De ponta a ponta: Infectologistas mudaram a forma como a saúde é vista e cuidada na pandemia da Covid-19

[flgallery id=3746 /]

Construção de novos fluxos de atendimento, treinamento de equipes e novos hábitos da população foram norteados pela infectologia

Há pouco mais de um ano, o mundo precisou rever hábitos para cuidar da saúde. Ao longo desses 12 meses, cuidados e procedimentos foram adaptados conforme se descobria um pouco mais sobre a Covid-19. Máscaras, higiene das mãos e distanciamento social para a população; fluxos separados, barreiras físicas, treinamentos e novas tecnologias para as instituições e profissionais no centro do combate. Cada um desses processos teve à frente pelo menos um médico infectologista. Foram esses profissionais que mudaram a forma como a saúde é vista e cuidada nesse período. 

“Nós buscamos experiência de outros países, criamos um Comitê de Crise e unimos esforços para organizar o hospital e evitar o cruzamento de fluxos dos pacientes. Em paralelo, realizamos uma ação com a Anvisa sobre a importância de uma norma para orientar todas as instituições de saúde”, explica Viviane Hessel Dias, infectologista e coordenadora do Núcleo de Epidemiologia e Infecção Hospitalar do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR). 

Os infectologistas têm papel fundamental na linha de frente do enfrentamento a Covid-19, com uma rotina intensa, voltada principalmente aos treinamentos das equipes, que vão da paramentação até a necessidade do atendimento cauteloso do paciente. Eles estudam o vírus, analisam a complexa relação da doença, seu modo de mutação e transmissão para saber lidar com todas as etapas de cuidado. Isso inclui protocolos clínicos de diagnóstico, de tratamento, de estrutura física para cuidados e isolamento, atuando assim em todas as frentes. 

Papel que ganhou mais força agora no novo momento da pandemia. Com a escalada de casos, a descoberta das novas cepas, protocolos de prevenção reforçados e aprovação das vacinas, coube aos infectologistas identificar e alertar para os caminhos a serem seguidos. “Vemos que a conscientização da população é um trabalho contínuo e essencial. Vivemos um momento de incertezas, mas ao mesmo tempo de aprendizados conquistados em tempo recorde”, destaca Viviane. 

Trabalho conjunto nas adequações

A médica enfatiza que, para que a instituição de saúde conseguisse se adequar rapidamente à nova realidade imposta pela pandemia, foi essencial que todos os setores – direção, recursos humanos, equipe assistencial e infraestrutura – se unissem. Ambientes de pressão negativa, centro cirúrgico específico e fluxos separados de pacientes com ou sem sintomas respiratórios criaram uma nova estrutura dentro da que já existia. “Foi um trabalho assertivo e realizado com muitas mãos. Tivemos uma questão privilegiada, em que tudo o que a infectologia solicitou foi atendida, sempre pensando na segurança assistencial das equipes e dos pacientes”, frisa. 

Mesmo os hospitais que não são referência para o atendimento de pacientes Covid-19, precisaram rever todo fluxo de atendimento, como é o caso do Hospital Universitário Cajuru. Sendo referência no atendimento de traumas e casos clínicos pelo SUS em Curitiba, a instituição também precisou se adequar para garantir a segurança dos profissionais e pacientes quanto ao contágio do novo coronavírus. “Logo no início da pandemia o Hospital Cajuru passou por uma série de mudanças e protocolos para evitar o contágio tanto dos profissionais quanto dos pacientes. Em um trabalho conjunto entre equipe assistencial, infectologistas e direção do hospital, foram determinadas medidas para garantir a segurança de todos”, explica a gerente assistencial do hospital, Letícia Pessoa Salamunes.

Restrição de visitas e acompanhantes, boletim médico virtual e criação de uma unidade de contingência para casos de pacientes com sintomas gripais foram algumas das iniciativas implantadas com a orientação dos infectologistas da equipe. Para Letícia, essas e outras ações têm sido essenciais para garantir a segurança dos profissionais e pacientes, mesmo que o hospital não seja referência no tratamento de Covid-19. “É fundamental que sejam adotadas as medidas de restrição ainda que o hospital não receba pacientes com o novo coronavírus. Isso porque todos estão expostos e vulneráveis a essa doença, tanto os colaboradores quanto os pacientes e não somente no ambiente hospitalar, mas em qualquer lugar. Com essas medidas, reduzimos os riscos de contágio e proporcionamos aos colaboradores e pacientes um local mais seguro”, finaliza.

Sobre o Hospital Marcelino Champagnat

O Hospital Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de Check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS. Está orientada pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >