Dia do Folclore: 10 livros para apresentar às crianças e jovens a riqueza cultural brasileira

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Data comemorada no dia 22 de agosto é excelente oportunidade para abordar a cultura de nossos povos e regiões

Ampliar o repertório cultural das crianças é tão importante que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) considera esse trabalho como uma das 10 competências fundamentais para o desenvolvimento integral do indivíduo. E para que esse repertório seja rico e vasto, não se pode deixar de fora o folclore – conjunto de tradições e manifestações populares constituído por lendas, mitos, provérbios, danças e costumes que são passados de geração em geração.

No Brasil, o folclore é comemorado no dia 22 de agosto. A data foi instituída em 1965 por um decreto de lei, como uma forma de preservar a cultura popular e valorizar as histórias e personagens do nosso folclore. Para a editora de literatura do Sistema Positivo de Ensino, Cristiane Mateus, usar o folclore para apresentar à crianças e jovens a cultura de uma determinada região ou povo é um processo rico de aprendizado sobre o legado de uma época. “É justamente essa identidade cultural que dá origem ao modo de pensar, sentir e agir das pessoas”, explica a editora. Para ela, uma das melhores formas de se apresentar todo esse repertório para crianças é por meio da leitura de livros que retratam nossas histórias e lendas. 

Para aproveitar a data e abordar o tema em casa, com as crianças e adolescentes, a editora fez a seleção de 10 livros que mostram a riqueza do folclore brasileiro.

A Flor do Mato, de Marcelo Pimentel

O livro homenageia a cultura nordestina, sobretudo da Paraíba, Pernambuco e Ceará, onde a crença sobre a personagem Maria Florzinha é mais forte. Na obra, o autor traz grafismos do Maracatu Rural – manifestação cultural com estampas florais e arabescos multicoloridos, de grande personalidade e impacto visual, com forte presença no interior de Pernambuco.

Festa no Céu, de Maria Viana, com ilustrações de Mateus Rios

A notícia de uma festa no céu agitou a bicharada. Mesmo sem ser convidado, o Mestre Sapo não queria perder o grande acontecimento. Mas como chegar lá se sapo não voa? Com belas ilustrações de Mateus Rios, a obra de Maria Viana é uma adaptação para teatro de uma das mais conhecidas histórias do folclore brasileiro, na qual o Mestre Sapo, mesmo não podendo voar, planeja participar do grande evento no céu.

Era Lobisomem mesmo, de Adriano Messias, com ilustrações de Maria Eugênia

Toda sexta-feira de lua cheia era a mesma confusão: uivos, latidos, rosnados e muito medo. O pai achava que era gato e a mãe falava que era fruta caída do pé, mas o garoto teimava em dizer que era lobisomem mesmo. Como descobrir? Com esta atraente narrativa, Adriano Messias nos leva até a fronteira entre a realidade e a imaginação, revelando um pouco mais sobre um personagem tão conhecido da cultura popular, o lobisomem. Reza a lenda que ele é, na verdade, um homem que se transforma em uma criatura metade lobo, metade homem, sempre nas noites de sextas-feira de lua cheia.

Curumim, de Tiago Hakiy, com ilustrações de Andréia Vieira

A obra é uma oportunidade de aproximar o cotidiano das crianças com a cultura indígena e de formação cultural do Brasil. O povo Sateré-Mawé é considerado o grande descobridor do uso do guaraná, que é usado hoje, por exemplo, para a produção do xarope de guaraná e dos refrigerantes que conhecemos. Existe uma lenda, entre os mawés, para explicar a aparência da planta e de seus frutos, considerado semelhante ao olho humano. No livro, o curumim Sateré-Mawé adora pescar e comer fruta no pé. Entre pitangueiras e açaizeiros, ele brinca, passeia e se diverte. Até que chega a hora de dormir…

Noite e dia na Aldeia, de Tiago Hakiy, com ilustrações de Bruno Nunes

O autor deste livro faz parte do povo indígena Sateré-Mawé, que vive entre os estados do Amazonas e do Pará, na reserva indígena Andirá-Maraw. A obra narra poeticamente a integração das crianças e dos animais da floresta com elementos da noite e do dia. É uma excelente oportunidade para mergulhar na cultura indígena.

