicos de todo Brasil selecionados através de um dos mais concorridos editais no cenário nacional de música clássica.

O evento também oferece uma semana intensa de atividades gratuitas para estudantes, profissionais e amantes de música. Entre elas, oficinas e masterclasses com músicos de renome nacional, como o violinista americano Matthew Thorpe, o violista Gabriel Marin, o violoncelista André Micheletti e o contrabaixista Gustavo D’Ippolito.

Uma parceria de apoio cultural entre a Associação Musical Alegro e a UP Experience, responsável pela gestão do Teatro Positivo e do Teatro UP Experience (TUX), leva a orquestra para realizar todos os ensaios nas dependências do campus sede da Universidade Positivo. Para o diretor da UPX, Eduardo Faria Silva, “é um orgulho sediar um projeto tão importante para o cenário da música erudita paranaense e poder, ao mesmo tempo, proporcionar atrações tão qualificadas de forma gratuita, tanto ao público acadêmico, quanto à comunidade”. Em dezembro, a Orquestra Jovem Alegro volta aos palcos do Teatro Positivo para o ainda “Grande Concerto de Natal”, no dia 11.

O fundador do projeto, o educador e filantropo inglês Edward Matkin, destaca que a Alegro é mais que uma orquestra. “Usamos a excelência de educação musical como ferramenta de transformação social. “Essa é a nossa orquestra e a nossa esperança de um futuro melhor. Vamos lotar os teatros e fazer sons de aplausos que reverberarão por toda a cidade e além”, completa.  

O evento é uma realização da Associação Musical Alegro em parceria com o Ministério da Cultura e conta com o apoio da iniciativa privada, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. “Iniciativas como essa nos dão esperanças de lutar por uma transformação social em nosso país. E é incrível o poder da música junto a crianças e jovens”, ressalta Cristiano Caporici, head de Marketing da Tecnobank, uma das apoiadoras do projeto.

Serviço

VI Festival Orquestra Jovem Alegro

Local: Universidade Positivo (Campus Ecoville) -Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Ecoville

Data: 1o a 6 de novembro

Ingressos: entrada gratuita e limitada, por ordem de chegada

Mais informações: (41) 99870-6229

Programação:


Quinta-feira, 02 de novembro, 20h 

Música de Câmara – concerto de alunos e professores da Orquestra Jovem Alegro

Local: Teatro UP Experience (TUX)

Sexta-feira, 03 de novembro, 20h

Música de Câmara – concerto de alunos e professores da Orquestra Jovem Alegro

Local: Teatro UP Experience (TUX)

Sábado, 04 de novembro, 20h

Música de Câmara – concerto de alunos e professores da Orquestra Jovem Alegro

Local: Teatro UP Experience (TUX)

Domingo, 05 de novembro, 18h30

Música de Câmara – concerto de alunos e professores da Orquestra Jovem Alegro

Local: Teatro UP Experience (TUX)

Segunda-feira, 06 de novembro, 20h

Concerto de Encerramento

Local: Teatro Positivo

REPERTÓRIO

La Folia /Arcangelo Corelli, Arr. Michi Wiancko

As Quatro Estações / Astor Piazzolla – Outono. Solista: Elizabeth Fayette

Aquarela do Brasil Para 10 violinos/ Ary Barroso, Arr. Rinaldo Zamai

Concerto para Violino em Lá menor, RV 356 /Antonio Vivaldi

Suíte Carmen No.1 /Georges Bizet

Cavalaria Ligeira / Franz von Suppé

Marcha Radetzky, Op. 228 / Johann Strauss Sr.

Batuque “Dança de Negros” / Lorenzo Fernandez

Sobre a Associação Musical Alegro

A Associação Musical ALEGRO é uma Instituição de Educação Musical com foco em ampliar o acesso à educação musical de excelência para jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade social que historicamente não tiveram este acesso. Trabalhamos com a criação e manutenção de núcleos de ensino de música, orquestras de formação e programas educativas em escolas públicas.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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