Curitiba tem opções de passeios culturais gratuitos e de baixo custo em janeiro

No verão, o litoral de Santa Catarina e do Paraná recebem um fluxo intenso de curitibanos, mas quem preferiu fugir do movimento, dos engarrafamentos ou economizar, ganhou, além da paz que Curitiba proporciona nos primeiros dias do ano, uma programação cultural variada. Quem é fã de arte pode optar por atrações gratuitasou de baixo custo para aproveitar as férias na cidade.
 
Coleção BEI
Revelando a potência criativa e o apuro estético dos povos indígenas brasileiros, a Coleção BEI, que já foi exposta em São Paulo e em Tóquio, está no Museu de Arte Indígena. O acervo reúne 38 peças produzidas por 32 artistas de 26 etnias diferentes, com a curadoria e expografia de Ana Itália Paraná Mariano e Ana Silvia Paraná Mariano Kerim. O Museu de Arte Indígena está localizado na Av. Água Verde, 1413, e fica aberto de segunda a sexta, das 10h às 17h30.
 
Exposição Zimmermann por Amigos
Em homenagem ao artista paranaense Carlos Eduardo Zimmermann, que faleceu em junho de 2018, a galerista de arte Zilda Fraletti idealizou em conjunto com a A.Yoshii Engenharia uma exposição que reúne dez obras de artistas ligados ao pintor. Aberta até o dia 6 de janeiro, a exposição pode ser vista no show room da construtora (Rua Bispo Dom José, 2058 – Batel), das 9h às 18h, durante o fim de semana, e das 9h às 19h, de segunda a sexta.
 
Museu Egípcio e Rosacruz
Para os fãs de história, o acervo do museu egípcio é repleto de objetos autênticos e réplicas, confeccionadas por artistas plásticos, inclusive a de uma múmia. A entrada inteira custa R$ 10,00 (dez reais) e a meia custa R$ 5,00 (cinco reais). O museu fica na Rua Nicarágua, 2641 – Bacacheri, e fica aberto de terça a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h30, aos sábados, das 10h às 17h, e aos domingos, das 9h às 12h.
 
Exposição “O último império”, por Serguei Maksimishin
Em 65 fotografias, o fotógrafo Serguei Maksimishin traz imagens retratando a Rússia contemporânea, com a curadoria de Luiz Gustavo Carvalho. As obras estão na Sala 2 do Museu Oscar Niemeyer e podem ser vistas de terça a domingo, das 10h às 18h. A entrada é franca às quartas-feiras e nos outros dias o ingresso custa R$ 20,00 (vinte reais) e a meia entrada R$ 10,00 (dez reais). O MON está localizado na Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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