De volta para o futuro

Um grande sucesso dos anos 1980, o filme “De volta para o futuro” conta a história do jovem Marty McFly, que viaja para o passado e encontra versões mais jovens de seus pais. No filme, o futuro do próprio Marty depende da capacidade de se comunicar com eles. No mundo real, uma conversa como essa não é possível, mas a memória guarda muitas revelações importantes de pais, mães, tios, avós.

Acessar as lembranças guardadas por pais e avós pode ser um jeito produtivo para que crianças e adolescentes comecem a pensar e a traçar sua própria jornada profissional. Para o coordenador comercial da Conquista Solução Educacional, Ivo Erthal, as melhores conversas com os pais são aquelas que apontam para a história pessoal. “Quais foram os obstáculos superados para atingir um objetivo profissional? Quais as lições aprendidas em determinado momento de desafio? Os exemplos narrados refletirão vivências importantes para quem está começando a planejar o próprio futuro”, ressalta.

Tudo muda o tempo todo

Em 2018, a chefe da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que 65% das crianças que entram na escola primária hoje terão, no futuro, profissões que ainda não existem. Isso significa que o mundo do trabalho está mudando rapidamente, mas os desafios de escolher uma carreira ainda são os mesmos – e saber se planejar ainda é fundamental.

Há muitas diferenças entre as profissões do passado e as do presente e, principalmente, as do futuro. As principais estão ligadas ao desenvolvimento digital. Um advogado formado em 1950 poderia trabalhar por décadas sem grandes atualizações nos métodos e procedimentos. Agora, entretanto, as leis mudam rapidamente, assim como as ferramentas de trabalho disponíveis. Além disso, como as necessidades e os interesses da sociedade estão sempre mudando, o que gera a criação espontânea de novas funções e, com isso, novas profissões.

O key account da Conquista Solução Educacional, Fernando Vargas, lembra que “pensar em projeto de vida é lidar com os aprendizados cotidianos, equilibrando os desejos e prazeres imediatos com com os objetivos futuros, tanto pessoais como profissionais. Precisamos equilibrar nossas necessidades emocionais às biológicas. Assim, teremos mais chances de atingir nossos objetivos pessoais, profissionais e, por consequência, financeiros, seja qual for a profissão que seguimos”.

O estágio ainda é importante

Em um cenário que está sempre mudando, há uma estratégia de preparação para o futuro que permanece a mesma ao longo do tempo: o estágio. É preciso começar de algum jeito e um programa de estágio pode ajudar a entender melhor a profissão escolhida, seus desafios e possibilidades. Esse é um período para começar a trabalhar e entender quais são as tarefas envolvidas na profissão que o jovem deseja seguir. O gerente de Aprendizagem do Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR), Carlos Roberto Oliveira Santos, ressalta a importância dessa etapa na trajetória profissional. “Os Programas de estágio e de aprendizagem já estão preparados e atualizados para esse novo mundo. O estudante de hoje, que será o profissional de amanhã, pode trilhar esse caminho ao mesmo tempo que absorve as mudanças que ocorrem de forma acelerada”, afirma.

Ainda na escola…

Erthal destaca que, enquanto ainda está na escola, o jovem também pode buscar conteúdos que têm como tema o autoconhecimento e a inclusão no mundo. “Enquanto estão na escola, as crianças e adolescentes precisam desenvolver competências ligadas ao relacionamento humano, aprender a trabalhar em equipe, emitir opiniões fundamentadas em conhecimento, desenvolver o respeito ao outro e às diferenças e exercitar a criatividade”, aconselha.

Nesse sentido, cursos de idiomas e de formação no universo da tecnologia digital são sempre úteis, seja qual for a profissão escolhida. “Conhecimentos e cursos em áreas como os esportes e as artes também são excelentes investimentos para a autodescoberta e o desenvolvimento pessoal”, finaliza.

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Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação que tem quatro pilares: a educação financeira, o empreendedorismo, a família e a educação socioemocional. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 2 mil escolas de todo o Brasil utilizam a solução. 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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