Dealersites adquire Performay com meta de chegar a R$ 14 milhões de faturamento

A Dealersites, startup que atua na digitalização do mercado automotivo, anunciou a aquisição da Performay, ferramenta de criação de sites, portais e landing pages, desenvolvida para apoiar as concessionárias em sua missão de conquistar espaço no mercado on-line. Com o investimento, a expectativa é ampliar o número de clientes atendidos e melhorar a experiência do usuário no segmento automotivo. Isto acontece após a startup registrar crescimento de 93% durante a pandemia, com previsão de encerrar 2022 com R$ 14 milhões de faturamento, número 133% superior ao do ano passado.

Com soluções inovadoras voltadas para digitalizar concessionárias e facilitar a venda on-line, a aquisição acompanha a busca da Dealersites em se manter líder no segmento de plataformas digitais e sites para o setor automotivo. Segundo o CEO da startup, Cesar Cantarella, o olhar está voltado para continuar a impulsionar a transformação digital e fortalecer os vínculos comerciais. “Somos a principal escolha das concessionárias de automóveis no Brasil. E, aquilo que já fazemos com muita propriedade na venda de carros zero quilômetro está se consolidando também para motos, veículos seminovos e caminhões. Mais uma prova da autoridade no segmento automotivo, construída ao longo de todos esses anos”, pontua.

Para que a expansão seja possível, a startup paranaense firma uma parceria estratégica com a Followize, empresa criadora da funcionalidade Performay. Com a soma de experiências sobre o mercado automotivo, a integração permite que a ferramenta leve ainda mais competitividade e inovação, reforçando atributos como liberdade, agilidade e indexação de SEO. “O investimento permite colocar a digitalização das concessionárias um passo à frente e focar em ajudar o nosso consumidor final. Unidos vamos conseguir ter uma oferta mais completa ao setor, que é gigantesco”, explica o head comercial da Dealersites, Marcos Pavesi.

A Followize conta com mais de 1,2 mil concessionárias na carteira de clientes e auxilia na organização e padronização do processo de vendas online, além de acompanhar os resultados por meio de relatórios detalhados. Segundo o CPO da empresa, Anderson Gil, a promessa é que, a partir dessa parceria, os clientes tenham ganho em performance e otimização na jornada de compra. “Acreditamos muito no sucesso dessa integração, que vai permitir uma evolução na experiência de usuário e concessionária. No final, quem ganha são os nossos clientes”, reforça.

Novo momento

Até o fim deste ano, o número de concessionárias atendidas deve chegar a 1,6 mil. Os planos da Dealersites são arrojados, mas vêm na esteira de uma sequência de bons resultados. A cada mês, as soluções da startup geram em média 2 milhões de visitantes e mais de 200 mil leads aos clientes. Isso representa um movimento inverso de demanda, uma vez que, nos meios digitais, o cliente final é quem encontra as concessionárias. “Além do bom uso dos recursos tecnológicos, há preocupação com a performance de vendas e o ranqueamento do site, bem como com a análise e integração de dados, que ajudam nas estratégias e tomadas de decisão de cada cliente”, avalia o head comercial.

E o investimento segue um planejamento cuidadoso, visando ampliar a base de clientes e digitalizar cada vez mais o mercado automotivo. Afinal, as compras on-line viveram um crescimento significativo no setor automotivo nos últimos anos, principalmente durante a pandemia. É o que aponta o Índice de Transformação Digital do Setor Automotivo (ICTd), feito pelo CESAR, centro de inovação sediado em Recife (PE), em parceria com a Automotive Business. Apenas em 2021, o segmento apresentou 66,15% de maturidade em sua digitalização, um resultado oito pontos percentuais maior na comparação com 2019. “A jornada do cliente está caminhando para se tornar 100% digital, o que vai trazer facilidades e incremento à experiência do comprador”, finaliza Pavesi.

Sobre a Dealersites

A Dealersites é uma startup paranaense que atua na digitalização do mercado automotivo. Criada em 2015, a startup tem mais de mil clientes em todo o país. O foco da empresa é atuar na experiência do consumidor, investindo em estratégias de marketing digital para gerar maior conversão para as concessionárias. Para isso, desenvolve plataformas digitais 100% voltadas ao setor automotivo, à performance de vendas e a análises e integração de dados, além de realizar um trabalho de SEO para manter os clientes bem ranqueados nos mecanismos de busca e oferecer indicadores de marketing digital – como métricas de analytics – que ajudam nas estratégias e tomadas de decisões.

 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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