CWBUS lança projeto Inovação em Pauta

Objetivo é promover bate-papos online com players do setor de mobilidade urbana; Primeira convidada foi a Mercedes-Benz

Curitiba, 29/04/21 – A CWBUS lançou nesta terça-feira (27) o projeto Inovação em Pauta, uma série de bate-papos online sobre os principais temas da mobilidade urbana do Brasil e do mundo. O objetivo da iniciativa é promover a troca de informações entre os players do setor a fim de compreender as novas possibilidades nessa área, os avanços mais recentes e de que forma será possível atender melhor os passageiros. A primeira conversa foi com a Mercedes-Benz.

O diretor de Vendas e Marketing Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa, iniciou a sua fala trazendo um panorama da economia mundial e do mercado de ônibus. De acordo com ele, a pandemia da Covid-19 afastou muitos passageiros do transporte coletivo e as operadoras acabaram por tornar-se empresas com estrutura grande demais para o momento. O ideal, afirmou, era que as empresas agora fossem menores e mais ágeis na prestação do serviço. “É o momento da nossa transformação e também da de vocês”, disse ele.

Barbosa explicou que essa transformação vem ancorada no sincronismo entre três pilares: tecnologia (serviços, produtos, conectividade, marketing), política (políticas públicas, leis, regulamentações) e operacional (dimensionamento de frota, treinamento, mão de obra, digitalização). Ele destacou que os players do setor de mobilidade devem atuar em conjunto em prol de uma política pública de transporte. “É o nosso grande papel daqui para frente”.

Em mensagem gravada da Alemanha, o presidente mundial da unidade de negócios ônibus do Grupo Daimler, Till Oberwörder, saudou os participantes do evento e enalteceu o pioneirismo de Curitiba ao criar, em 1974, o BRT. Em seguida, Oberwörder revelou a estratégia da empresa para o futuro, que, segundo ele, atende pelo conceito Case – iniciais de Conectado, Autônomo, Serviços e Elétrico. O executivo disse que a Mercedes prepara produtos dentro desse conceito e em breve serão divulgadas mais informações.

Também em mensagem gravada, o chefe mundial de Vendas, Serviços e Marketing de Ônibus do Grupo Daimler, Mirko Sgodda, disse que veículos elétricos já são realidade e sucesso na Alemanha e serão no Brasil também. Ele avisou, porém, que eletrificação é muito mais que mudar o motor. “Estamos desenvolvendo um pacote completo de ônibus elétricos, infraestrutura e sistemas de gerenciamento da frota”, afirmou.

Depois da mensagem dos dois executivos, Barbosa reforçou que o conceito Case estará inserido em todo o portfólio de negócios do Grupo Daimler. Ele disse que a eletrificação em ônibus da Mercedes no Brasil começa em 2022. No entanto, alertou, veículos a diesel com motores cada vez mais ambientalmente amigáveis, tecnologias como Euro 6 e até Euro 7, ainda estarão presentes no país por um bom tempo.

Por fim, Barbosa pediu um voto de confiança nesse cenário descrito por ele. “Não tenham medo (da eletrificação). Trabalhem em conjunto. Comecem com pouco e vão gradativamente aumentando (a frota elétrica). Sem dúvida, conseguirão continuar como um dos melhores transportes do mundo”.

O presidente executivo da CWBUS, Luiz Alberto Lenz César, comemorou o sucesso do lançamento do projeto Inovação em Pauta. “Foi um bate-papo excelente e não poderia ser diferente. De um lado, o profissionalismo dos executivos da Mercedes, uma marca que dispensa apresentações, e, do outro, a qualidade da nossa audiência. Agradeço a participação do Walter (Barbosa) e a mensagem de Till Oberwörder e de Mirko Sgodda”, afirmou. Lenz César disse que uma nova rodada deve acontecer em breve. “Já estamos ansiosos”, finalizou.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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