Tempo de Caju, de Socorro Acioli, com ilustrações de Mauricio Negro

Os cajueiros exigem paciência, pois só dão frutos uma vez por ano. A cada safra, Porã guardava uma castanha em sua cabaça. Junto dela, conservava uma outra cabaça, que o avô lhe deixara como herança. Ao completar sete anos, Porã teve de fugir com sua tribo da invasão de um povo inimigo. Tempo de caju é uma história inspirada numa antiga tradição dos índios brasileiros e recriada de forma poética por Socorro Acioli. Acredita-se que os cajus eram usados para a marcação do tempo no calendário tupi e que cada castanha de caju guardada representava um ano.

Morõgetá witã: oito contos mágicos, de Yaguarê Yamã, com ilustrações de Catarina Bessell

Oito contos da tradição do povo Maraguá, que vive à beira do rio Abacaxis, no estado do Amazonas. Essas histórias foram escritas por Yaguarê Yamã, geógrafo de formação, Maraguá por parte de mãe e Sateré-Mawé por parte de pai. Murmúrio nos conta a história do encontro entre um jovem príncipe adoentado e um velho jardineiro. Nos contos, o autor traz explicações dadas pelos mais antigos para fenômenos e aspectos da natureza, como a formação do arco-íris, por exemplo. Com muita poesia, o texto nos convida a mergulhar num mundo misterioso, cheio de delicadeza e profundidade e a refletir sobre questões importantes da nossa existência.

Curupira: o guardião da floresta. De Marlene Crespo.

A história de Curupira, um dos mitos brasileiros mais populares, é contada por meio de palavras e xilogravuras. De origem indígena, o mito foi descoberto pelos jesuítas ainda à época da chegada dos portugueses ao Brasil e continuou presente na cultura popular brasileira e na amazonense, em especial. Considerado um ser detentor de poderes mágicos, o Curupira, no entanto, os utiliza para defender a natureza. Exerce poderes mágicos de vida e morte sobre todas as criaturas da floresta. É implacável contra os que tentam destruí-la.

Lendas brasileiras, de Luís da Câmara Cascudo

Dezesseis lendas compõem esta antologia. Agrupadas por regiões, do Norte ao Sul do país, estas narrativas resgatam nossa herança cultural, construída pelos índios, negros e europeus. Conhecer a história do Cobra Norato, do Barba-Ruiva, do Romãozinho, da cidade encantada de Jericoacoara, do Chico Rei, da gralha- azul e do Negrinho do Pastoreio, entre outros, dá uma dimensão de nossa diversidade linguística, e consequentemente, cultural.

A leitura de ‘Lendas Brasileiras para Jovens’ representa uma viagem de descoberta e de encantamento pelas terras brasileiras. Representa, também, um encontro com a sensibilidade e o poder criativo de nossa gente para ouvir, contar e recontar histórias.

Contos Tradicionais do Brasil para Jovens, de Luís da Câmara Cascudo

As histórias, anônimas em sua autoria, recolhidas da voz do povo, na sua maioria do sertão da Paraíba e do Rio Grande do Norte, revelam informações históricas e sociais e evidenciam crenças, costumes e valores. Divididas em doze seções – Contos de Encantamento, Contos de Exemplo, Contos de Animais, Facécias, Contos Religiosos, Contos Etiológicos, Demônio Logrado, Contos de Adivinhação, Natureza Denunciante, Contos Acumulativos, Ciclo da Morte e Tradição -, as histórias resgatam aspectos de nossa cultura e de nosso folclore.

Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior e mais tradicional sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversas disciplinas, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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