Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06): com aumento nos acidentes de trânsito, transfusões de sangue são mais necessárias

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Motociclistas são principais vítimas em mais da metade dos acidentes em Curitiba neste ano; bancos de sangue reforçam a importância da doação nesse momento

Mais da metade dos acidentes de trânsito na capital paranaense, em 2021, envolveu motociclistas. De acordo com o estudo do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), no primeiro quadrimestre de 2021, houve 1.426 acidentes em Curitiba, sendo que 745 envolveram motociclistas. Outro dado preocupante é o aumento no número de mortes nesse tipo de ocorrência. Nos quatro primeiros meses do ano passado, foram cinco mortes em acidentes envolvendo motocicletas, motonetas e ciclomotores. Em 2021, esse número passou para treze mortos e outras 629 pessoas ficaram feridas. Um dos motivos para esses números pode estar no aumento da circulação de motociclistas fazendo entregas durante o isolamento social.

Esse cenário também foi percebido pelas equipes do Hospital Universitário Cajuru, que é referência em traumas e atende grande parte das vítimas de acidentes de trânsito em Curitiba e região. O  coordenador médico do hospital, José Rodriguez, confirma que os principais casos atendidos são de acidentes envolvendo motociclistas e explica que são muitos detalhes no atendimento a esse tipo de trauma. “Os acidentes de moto contam com variáveis que precisam ser analisadas. Nesse sentido, quem faz o primeiro atendimento deve avaliar o cenário do trauma como um todo, pois com esse processo é possível ganhar tempo, identificar as lesões e realizar o procedimento adequado o quanto antes. No caso dos motociclistas, os principais traumas são de crânio encefálico e traumas de membros como fraturas, amputações ou perda permanente dos movimentos, além dos traumas internos”, reforça o médico. 

E com o aumento no atendimento a acidentes, a necessidade de bons estoques de sangue também cresce. O gerente médico do Hospital Universitário Cajuru, José Augusto Ribas Fortes, destaca que a doação de sangue é um ato imprescindível para ajudar muitas vidas. “A cada doação, uma pessoa doa em torno de 450 ml de sangue, o que pode auxiliar até quatro pacientes”, afirma. O médico também esclarece sobre a segurança no ato de doar. “Com a pandemia da Covid-19, muitas pessoas ficaram com medo de manter a rotina de doações, porém todos os materiais utilizados são descartáveis e os profissionais são preparados para receber os doadores com muito cuidado, dentro dos protocolos do combate ao coronavírus”, conta. 

Requisitos

A doação de sangue é um gesto voluntário e há alguns requisitos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para doar. Entre eles, ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que os menores de idade devem ser acompanhados de responsáveis legais e os idosos entre 60 e 69 anos só podem doar se forem doadores frequentes. Também é necessário pesar no mínimo 51kg; estar bem alimentado, evitando alimentos gordurosos; ter dormido seis horas nas últimas 24 horas e apresentar um documento oficial com foto. A frequência máxima por ano é de quatro doações de sangue para o homem e de três para as mulheres. 

Outros impedimentos temporários são gripe, resfriado e febre, precisando aguardar sete dias após o desaparecimento dos sintomas. De acordo com a diretora geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, em casos de Covid-19, é preciso verificar como foi o processo de infecção e melhora da doença. “Pessoas que contraíram  de forma leve podem doar sangue após 30 dias de cura completa. No entanto, para aqueles que contraíram de forma mais grave, com internação, intubação e uso de oxigênio, devem esperar o restabelecimento completo do organismo, o que pode levar até um ano”, afirma. Liana ainda reforça que, para aqueles que desejam realizar a doação voluntária e já contraíram Covid-19 de forma leve, é preciso informar o banco de sangue na hora de preencher o formulário de coleta. 

Devido à pandemia, é preciso agendar horário para realizar a doação. Mais informações estão disponíveis no site da Secretaria da Saúde do Paraná (www.saude.pr.gov.br).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS. Está orientada pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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