Educação corporativa e transformação digital como alicerces da cultura cooperativa

Com o mundo passando por constantes transformações, é evidente que identificar e aperfeiçoar as habilidades dos colaboradores traz vantagens competitivas para qualquer organização. Afinal, o exercício das técnicas tem impacto direto na qualidade dos serviços prestados e dos produtos desenvolvidos. A educação corporativa tem sido fundamental para o sucesso de empresas de todos os tamanhos. Seja no trabalho remoto ou presencial, a prática ganha cada vez mais força no contexto da capacitação pessoal e profissional.

O mundo corporativo entendeu que oferecer bons salários e posições de destaque aos colaboradores não é mais o suficiente. É preciso ir além da questão financeira e estimular que a força de trabalho esteja engajada e abrace os propósitos e objetivos das companhias.

Neste sentido, o Sicredi encontrou na educação corporativa uma forma de ser uma organização onde os colaboradores aprendem o tempo todo e se adaptam rapidamente a diversos contextos. Em um certo momento, diagnosticamos que era necessário potencializar nossa estratégia de negócio por meio de uma aprendizagem contínua, escalável e relevante. Para isso, estamos construindo um novo modelo de aprendizagem corporativa focada no aprendiz. Dessa maneira, será possível promover maior sinergia entre as iniciativas nacionais, regionais e locais, além de otimizar esforços das equipes, potencializando o aprendizado.

É importante dizer que, para alavancarmos a estratégia de ter um modelo de negócio que coloca o associado como figura central, é preciso incluir também nossos mais de 30 mil colaboradores no centro da nossa estratégia, já que somos uma empresa feita de pessoas para pessoas. Quando ouvimos todos em nossas decisões, estamos valorizando suas percepções e aprimorando suas experiências no ambiente de trabalho. Consequentemente, essa valorização das pessoas propicia um ambiente com colaboradores mais felizes e motivados para gerar melhores experiências e soluções mais aderentes a realidade e necessidade dos nossos associados.

Tecnologia é aliada no engajamento de pessoas

Um dos pilares do nosso Planejamento Estratégico é o de Pessoas Engajadas, onde temos como prioridade o desenvolvimento de novas capacidades, carreiras e formas de trabalho, sempre com o olhar para termos equipes cada vez mais diversas e inclusivas.

Impulsionado pela evolução tecnológica que a instituição iniciava, desde 2017 o Sicredi passou também a investir constantemente em transformação digital como forma de potencializar o pilar de Pessoas Engajadas. Esse movimento passa principalmente por um aculturamento às práticas ágeis, novos modelos de organização entre as equipes e um reforço da nossa essência colaborativa, que tem total sinergia com as formas de trabalho que esse mindset sugere.

Para potencializar o desenvolvimento e capacitação dos talentos, foram implementados cursos livres para o aprimoramento não só de habilidades técnicas, mas também pessoais, contribuindo para um jeito de trabalhar mais dinâmico, colaborativo e que dá voz às pessoas. A plataforma Sicredi Aprende é uma das fontes de sucesso desse modelo. Trata-se de uma ferramenta intuitiva, interativa e 100% online que intensifica o aprendizado dos colaboradores, além de incentivar o protagonismo de cada um nesse processo. Hoje, cerca de 66% do nosso quadro de colaboradores acessa a plataforma mensalmente, resultando uma média mensal de mais de 22 mil acessos únicos. Para nós, o uso da tecnologia aliando projetos de formação técnica com ações humanizadas reflete os diferenciais do cooperativismo tanto para os colaboradores quanto na sociedade.

A ideia é que o modelo de aprendizagem do Sicredi evolua cada vez mais, para que os colaboradores atuem conectados com os nossos objetivos e estratégia, promovendo a geração de resultados sustentáveis. Para isso, temos apoiado e incentivado que as equipes busquem novos conhecimentos alinhados aos seus interesses e se desenvolvam acolhendo os próprios erros como parte do processo de aprendizagem.

Qualidade do ambiente de trabalho

Além das mais de 20 trilhas de formação, compostas por cursos e materiais de apoio, há ainda aproximadamente 30 cursos avulsos voltados aos mais diversos temas de autodesenvolvimento, para livre consumo de todos os colaboradores. Soma-se a esses os cursos e outras soluções e aprendizagem voltadas ao negócio, compondo um catálogo de aproximadamente 1.200 cursos. Entendemos que este é um dos meios para reforçar a cultura cooperativa, investir no bem-estar e saúde emocional das pessoas, além contribuir para que todos se sintam envolvidos e capacitados ao mindset ágil que buscamos. Nelas, trabalhamos ainda características como autonomia com responsabilidade, com a qual os próprios colaboradores organizam suas jornadas – desde registro de horários a férias, sem validação com gestores; liderança situacional, onde todos podem gerir temas e fazer com que avancem nos fóruns de decisão da organização – independente de cargos ou tempo de empresa; e adaptabilidade, já que estamos também transformando processos, tornando-os mais intuitivos, compartilhados e eficazes.

Nosso crescimento como instituição e o aumento no engajamento dos colaboradores, amparado pela revolução digital e as iniciativas de educação corporativa, refletem a força e atualidade da nossa essência cooperativista, da nossa solidez de mais de 115 anos de história. Alinhado a tudo isso, neste ano, decidimos adotar a metodologia do Great Place to Work (GPTW) para nossa pesquisa de clima organizacional, por sua relevância e compatibilidade com o mercado. Com ela, conseguimos ter a percepção sobre a qualidade do nosso ambiente e trabalho, além de entender melhor o sentimento das equipes.

A pesquisa foi realizada com mais de 30 mil colaboradores e recebemos uma das mais importantes certificações como marca empregadora. Atingimos um Índice de Confiança de 88%, que demonstra os nossos esforços em tornar o Sicredi um excelente lugar para se trabalhar, em qualquer região do país. Essa certificação, com esse alto índice, demonstra que estamos no caminho certo e somos gratos por termos pessoas felizes e engajadas conosco todos os dias.

Enquanto instituição financeira cooperativa, somos feitos de pessoas e temos como propósito construir juntos uma sociedade mais próspera. Mesmo em cenários mais sensíveis como a pandemia, os colaboradores seguiram tendo nossa atenção. Seguimos construindo um ambiente atrativo, que faz as pessoas se sentirem à vontade, mobilizadas e engajadas, que gera conexão, vínculo com o nosso propósito, vontade de ir além e fazer a diferença.

 

*Rodrigo Wegener é superintendente de Gestão de Pessoas no Sicredi

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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